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Entre a enxada e o lápis : a prática educativa na Casa Familiar Rural de Francisco Beltrão

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Entre a enxada e o lápis : a prática educativa na Casa Familiar Rural de Francisco Beltrão

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Título Entre a enxada e o lápis : a prática educativa na Casa Familiar Rural de Francisco Beltrão
Autor Fanck, Clenir
Orientador Ribeiro, Marlene
Data 2007
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Assunto Casa Familiar Rural.
Educação do campo
Educação rural
Francisco Beltrão (PR)
Pedagogia da alternância
[es] Casa Familiar Agraria
[es] Educación
[es] Trabajo e pedagogía de la alternancia
Resumo A Casa Familiar Rural é uma instituição voltada ao trabalho com jovens agricultores que ainda permanecem na terra. Tem por objetivo a permanência destes jovens no campo, com uma melhor qualidade de vida e trabalho, preparando-os para uma maior participação no contexto social. A experiência surge na França, pela dificuldade de alguns jovens em permanecer na terra e no trabalho agrícola, porque a educação escolar não oferecia formação adequada a esta modalidade de trabalho. Ao trabalhar com a Pedagogia da Alternância, possibilitando aos jovens permanecer uma semana na escola e uma semana na propriedade, a CFR parte da experiência de trabalho do dia-a-dia desses alunos. Com isso, resgata o princípio educativo do trabalho que dá a base para toda a formação oferecida na CFR. O trabalho, além de garantir a sobrevivência dos educandos e suas famílias, é elemento fundamental para a construção dos conhecimentos, na Pedagogia da Alternância. Neste método o educando parte da realidade do seu próprio trabalho, reflete sobre ele para, posteriormente, modificá-lo. Nesse processo de formação pelo trabalho, a troca entre saberes e conhecimentos aparece como um novo elemento educativo. A partir do momento em que o aluno partilha os conhecimentos sistematizados na CFR, com a família e mesmo com a comunidade, amplia a sua formação. Entretanto, o trabalho com a educação rural coloca-se como um desafio, que exige trabalho, luta e persistência. A CFR busca oferecer uma formação, articulando trabalho agrícola e educação, que dê condições aos educandos de permanência no campo. Porém, ela está inserida em um contexto social e histórico maior, onde o seu trabalho pedagógico, em alguns momentos, se coloca como contraditório. Como preparar esses jovens para o trabalho no campo e permanecer na terra, se muitos deles não têm acesso à terra e seu trabalho está se tornando supérfluo? Portanto, nesse contexto de luta e de construção de uma escola que dê conta de atender a uma realidade de exclusão social, pode-se resgatar a questão do trabalho como elemento fundante do formar-se humano, estabelecendo relações sociais de troca, aprendizagem e de produção da vida.
Resumen La Casa Familiar Agraria, es una institución dirigida al trabajo con jóvenes agricultores que aún permanecen en la zona rural. El objetivo principal es que los jóvenes permanezcan en el campo con mejor calidad de vida y trabajo, proporcionándoles formación y preparándoles para una mayor participación en el contexto social. La experiencia surge en Francia, debido a la dificultad de algunos jóvenes de quedarse en la zona rural haciendo el trabajo del campo, ya que la educación escolar no ofrecía la formación adecuada en esta modalidad de trabajo. Al trabajar con la pedagogía de la alternancia, posibilitando a los jóvenes permanecer una semana en la escuela y otra en el campo, la Casa Familiar Agraria, parte de la experiencia de trabajo del día a día de esos alumnos con el fin de rescatar el principio educativo del trabajo que por consecuencia es la base para toda la formación ofrecida en la CFA. Además de garantizar la sobrevivencia de los educandos y sus familias por medio del trabajo, es el elemento fundamental para la construcción de los conocimientos de la pedagogía de la alternancia. En este método el educando parte de la realidad de su propio trabajo, reflexiona sobre el mismo y para posteriormente modificarlo. En este proceso de formación para el trabajo, el intercambio de saberes y conocimientos, aparecen como los nuevos elementos educativos. A partir del momento que el alumno comparte sus conocimientos sistematizados en la CFA con la familia y aún con la comunidad, amplia enormemente su formación. En cuanto el trabajo con la educación rural, se coloca como un desafío que exige trabajo, lucha y persistencia. La CFA busca ofrecer una formación, articulando: trabajo agrícola y educación, que permita las condiciones necesarias a los educandos de permanencia en el campo. Sin embargo esta permanencia está inserida en el contexto social e histórico más amplio, donde, el trabajo pedagógico en algunos momentos se coloca como contradictorio. ¿Cómo preparar a esos jóvenes para el trabajo en el campo y hacer que permanezcan en él, si muchos de ellos no tienen acceso a la tierra y su trabajo se ha convertido en superfluo? Por tanto, en ese contexto de lucha y de construcción de una escuela que se haga responsable de atender una realidad de exclusión social, se puede rescatar la cuestión del trabajo como elemento fundamental de la formación del ser humano, estableciendo relaciones sociales, de intercambio, de aprendizajes y de producción de vida.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/11076
Arquivos Descrição Formato
000604634.pdf (836.0Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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