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Associação entre rêmoras, Remora cf. australis (Bennet, 1840) e golfinhos-nariz-de-garrafa, Tursiops truncatus (Montagu, 1821), no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil

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Associação entre rêmoras, Remora cf. australis (Bennet, 1840) e golfinhos-nariz-de-garrafa, Tursiops truncatus (Montagu, 1821), no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil

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Título Associação entre rêmoras, Remora cf. australis (Bennet, 1840) e golfinhos-nariz-de-garrafa, Tursiops truncatus (Montagu, 1821), no Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil
Autor Wingert, Natália
Orientador Ott, Paulo Henrique
Co-orientador Carvalho, Lucas Milmann de
Data 2014
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Curso de Ciências Biológicas: Ênfase em Biologia Marinha e Costeira: Bacharelado.
Assunto Odontoceti : Golfinhos : Tursiops truncatus
Peixes : Echeneidae : Remora australis
Relações ecológicas
São Pedro e São Paulo, Arquipélago (PE)
[en] Delphinidae
[en] Echeneidae
[en] Ecological interactions
[en] Equatorial atlantic
Resumo As rêmoras são peixes da família Echeneidae e se encontram fixadas a uma série de hospedeiros. Estes organismos possuem modificação na nadadeira dorsal, em formato de disco suctório, que permite sua fixação ao hospedeiro. No Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP), no Atlântico equatorial, Brasil, é descrita a existência de associação entre rêmoras e os golfinhos-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus). Contudo, vários aspectos desta interação ecológica são ainda pouco conhecidos na região. Entre os anos de 2011 e 2013, foram realizadas quatro expedições ao ASPSP visando estimar o tamanho da população de T. truncatus, a partir de técnicas de fotoidentificação. Foi obtido um total de 13.720 fotografias de golfinhos-nariz-de-garrafa, as quais foram também utilizadas para avaliar a associação da espécie com as rêmoras. Para avaliar o local preferencial de fixação das rêmoras, o corpo dos golfinhos foi dividido visualmente em 12 regiões. A frequência de ocorrência das rêmoras foi ponderada pelo número de vezes que cada uma das regiões dos golfinhos estava visível nas fotografias. O tamanho das rêmoras foi estimado a partir do comprimento médio da base da nadadeira dorsal dos golfinhos, sendo definidas quatro classes de tamanho (< 15 cm, entre 16 e 30 cm, entre 31 e 45 cm; e > 45 cm). Das fotos analisadas, 141 eram de golfinhos com rêmoras, sendo 72 destas representadas por 12 golfinhos fotoidentificados (63,16% da população estimada do ASPSP). Com base nos caracteres morfológicos observados nas fotografias, as rêmoras foram identificadas como Remora cf. australis. A quantidade de rêmoras fixadas ao corpo dos golfinhos-nariz-de-garrafa variou de 1 a 2 indivíduos (média=1,03, DP= 0,17). Os locais que apresentaram a maior frequência de ocorrência de rêmoras foram a região posterior à nadadeira dorsal e a área adjacente às nadadeiras peitorais. A maioria das rêmoras visualizadas era menor que 15 cm de comprimento total (78,57%), com preferência pela região posterior do corpo dos golfinhos (72,86%), sendo que as rêmoras maiores que 16 cm ocorreram somente nessa região. A porção ventral do pedúnculo caudal foi a única região que apresentou rêmoras de todas as classes de tamanho. O grande número de golfinhos com rêmoras, a alta frequência de ocorrência, e a presença de rêmoras de diferentes tamanhos indicam que esta associação é bastante comum entre estas duas espécies na região.
Abstract Remoras are fishes from Echeneidae family and can be found attached to a range of hosts. These organisms have modified dorsal fin, in sucking disc, allowing their attachment to the host. At São Pedro e São Paulo Archipelago, in Equatorial Atlantic, Brazil, the existence of association between remora and common bottlenose dolphins (Tursiops truncatus) has been previously described. However, several aspects of this ecological interaction are still poorly known in the region. Four field expeditions were performed between 2011 and 2013 to evaluate common bottlenose dolphins abundance using mark recapture techniques. For that purpose a total of 13.720 photographs from common bottlenose dolphins were taken, which were also used to assess the association of the species with remoras. To assess the preferred fixing location for remora, common bottlenose dolphin body was visually divided into 12 regions. Remora's frequency of occurrence was weighted by the number of times each of dolphins’ body regions was seen in the photographs. The size of the remora was estimated from the average length of the base of the dorsal fin of dolphins and four size classes were defined (< 15 cm, between 16 and 30 cm, between 31 and 45 cm; and > 45 cm). From the analyzed pictures, 141 were from dolphins with remora, 72 of those pictures were from 12 photo-identified dolphins (63.16% of the estimated archipelago's resident population). Based on morphological characters observed in the photographs, the remora was identified as Remora cf. australis. The amount of remora fixed to the body of T. truncatus ranged from 1 to 2 individuals (mean = 1.03, SD = 0.17). The sites that had the highest frequency of remora were subsequent to the dorsal fin area and the area adjacent to the pectoral fins. The remora's majority had less than 15 cm total length (78.57%), with preference for the posterior region of the body dolphins (72.86%), while the remoras larger than 16 cm occurred only in this body region. The ventral portion of the caudal peduncle was the only region with remoras of all size classes. The large number of dolphins with remora, the high frequency of occurrence, and the presence of remora of different sizes indicate that this association is quite common between these two species in this region.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/107648
Arquivos Descrição Formato
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