<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0">
<channel>
<title>Ciências da Saúde</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/6</link>
<description/>
<pubDate>Fri, 24 May 2013 16:24:33 GMT</pubDate>
<dc:date>2013-05-24T16:24:33Z</dc:date>
<item>
<title>Efeitos de diferentes programas de treinamento de força no meio aquático com diferentes volumes nas adaptações neuromusculares de mulheres jovens</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/71813</link>
<description>Efeitos de diferentes programas de treinamento de força no meio aquático com diferentes volumes nas adaptações neuromusculares de mulheres jovens
Schoenell, Maira Cristina Wolf
Diversos estudos têm relatado incrementos na força muscular a partir de treinamentos com diferentes metodologias no meio aquático. No entanto, não foram encontradas abordagens sobre a utilização de séries únicas e múltiplas no treinamento de força no meio aquático. O objetivo do presente estudo foi comparar os incrementos na força muscular dinâmica máxima, na força de resistência e na força de potência em mulheres jovens e sedentárias, submetidas ao treinamento de força no meio aquático, com diferentes volumes de treinamento. Sessenta e seis mulheres jovens e saudáveis (24,72±4,33 anos) foram aleatoriamente divididas em dois grupos: Série Simples (1S) e Séries Múltiplas (3S), durante a primeira etapa do treinamento, composta por 10 semanas. Após este período, sessenta mulheres continuaram o treinamento por mais um período de dez semanas e foram aleatoriamente sub-divididas em quatro grupos de estudo: simples/simples (SS), simples/múltipla (SM), múltipla/simples (MS) e múltipla/múltipla (MM). Todos os grupos realizaram duas sessões semanais durante as 20 semanas, sendo que os exercícios foram executados em máxima velocidade por trinta segundos e foram realizados em forma de circuito, com intervalo de dois a três minutos entre cada grupo muscular. Foram realizadas avaliações nas etapas pré-treinamento, após 10 semanas e após 20 semanas de treinamento. Foram realizadas avaliações de uma repetição máxima (1RM) e de Repetições Máximas com 60% de 1RM nos exercícios supino, rosca bíceps, flexão de joelhos e extensão de joelhos. Além destas, foram realizadas avaliações de força potente por meio dos saltos Squat Jump e Countermovement Jump.  Os resultados foram analizados utilizando ANOVA para medidas repetidas com fator grupo ( =0,05). Ao longo das primeiras dez semanas de treinamento, ambos os grupos (1S e 3S) apresentaram incrementos na força muscular dinâmica máxima, na força resistente e na força potente sem diferença entre os grupos (p&gt;0,05). Nesta etapa os incrementos percentuais na força máxima para o grupo 1S foram de 9,72±9,54% a 18,82±11,17%; no grupo 3S foram de 10,49±9,99% a 18,48±11,07%. Na força resistente os incrementos no grupo 1S foram de 19,45±15,24% a 38,01±26,50%; no grupo 3S foram de 13,04±11,25% a 51,01±36,07%. Na força potente os incrementos no grupo 1S foram de 10,90±13,68% (SJ) e 9,09±8,01% (CMJ); no grupo 3S foram de 8,25±11,67% (SJ) e 6,78±6,83% (CMJ). Após vinte semanas de treinamento, todos os grupos de estudo demonstraram incremento na força muscular dinâmica máxima, na força resistente e na força potente, sem diferença significativa entre os grupos, ou seja, mesmo com a manutenção, o aumento ou a diminuição do número de séries, observou-se o mesmo comportamento da força muscular. Na força máxima os incrementos para o grupo SS foi de 16,53±9,81% a 30,93±11,65%; no grupo SM foi de 15,41±12,77% a 28,87±15,11%; no grupo MS foi de 17,12±13,02% a 28,04±12,95%; no grupo MM foi de 20,98±13,60% a 26,53±13,17%. Na força resistente, os incrementos para o grupo SS foram de 18,32±25,57% a 46,65±49,04%; no grupo SM foram de 13,99±14,50% a 42,50±20,49%; no grupo MS foram de 13,26±23,03 a 48,24±46,50%; no grupo MM foram de 14,14±28,54% a 59,62±43,59%.  Na força potente, os incrementos no grupo SS foram de 12,60±12,13% (SJ) e 11,28±10,62% (CMJ); no grupo SM foram de 21,17±17,83% (SJ) e 4,75±7,25% (CMJ); no grupo MS foram de 12,43±13,67% (SJ) e de 5,74±6,63% (CMJ); no grupo MM foram de 18,67±26,18% (SJ) e de 8,83±4,71% (CMJ). Ao final do estudo, pode-se concluir que mulheres jovens e sedentárias apresentaram melhora na força muscular dinâmica máxima, na força de resistência e na força de potência após 20 semanas de treinamento, independente do volume de treinamento realizado.; Several studies have shown significant increase in the muscle strength induced by different exercise trainings protocols in aquatic environment. However, no studies were found investigating the adaptations of single and multiple sets during the resistance training in aquatic environment. Thus, the aim of the present study was to compare the effects between two aquatic resistance training (single and multiple sets) on maximal dynamic muscle strength, muscle endurance and muscle power in untrained women. Sixty-six young women (24.72±4.33 years) were randomly placed into two groups: single set (1S) and multiple set (3S) during the first 10 weeks. After that, sixty women maintained the training by an additional 10 weeks and were randomly sub-divided in four experimental groups: single/single (SS), single/multiple (SM), multiple/single (MS), multiple/multiple (MM). The subjects performed the aquatic resistance training during 20 weeks twice a week, and the exercises were performed in circuit form with 2-3 min of recovery among each muscular group. The one repetition maximal test (1RM), muscle endurance test (maximal repetitions at 60% 1RM) and muscle power test (squat and counter movement jump performance) were evaluated at pre, middle and post training. The results were analyzed using repeated measures ANOVA (factor: group), and when applicable, Bonferroni post-hoc test was used ( =0.05). After the first 10 weeks of training, there were increases in maximal dynamic muscle strength, muscle endurance and muscle power in both 1S and 3S, with no difference between the groups. The relative gains in the first 10 weeks for the maximal strength in the 1S ranged from 9.72±9.54% to 18.82±11.17%, and in the 3S ranged from 10.49±9.99% to 18.48±11.07% in the different exercises.  The muscle endurance relative gains in the 1S ranged from 19.45±15.24% to 38.01±26.50%, and in the 3S ranged from 13.04±11.25% to 51.01±36.07% in the different exercises. In addition, the muscular power relative gains in the 1S was 10.90±13.68% in Squat Jump and 9.09±8.01% in Counter Movement Jump. The same pattern was found in the 3S, with relative gain of 8.25±11.67% in the Squat Jump and 6.78±6.83% in the Counter Movement Jump. After the 20 weeks of training, both groups showed increases on maximal dynamic in the muscle strength, on muscle endurance, and, on muscle power with no differences among the groups. Thus, even maintaining, increasing or decreasing the number of sets, there were no differences in muscle strength performance. The maximal strength gains ranged from 16.53±9.81% to 30.93±11.65% in the SS group; from 15.41±12.77% to 28.87±15.11% in the SM group; from 17.12±13.02% to 28.04±12.95%; in the MS group; and, from 20.98±13.60% to 26.53±13.17% in the MM group. The muscle endurance relative gains raged from 18.32±25.57% to 46.65±49.04% in the SS group; from 13.99±14.50% to 42.50±20.49% in the SM group; from 13.26±23.03 to 48.24±46.50% in the MS group; and, from 14.14±28.54% a 59.62±43.59% in the MM group. Moreover, the muscle power gains were 12.60±12.13% in the SJ and 11.28±10.62% in the CMJ in the SS group; 21.17±17.83% in the SJ and in the 4.75±7.25% CMJ in the SM group; 12.43±13.67% in the SJ and 5.74±6.63% in the CMJ in the MS group; and, 18.67±26.18% in the SJ and 8.83±4,71% in the CMJ in the MM.  In conclusion, untrained young women presented a improvements in maximal dynamic muscle strength, muscle endurance and muscle power after 20 weeks of aquatic resistance training, independent of the training volume performed.
</description>
<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10183/71813</guid>
<dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item>
<title>Exercício concorrente e aeróbico em ambiente quente e termoneutro : respostas fisiológicas e perceptivas de meninas obesas</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/71781</link>
<description>Exercício concorrente e aeróbico em ambiente quente e termoneutro : respostas fisiológicas e perceptivas de meninas obesas
Fontoura, Andrea Silveira da
Introdução: O exercício é conhecido como uma das ferramentas mais poderosas para prevenir e controlar a obesidade. No entanto, as razões pelas quais indivíduos obesos parecem ser menos dispostos do que aqueles com peso normal para participar e aderir a programas de exercícios são ainda desconhecidas. Uma das hipóteses é que as altas taxas de abandono tipicamente encontradas entre os adolescentes obesos pode ser devido ao tipo de exercício prescrito, e/ou uma capacidade termorregulatória comprometida. A interação entre exercício e excesso de peso pode alterar algumas variáveis, tais como, temperatura corporal, percepção de esforço, conforto térmico e irritabilidade, especialmente se os programas de exercícios são realizados em ambientes com altas temperaturas. Objetivo: Este estudo investigou as respostas fisiológicas e perceptivas em adolescentes obesas em sessões de exercícios concorrente (EC) e de exercícios aeróbico (EA), em duas condições ambientais: calor (C) e termoneutro (Tn). Métodos: Doze meninas púberes obesas (12,7±0,6 anos, 49,9± 3,0% de gordura) fisicamente ativas e aclimatizadas ao calor foram designadas para participar de quatro sessões de testes (EA e EC onde no EA foi de 40 minutos e consistia de cicloergômetro (60-70% do VO2pico) em duas condições ambientais: Aeróbico termoneutro (ATn) em que a temperatura foi mantida a 22-25 °C, humidade relativa entre 55-60 %; Aeróbico Calor (AC) em que a temperatura foi mantida entre 35-37 ºC, e uma humidade relativa entre 40-45%. As sessões EC foram organizados em quatro períodos (10 minutos cada), alternando cilcoergômetro (60-70% VO2pico) e duas séries de nove exercícios de força (12-15 repetições a 60-70% de 1-RM).  As sessões de EC também foram testadas sob as mesmas condições acima mencionadas (concorrente termoneutra - CTn e concorrente calor - CC). As participantes foram autorizadas a beber cerca de 279ml (± 42.7ml) de água durante as sessões de exercício. As seguintes variáveis foram avaliadas: temperatura retal (Tre), frequência cardíaca (FC), taxa percepção de esforço (TPE), escala de percepção de esforço para crianças (EPEC), sensação térmica, conforto térmico, irritabilidade, cor e densidade da urinária. ANOVA de um e dois caminhos; ANOVA para medidas repetidas e os testes de Friedman e Wilcoxon (p &lt;0,05) foram realizados com os diferentes tipos de exercícios (EA e EC), e as condições de temperatura (Tn e C) como fatores. Resultados: A análise confirmou semelhantes (p&gt; 0,05) os níveis de hidratação, Tre e UR, no início de cada sessão de exercícios confirmando a linha de base. Os resultados mostraram diferenças entre pré e pós-exercício na Tre (AC: 37,1± 0,2 para 37,7±0,2ºC, e CC: 37,1±0,2 para 37,5±0,2°C) (p=0,001). Não foram encontradas diferenças durante as sessões CTn (p=0,967). Durante as sessões ATn, a Tre diferiu (p = 0,016), apenas no vigésimo minuto (37,1±0,2 para 37,4 ± 0,3). Além disso, não houve diferença (p=1,000) entre as sessões ATn e CTn. No entanto, houve diferença (p = 0,016) comparando a AC e CC, no minuto 35 (AC= 37,6 ± 0,2; CC= 37,4 ± 0,2 °C), e no minuto 40 (AC = 37,7 ± 0,2 e CC= 37,5 ±0,2 °C). O conforto térmico e sensação térmica foram maiores durante as sessões de calor e no exercício aeróbio (p &lt;0,05). Não houve diferença na EPEC e irritabilidade. Conclusão: Em geral, estes resultados concluem que as adolescentes obesas respondem melhor em termos fisiológicos e perceptivos durante o EC em comparação com as sessões de EA.  Além disso, os resultados demonstraram que a percepção de esforço, sensação térmica, e conforto térmico conduziu a um aumento significativo do prazer relatado no EA independente da condição térmica. Portanto, o EC pode aumentar o prazer e motivação intrínseca para a atividade física, aumentando a adesão desta população específica.; Introduction: Exercise is well known as one of the most powerful tools to prevent and control obesity. However, the reasons why overweight individuals seem even less willing than normal-weight ones to participate in, and adhere to exercise programs remain largely unknown. One of the hypotheses is that the high rates of dropouts typically found among overweight teenagers might be due to the type of exercise prescribed, and/or compromised thermoregulatory ability. The interaction between exercise and excess body weight would alter some unique variables such as, body temperature, perceived exertion, thermal comfort, and irritability, especially if exercises programs are performed in environments with high temperatures. Aim: This study investigated physiological and perceptual responses in teenager women during concurrent (CE) and aerobic exercise (AE) sessions, under two distinct thermic environmental conditions: artificially heated (Ht) and thermoneutral (Tn). Methods: Twelve obese pubescent girls (12.7 ± 0.6 years, 49.9 ± 3.0% fat) physically active and heat-acclimatized were randomly assigned to participate in four differents sessions, the AE sessions last 40-minutes each and consisted of cycling (60-70% of VO2peak) under two environmental conditions: Aerobic Thermoneutral (ATn) in which the temperature was kept to 22-25°C, and relative humidity between 55-60%; and Aerobic Heated (AHt) in which the temperature was kept between 35-37ºC, and relative humidity between 40-45%. The CE sessions were organized into four periods (10 minutes each) alternating cycling (60-70% VO2peak) and two sets of nine strength exercises [12-15 repetitions at 60-70% of 1-RM]. The CE sessions were also tested under the same above-mentioned environmental conditions (concurrent thermoneutral - CTn and concurrent heated - CHt).  Participants were allowed to drink about 279ml (± 42.7ml) of water during the exercise sessions. The following variables were assessed: rectal temperature (Tre), heart rate (HR), rate of perceived exertion (RPE), perceived exertion scale for children (PESC), thermal sensation, thermal comfort, irritability, urine color, and urine specific gravity. One, and two way ANOVAs, repeated measures ANOVA, and Friedman and Wilcoxon tests (p &lt;0.05) were performed using the different types of exercises (AE and CE), and temperature conditions (Tn and Ht) as factors. Results: The analysis confirmed similar (p&gt; 0.05) hydration levels, Tre, and HR at the beginning of each exercise session confirming the baseline. The results showed differences between pre- and post-exercise Tre assessments (AHt: 37.1 ± 0.2 - 37.7 ± 0.2 ºC; and CHt: 37.1 ± 0.2 - 37.5 ± 0.2 °C) (p = 0.001). No differences were found during the CTn sessions (p = 0.967). During the ATn sessions, the Tre differed (p = 0.016) only during the first 20 minutes (37.1 ± 0.2 - 37.4 ± 0.3). Furthermore, no difference (p = 1.000) was found between the ATn and CTn sessions. However, the comparison between AHt and CHt differed (p = 0.016) at the 35 (AHt = 37.6 ± 0.2; and CHt = 37.4 ± 0.2 °C), and 40 minutes (AHt = 37.7 ± 0.2 and CHt = 37.5 ± 0.2 °C). The thermal comfort and thermal sensation were higher during the heated and aerobic sessions (p &lt;0.05). No differences in the PESC, and irritability were found. Conclusion: Overall these findings conclude that overweight teenagers respond physiologically better during CE as compared to AE sessions. In addition, the results demonstrated that perceived exertion, thermal sensation, and thermal comfort led to a significant increase in reported pleasure on AE regardless of environmental condition.  Over time, the CE could increase the enjoyment of and intrinsic motivation for physical activity, increasing adherence of this particular population.
</description>
<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10183/71781</guid>
<dc:date>2012-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item>
<title>Perfil nutricional e níveis séricos de leptina de homens inférteis atendidos no setor de reprodução assistida do Hospital de Clínicas de Porto Alegre</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/71653</link>
<description>Perfil nutricional e níveis séricos de leptina de homens inférteis atendidos no setor de reprodução assistida do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Santos, Larissa Petry dos
Introdução: A infertilidade tem sido reconhecida como mais uma das patologias relacionadas à obesidade. O aumento da gordura corporal e a resistência à insulina (RI) são correlacionados inversamente com a testosterona sérica e afetam o pulso GnRH-LH/FSH, o que pode prejudicar as funções das células de Leydig e Sertoli, interferindo na liberação de hormônios sexuais, produção e maturação dos espermatozóides. A hiperleptinemia parece também influenciar a fertilidade do mesmo modo que a sua deficiência No entanto, a modulação da reprodução masculina pelo estado nutricional precisa ser melhor elucidada. Objetivo: Avaliar o estado nutricional e alterações metabólicas em indivíduos com subfertilidade atendidos no ambulatório de reprodução assistida de um hospital público. Métodos: Estudo caso-controle. Os pacientes foram selecionados através do setor de Reprodução Assistida do HCPA. Foram considerados casos aqueles com alterações no espermograma (OMS, 1999) e controles aqueles homens sem alterações no espermograma e/ou que já tenham filhos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do HCPA e todos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram avaliados peso, altura, circunferência da cintura e quadril, e gordura corporal por dobras cutâneas seguindo protocolo de Jackson e Pollock (1978). Foram dosados: glicose, colesterol total, HDL-c, triglicerídeos (TG), hemoglobina glicada, leptina, hormônio folículo estimulante, hormônio luteinizante, prolactina, insulina, SHBG, estradiol, testosterona. Foram estimados: RI através do índice HOMA-IR e LDL-c pela fórmula de Friedewald. Resultados: Foram avaliados 68 homens (35 casos e 33 controles). Não houve diferenças no estado nutricional entre casos e controles, por parâmetros antropométricos e bioquímicos.  A mediana do índice de massa corporal foi cerca de 26 kg/m2 para casos e controles. O perfil lipídico, glicêmico, insulínico e leptinemia não diferiram entre os grupos. Níveis mais elevados de FSH e estradiol foram detectados nos homens com sub-fertilidade. No entanto, os níveis de testosterona e SHBG foram semelhantes entre os grupos. Níveis aumentados de IMC, gordura corporal, circunferência de cintura e quadril, insulina, leptina e índice HOMA estão associados a níveis séricos mais baixos de testosterona, correlações estas que também podem ser observadas com a SHBG. Níveis séricos de testosterona e SHBG apresentaram correlação positiva com o HDL-col, enquanto que os níveis aumentados de TG se correlacionaram negativamente com os valores de SHBG. Apesar de não haver diferenças entre os valores de LH entre os grupos, surpreendentemente os níveis deste hormônio se correlacionaram negativamente com o IMC, níveis de insulina e índice HOMA apenas no grupo caso, evidenciando mais uma vez, a influência dos parâmetros antropométricos e metabólicos na reprodução masculina. Conclusões: Na população estudada, a presença de obesidade parece não ser uma característica da sub-fertilidade masculina. A leptinemia aumentada está associada à redução dos níveis séricos de testosterona e SHBG, independentemente da presença de obesidade. O aumento da adiposidade corporal e marcadores de RI estão fortemente associados a menores níveis séricos de hormônios sexuais como testosterona e LH, indispensáveis a uma espermatogênese adequada. Mais estudos são necessários para detectar alterações nutricionais e metabólicas nos homens brasileiros sub-férteis.; Introduction: Current evidence indicates that infertility is a disorder linked to obesity. Both the increased body adiposity and insulin resistance (IR) have been associated with lower serum concentrations of testosterone and the impairment of the Leydig and Sertoli cells functions by changing GnRH-LH/FSH pulsatility which modifies sex hormones releasing, production and maturation of sperm. The hiperleptinemia, also found in obese individuals seems to affect the fertility by the same way as its lack. However, the modulation of the male reproduction by the nutritional status needs more scientific evidence. Objective: To evaluate the nutritional status and metabolic alterations in subjects with sub-fertility who attended at the Assisted Reproduction Sector of a public hospital. Methods: Case-control study. Subjects: All the men who attended at the Assisted Reproduction Sector of the Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Cases: all the men with altered spermogram, according to WHO criteria (1999); controls: men who presented a normal spermogram and/or with children. The project was approved by the research ethics committee of the university hospital and an informed written consent was obtained from each man. Weight, height, waist and hip circumferences were evaluated. The body fat composition was obtained using seven skinfolds thickness according to Jackson and Pollock (1978). It was measured: glucose, total-cholesterol, HDL-cholesterol, triglycerides, glycated hemoglobin, leptin, follicle-stimulating hormone, luteinizing hormone, prolactin, insulin, sex hormone binding globulin, estradiol, testosterone. There were estimated: IR by HOMA-IR index and LDL-cholesterol using the Friedewald formula. Results: Sixty-eight men were analyzed (35 cases and 33 controls). Cases and controls were not different in relation to the nutritional status by anthropometric and biochemical parameters.  The median for the body mass index (BMI) was 26 kg/m2 for both cases and controls. The lipid, glycemic, insulin and leptin profile did not differ between the two groups. Higher values for FSH and estradiol were detected in the men with sub-fertility. However, testosterone and SHBG values were similar for the two groups. Increased values for BMI, body fat, waist and hip circumferences, insulin, leptin and HOMA-IR are associated with lower testosterone and SHBG serum levels. These two hormones were positively correlated with HDL-col and SHBG correlated negatively with triglycerides. Despite the LH values not differ between cases and controls, the values correlated negatively with BMI, serum insulin and HOMA-IR exclusively for the men with sub-fertility, showing clear evidence for the influence of anthropometric and metabolic parameters in the male reproduction. Conclusions: In the studied population, obesity does not appear to be a characteristic of men with sub-fertility. The increased leptin is associated with decreased serum levels of testosterone and SHBG, regardless of the presence of obesity. Increased adiposity and markers of insulin resistance is strongly associated with lower serum levels of sex hormones such as testosterone and LH, which are essential to a proper spermatogenesis. More studies are needed to detect evidence of nutritional and metabolic changes in sub-fertile individuals in Brazilian men.
</description>
<pubDate>Tue, 01 Jan 2013 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10183/71653</guid>
<dc:date>2013-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item>
<title>Candida albicans versus Candida dubliniensis : identificação, virulência, perfil de suscetibilidade antifúngica e epidemiologia dos casos clínicos de candidose sistêmica diagnosticados em um hospital de Porto Alegre - RS</title>
<link>http://hdl.handle.net/10183/71633</link>
<description>Candida albicans versus Candida dubliniensis : identificação, virulência, perfil de suscetibilidade antifúngica e epidemiologia dos casos clínicos de candidose sistêmica diagnosticados em um hospital de Porto Alegre - RS
Mattei, Antonella Souza
Essa tese teve como objetivo avaliar todos os casos de candidose sistêmica por Candida albicans identificadas através de kit comercial ID 32C® (bioMérieux), diagnosticados no Laboratório de Micologia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre/RS, durante o período de 1999 a 2009, buscando identificar a prevalência de C. dubliniensis, bem como avaliar os fatores de virulência e diferença de perfil de suscetibilidade antifúngica entre os isolados clínicos. Foi realizado um levantamento clínico-epidemiológico dos casos incluídos no estudo, avaliando sexo, idade, manifestações clínicas, evolução, região proveniente do paciente, doença de base, condições predisponentes, utilização de corticóides e antibióticos e resposta ao tratamento recebido. Para a diferenciação das duas espécies utilizou-se testes fenotípicos (arranjo dos clamidosporos, teste de termotolerância, formação do tubo germinativo, crescimento em meio hipertônico e niger), molecular (espectrometria de massa) e genotípico (reação em cadeia da polimerase - PCR). Em adição, foi avaliada a eficácia do método de conservação das leveduras estocadas a -20ºC e comparamos quatro substratos (soro fresco, soro congelado, ágar e caldo Mueller-Hinton) para a prova do tubo germinativo. Determinou-se a produção da fosfolipase e proteinase em isolados incluídos no estudo. A atividade in vitro dos antifúngicos fluconazol, anfotericina B e anidulafungina frente aos isolados estudados foi determinada através da concentração inibitória mínima (CIM), a concentração fungicida mínima (CFM) e ponto de corte epidemiológico (ECV). Os casos de candidemia por C. albicans diagnosticados durante 10 anos ocorreram com maior frequência em pacientes adultos com presença de cateteres. Observamos que houve maior chance de ocorrência desta em pacientes oncológicos. O percentual de alta nos pacientes foi baixo.  O método utilizado para a conservação de leveduras nesse estudo apresentou taxa de 70% de viabilidade. O ágar e o caldo Mueller-Hinton demonstraram sensibilidade de 90% e especificidade de 100%. Os isolados de C. albicans provenientes de hemocultivos apresentaram produção de fosfolipase em 78% e proteinase em 97% dos isolados. A espécie C. dubliniensis não foi identificada em isolados de hemocultivos, sendo todos os casos de candidemia por C. albicans. Os testes microcultivo em ágar fubá, espectrometria de massa, caldo niger e caldo hipertônico concordaram com o teste genotípico. Os isolados de C. albicans apresentaram maior suscetibilidade a anidulafungina, entretanto, os menores valores obtidos em 90% dos isolados (CIM90) foi pela anfotericina B. E através do ECV, os isolados poderiam ser resistentes ao fluconazol, demonstrando a importância da associação desses dois parâmetros.; The aim this tesis was to evaluate systemic candidiasis cases by Candida albicans through ID 32C® (bioMérieux), at Mycology Laboratory of the Santa Casa de Porto Alegre/RS, during 1999 to 2009, seeking to identify the C. dubliniensis prevalence, as well as evaluating the virulence factors and antifungal susceptibility profile difference of among isolates. The clinical and epidemiological survey was made through gender, age, clinical manifestations, evolution, patient's region, underlying disease, predisposing conditions, steroids and antibiotics use, and response to treatment. The phenotypic tests (tthermotolerance, germ tube, hypertonic and Niger medium), molecular (mass spectrometry) and genotypic (polymerase chain reaction – PCR) was used for two species identification. We also assessed if the mantainance of C. albicans stored at - 20ºC in a freezer with sterile distilled water was usefull.The four substrate (fresh and frozen serum, agar and broth Mueller-Hinton®) were used for germ tube formation and the phospholipase and proteinase activity were evaluated. The in vitro activity of fluconazole, amphotericin B and anidulafungin were compared through the minimum inhibitory concentration (MIC), the minimum fungicidal concentration (MFC) and epidemiological cutoff value (ECV). The candidemia cases by C. albicans for ten years occurred more frequently in adult and catheters use. We observed the more chance this occurrence in cancer patients. The survival percentage was low. The used method in the study for yeast stored had 70% of viability. The agar and broth Mueller-Hinton were 90% sensitivity and 100% specificity. The boodstream isolates of C. albicans produce virulence factors, such the germ tube production and hydrolytic enzymes (78% of phospholipase and 97% of protease) production.  The C. dubliniensis was not identified in bloodstream isolates, thus all candidemia cases were by C. albicans. The mass spectrometry, cornmeal agar, Niger and hypertonic broth agreed with genotypic test. The isolates exhibited more susceptibility to anidulafungin, and 90% of them (MIC90) exhibited the lowest values against amphotericin B. Based on ECV and Pfaller classification, isolates could be resistant to fluconazole, demonstrating the importance of the combination of these parameters.
</description>
<pubDate>Tue, 01 Jan 2013 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://hdl.handle.net/10183/71633</guid>
<dc:date>2013-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
</channel>
</rss>
