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Refluxo gastroesofágico avaliado por impedâncio-pHmetria esofágica e presença de pepsina A e C em aspirado traqueal de crianças em ventilação mecânica

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Refluxo gastroesofágico avaliado por impedâncio-pHmetria esofágica e presença de pepsina A e C em aspirado traqueal de crianças em ventilação mecânica

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Título Refluxo gastroesofágico avaliado por impedâncio-pHmetria esofágica e presença de pepsina A e C em aspirado traqueal de crianças em ventilação mecânica
Autor Silva, Cristiane Hallal da
Orientador Goldani, Helena Ayako Sueno
Data 2014
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Ciências em Gastroenterologia e Hepatologia.
Assunto Aspiração respiratória
Criança
Estado terminal
Refluxo gastroesofágico
Resumo Introdução: Os pacientes criticamente doentes em ventilação mecânica apresentam risco elevado de refluxo gastroesofágico (RGE) e de aspiração pulmonar, conhecidos fatores de risco para pneumonia nosocomial.. Acredita-se que haja associação entre a ocorrência de RGE e aspiração pulmonar. A detecção de pepsina na via aérea tem sido apontada como o elemento chave para o diagnóstico dessa associação. As características e a gravidade do RGE nessa população são pouco conhecidas. Apesar de largamente utilizada, a pesquisa de pepsina na via aérea apresenta várias limitações relativas à coleta das amostras, à sua análise laboratorial e à sua interpretação clínica. Objetivos: Avaliar as características do RGE quanto ao seu pH (ácido e não ácido) e quanto à altura atingida pelo material refluído (proximal e distal), bem como detectar a presença de pepsina A e pepsina C na secreção traqueal em crianças criticamente doentes em ventilação mecânica e dieta enteral. Num subgrupo dos pacientes com diagnóstico de bronquiolite viral aguda, tivemos como objetivos: correlacionar o número de episódios de RGE e a concentração de pepsina na secreção traqueal, e a influência desses eventos no desfecho dos pacientes. Metodologia: Trinta e seis crianças - internadas em unidade de terapia intensiva (UTI) em ventilação mecânica e dieta enteral plena - foram submetidas à MII-pHmetria e à coleta de secreção traqueal para análise quantitativa (ELISA) e qualitativa (Western-Blot) de pepsina. Os parâmetros de RGE analisados foram: número total de episódios de RGE, número de episódios ácido e não ácido, número de episódios proximal e distal e índice de refluxo ácido. Os valores de pepsina nas amostras foram correlacionados com o número de episódios de RGE. Foi avaliada a associação do desfecho clínico dos pacientes (número de dias em ventilação mecânica e tempo de internação em UTI) com a concentração de pepsina nas amostras e com os parâmetros de RGE. Resultados: Foram incluídas 34 crianças, com mediana de idade de 4 meses (1-174 meses). Dois pacientes foram excluídos devido a artefatos apresentados no traçado de MII-pHmetria. MII-pHmetria detectou 2172 episódios de RGE, sendo 77.0% não ácidos e 71.7% proximais. A mediana (percentil 25-75) do número total de episódios de RGE/paciente foi 59,5 (20,3-85,3). O número de episódios de RGE não ácido/paciente foi maior de que o número de ácido [43,5 (20,3–68,3) vs 1,0 (0,0–13,8), p<0,001]. Pepsina A foi detectada em 100% das amostras e pepsina C, em 76.5%. O uso de anti-ácidos e a posição da sonda de alimentação não tiveram influência aos resultados. Nos 23 pacientes com bronquiolite, a concentração mediana de pepsina nas amostras foi 4,76ng/mL (variando de 0,49 a 136,97 ng/mL). Não houve associação entre a concentração de pepsina e os parâmetros de RGE teoricamente associados ao risco de aspiração pulmonar: número total de episódios de RGE (p=0,068) e número de episódio de RGE proximal (p=0,064). O número total de episódios de RGE e o número de episódios de RGE proximal não influenciaram o tempo em ventilação mecânica (p=0,778 e p=0,643, respectivamente) e não influenciaram o tempo de permanência em UTI (p=0,542 e p=0,612, respectivamente). Também não houve associação entre os níveis de pepsina e o desfecho clínico dos pacientes, tempo em ventilação mecânica (p=0.289) e tempo de permanência em UTI (p=0.304). Discussão e conclusões: Aspiração pulmonar esteve presente em 100% das crianças, porém esse fato não atribuiu piora no desfecho clínico dos pacientes. A presença de pepsina C em quase 80% das amostras reitera a necessidade da diferenciação entre pepsina A e C para um acurado diagnóstico de aspiração de conteúdo gástrico. Os métodos que avaliam RGE não foram capazes de predizer aspiração pulmonar. A interpretação da presença de pepsina na via aérea, do ponto de vista clínico, deve ser realizada com cautela.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/114991
Arquivos Descrição Formato
000956233.pdf (509.8Kb) Texto parcial Adobe PDF Visualizar/abrir

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