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Velhos lutadores sociais do Uruguai : histórias de resiliência

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Velhos lutadores sociais do Uruguai : histórias de resiliência

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Título Velhos lutadores sociais do Uruguai : histórias de resiliência
Autor Gómez, Julia Gallego
Orientador Doll, Johannes
Data 2014
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Assunto Ditadura militar
Envelhecimento
Resiliência
Uruguai
[es] Dictadura civil-militar
[es] Envejecimiento
[es] Factores protectores
[es] Luchadores sociales
[es] Resiliencia
[es] Uruguay
Resumo Este estudo tem como objetivo analisar, através de uma metodologia qualitativa de entrevistas narrativas, as histórias de vida e os processos de resiliência presentes nelas, de cinco pessoas que foram lutadores sociais e presos políticos durante a Ditadura Civil-Militar no Uruguai. Em meados do século passado, depois das duas Guerras Mundiais e com a economia capitalista em crise, a conjuntura do mundo se encaminhou para fatos que reclamaram posições individuais e coletivas, pois o mundo estava dividido em dois grandes blocos: o socialista e o capitalista. Na América Latina vivenciou-se uma história em comum entre muitos países, com a militância por mudanças no sistema e a repressão e defesa da economia capitalista através de ditaduras militares. Com o Plano Condor, dirigido pelos Estados Unidos e implementado pelos militares de cada país, a repressão e a procura por pessoas subversivas foi generalizada, contudo, cada país teve características próprias. No Uruguai, durante a ditadura, muitas pessoas contrárias ao regime militar sofreram fortes perseguições, com exílio, prisão, tortura e morte. Aqueles que sobreviveram, tiveram depois da abertura do sistema a dura tarefa de lidar com a violência sofrida durante o regime militar. Com o retorno à democracia (1985), iniciou-se um processo demorado em vistas à recuperação dos direitos e da justiça, processo que ainda hoje está em andamento. Esta pesquisa visa conhecer, compreender e analisar este processo, vivido por estas pessoas, a partir do conceito de “resiliência”. Conceito que representa a capacidade humana de sobrepor a situações de adversidade, saindo muitas vezes ate fortalecido delas. Para isso, foram realizadas entrevistas narrativas com cinco perseguidos pelo regime militar, ex-presos políticos da ditadura. Todos os entrevistados passaram por adversidades extremas. Este trabalho pretende conhecer suas histórias e compreender, através da escuta sensível, os processos de resiliência que foram ativados para a superação dessas adversidades. Descobriremos nas narrações as experiências a que se viram enfrentados, como esses fatos influenciaram na sua vida e os mecanismos que desenvolveram para seguir adiante. Através da análise das entrevistas destes lutadores sociais, apreciamos como foram importantes a motivação à luta social, a experiência de repressão, do cárcere e da tortura e a reinserção na sociedade. Pudemos observar fatores protetores em comum abordados pelos entrevistados, como foram a ideologia, a consciência política, a presença do grupo familiar apoiador e o coletivo, representado pelos companheiros de luta. Outros fatores particulares também foram descritos nas narrativas do trabalho. Nas considerações finais, salienta-se os principais elementos ativados a fim de que sirvam de base para possíveis processos de superação em pessoas que passaram por situações de extrema violência.
Resumen Este estudio tiene como objetivo analizar a través de una metodología cualitativa de entrevistas narrativas, las historias de vida y los procesos de resiliencia presentes en ellas, de cinco personas que fueron luchadores sociales y presos políticos durante la Dictadura Civil-Militar en Uruguay. A mediados del siglo pasado, después de dos Guerras Mundiales, y con la economía capitalista en crisis, la coyuntura del mundo se encaminó para hechos que reclamaban posiciones individuales y colectivas, pues el mundo estaba dividido en dos grandes bloques: el socialista y el capitalista. En América Latina se vivenció una historia en común entre muchos países, la militancia por cambios en el sistema y la represión y defensa de la economía capitalista a través de dictaduras militares. Con el Plan Condor, dirigido por los Estados Unidos e implementado por los militares de cada país, la represión y la búsqueda de personas subversivas fue generalizada y en cada uno de los países tubo características propias. En el Uruguay, durante la dictadura, muchas personas contrarias al régimen sufrieron persecuciones con exilio, prisión, tortura y muerte. Aquellos que sobrevivieron, tuvieron, después de la abertura del sistema, la dura tarea de lidiar con la violencia sufrida durante el régimen militar. Con el retorno a la democracia (1985), se inició un proceso lento con el objetivo de recuperación de los derechos y de la justicia, proceso que hasta hoy está en marcha. Éste trabajo visa conocer, comprender y analizar este proceso, vivido por estas personas, a partir del concepto de “resiliencia”. Concepto que representa la capacidad humana de sobreponerse a situaciones de adversidad, saliendo fortalecido de ellas. Para eso, fueron realizadas entrevistas narrativas con cinco perseguidos por el régimen militar, ex presos de la dictadura. Todos los entrevistados pasaron por adversidades extremas. Este trabajo pretende conocer las historias y comprender, a través de un escuchar sensible, los procesos de resiliencia que fueron activados para la superación de esas adversidades. Descubrimos en las narraciones las experiencias a que se vieron enfrentados, como esos acontecimientos influenciaron en su vida y los mecanismos que desenvolvieron para seguir adelante. A partir del análisis de las entrevistas de estos luchadores sociales, apreciamos como fueron importantes la motivación para la lucha social, la experiencia de represión, cárcel y tortura y la reinserción en la sociedad después de lo acontecido. Pudimos observar factores protectores en común abordados por los entrevistados, como lo fueron la ideología o conciencia político-social, la presencia de un grupo familiar de apoyo y el colectivo, representado por los compañeros de lucha. Otros factores particulares también fueron descritos en las narrativas del trabajo. En las consideraciones finales se analizan los principales elementos activados a fin de servir de referencia para posibles procesos de superación en personas que pasen por situaciones de violencia.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/106444
Arquivos Descrição Formato
000942980.pdf (546.1Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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