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Uma cartografia do cuidado em saúde bucal na formação acadêmica em odontologia

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Uma cartografia do cuidado em saúde bucal na formação acadêmica em odontologia

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Título Uma cartografia do cuidado em saúde bucal na formação acadêmica em odontologia
Autor Flores, Eliane Maria Teixeira Leite
Orientador Souza, Diogo Onofre Gomes de
Data 2013
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Ciências Básicas da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde.
Assunto Aprendizagem
Ensino de ciências
Políticas públicas
Saúde bucal
[en] Care
[en] Dentistry
[en] Learning
[en] Problematization
[en] Resources
Resumo A dimensão de política pública assumida pelo ensino em saúde redireciona a construção do conhecimento, a partir das participações dos professores e dos estudantes, para o maior envolvimento da odontologia com a sociedade. É emergente experimentar outras formas de formar e pesquisar pelo uso de dispositivos cognitivo/pedagógicos, considerando as especificidades de cada realidade e instituição. A intervenção na formação, para a contínua conexão da saúde coletiva com as políticas de subjetividade e de cognição, é baseada no princípio que pesquisar é inseparável dos processos de mudanças. A importância da experiência de pesquisar aponta sua inscrição no plano de forças, que constitui o plano de produção tanto do conhecimento quanto da realidade conhecida. Pesquisadores e pesquisados, bem como o problema da pesquisa cartográfica, estão mergulhados na experiência. As mudanças no campo da saúde instigam o pensamento e para tanto, importa praticar a escuta, a fala e a escrita sobre as experiências no processo de ensino/aprendizagem. Diferentes ferramentas serviram de dispositivo para a cartografia realizada, durante um semestre em 2009, na disciplina de Saúde e Sociedade e nos Seminários Interdisciplinares entre a professora/doutoranda e 44 discentes recém-ingressos na Faculdade de Odontologia da UFRGS. As biografias/biografemas, os diários, as conversas após os trabalhos em grupos, o fórum virtual de educação à distância e o questionário semiaberto foram desenvolvidos ao se fazerem oportunos, para a problematização da própria aprendizagem, para intensificar a transversalidade entre disciplinas e o coeficiente de comunicação entre os participantes. A análise descreve e cria efeitos de subjetivação pelas narrativas verbais e escritas, pela conversação e intercessão de estudos epidemiológicos sobre as iniquidades em saúde bucal, capital social, trabalho-em-equipe e o cuidado-de-si de pensadores das ciências humanas e sociais. Dessa análise foi extraída a agitação dos microcasos e das microlutas em cena, que enunciam e visibilizam as experiências desses estudantes e professores nos territórios existenciais do espaço acadêmico, das escolas, das unidades básicas de saúde e da cidade. A cartografia ao nutrir o maior envolvimento da pós-graduação com a graduação, pela produção e circulação de conhecimento, pela participação ativa e não apenas reativa às mudanças: reinventa modos de aprender, mesmo que, com pequenas mudanças nos limites das práticas atuais/reais/virtuais, na duração dos cursos; intensifica os agenciamentos coletivos para pensar e operar a saúde como bem comum; acontecimentaliza a reforma curricular e as políticas públicas de ensino e saúde no cotidiano ao ativá-las entre professores, estudantes, profissionais de saúde e usuários em meio as transformação sociais em andamento. A cartografia como tarefa política de ação e enunciação pode favorecer os processos do fazer em odontologia, na experimentação para a produção de diferenças na identidade do cirurgião-dentista, na construção de um cuidador da grande saúde, singular e contemporâneo, para democratizar e integrar esse coletivo.
Abstract The public policy dimension adopted by health education redirects the knowledge construction based in the teacher and student participation to a deeper involvement between dentistry and society. It is urgent to experiment other ways of university teaching and research using cognitive/pedagogical resources, taking into consideration the specificities of each reality and institution. The educational intervention is based on the principle that researching is inseparable from the change processes due to the connection between collective health and the subjective and cognition processes. In order to prepare the students to the health field changes it is fundamental to practice listening, speech, writing and teamwork in the teaching/learning process. The work was carried out in the Health and Society course and in seminars involving different courses by the lecturer/doctorate student with 44 School of Dentistry (UFRGS) freshmen during a semester. The different tools used – biographies/biographemes, diaries, talks after group projects, distance learning virtual forums and semi-open questionnaires – were introduced as seemed appropriate by the own learning problematization to increase transversallity between courses and the coefficient of communication. Cartographic analysis aims at describing and creating subjective effects in the narratives through writing, observation, and dialog and with the interference of epidemiologic studies actors on mouth health iniquities, social work, group work and self-care from human and social sciences thinkers. Current microcases and microfights excitement were extracted from such cartographic analysis, enunciating and rendering visible the experiences these students have had in existential territories in the academic school and basic health and city centers environments. Problematizing the encounters lived in such different spaces constitutes a cognitive device which opens up intelligence as it welcomes intuition. Cartography, as an action and enunciation political task, favors practical processes in dentistry in order to produce differences in the dentist surgeon identity, the construction of a contemporary singular health guardian and to democratize these groups. Cartography favors a deeper involvement between the post-graduation and the undergraduation students through knowledge production and circulation and active and non-reactive participation to changes. The university teaching has the obligation of reinventing learning modes, even though they might be minor alterations in today's/real/virtual practices; of intensifying collective assemblages we wish to enforce in public health as a common welfare; put in practice university syllabus reformation and public health teaching policies in everyday life and promote them among teachers, students, health system users and professionals within current social transformations.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/101641
Arquivos Descrição Formato
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