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Trabalho, educação e emancipação humana : a afirmação da EJA como direito

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Trabalho, educação e emancipação humana : a afirmação da EJA como direito

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Título Trabalho, educação e emancipação humana : a afirmação da EJA como direito
Outro título Work, education and human emancipation humana : affirming youth and adult education as a right
Outro título Trabajo, educación y emancipación humana : la afirmación de eja como derecho
Autor Fischer, Maria Clara Bueno
Godinho, Ana Cláudia Ferreira
Resumo Este artigo aborda a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil como direito e como campo, com práticas e reflexões de matrizes político-pedagógicas distintas ou mesmo antagônicas. Tais reflexões inserem-se no debate sobre os fundamentos e modalidades da relação entre educação, trabalho e emancipação humana. Uma ideia força do texto é a convicção de que pessoas jovens e adultas são sujeitos de direitos e que a plena realização de um deles – o acesso e permanência na escola – depende do (re)conhecimento, por todos aqueles que estão envolvidos no campo, da natureza e do potencial da relação desses sujeitos com os mundos do trabalho. Neste estudo de natureza qualitativa, as autoras realizaram análise documental e retomaram dados de duas pesquisas qualitativas em Educação, que coletaram dados por meio de entrevistas individuais semiestruturadas, observação participante e registro em diário de campo. Argumentou-se sobre a centralidade da experiência singular e coletiva do aluno-trabalhador para mediar relações entre trabalho e educação no currículo da EJA. As autoras enfatizam o trabalho como lugar de produção, mobilização e (re)interpretação permanente de saberes e valores pelos trabalhadores. Estes, ao ingressarem em cursos de EJA, colocam em circulação no contexto escolar estes saberes e valores produzidos no mundo do trabalho, gerando tensionamentos que impelem a reaproximação entre saberes escolares e experiência de trabalho. As autoras ressaltam a pertinência de novos estudos sobre o Currículo Integrado e outras práticas curriculares que valorizem o trabalho enquanto experiência humana.
Abstract This article discusses the Education of Youth and Adults in Brazil as a right and as a field of studies and political intervention with practices and reflections of distinct or even antagonistic political-pedagogical bases. Such reflections are part of the debate on the fundamentals and forms of relationship between education, work and human emancipation. A key argument of the text is the conviction that young and adults are subjects of rights and the fulfillment of one of them - access and permanence in school - depends on the (re) cognition, by all those involved in the field, of the nature and the potential of the relationship of these subjects to the worlds of work. In this qualitative study, the authors conducted document analysis and data from two qualitative educational researches. The data was taken through semi-structured interviews, participant observation and field work notes. It was argued on the centrality of singular and collective experience of student-worker to mediate relations between work and education in the curriculum of youth and adult education. The authors emphasize the work as a place where workers make permanent production, mobilization and ( re) interpretation of knowledge and values. They put into circulation in the school context this knowledge and values of their working experience, generating tensions that drive the rapprochement between school knowledge and work experience. The authors emphasize the relevance of new studies on the Integrated Curriculum and other curricular practices that enhance the work as a singular and fundamental human experience.
Resumen Este artículo aborda la Educación de Jóvenes y Adultos (EJA) en Brasil como derecho y como campo, con prácticas y reflexiones de matrices político-pedagógicas distintas e incluso antagónicas. Estas reflexiones se insertan en el debate sobre los fundamentos y modalidades de la relación entre educación, trabajo y emancipación humana. Una idea que fundamenta el texto es la convicción de que personas jóvenes y adultas son sujetos de derecho y que la plena realización de uno de estos –el acceso y permanencia en la escuela– depende del (re)conocimiento por parte de todos los involucrados en este campo, de la naturaleza y el potencial de la relación de esos sujetos y los mundos de trabajo. En este estudio de naturaleza cualitativa, las autoras han realizado análisis documental y han retomado informaciones de dos investigaciones cualitativas en Educación, que habían recolectado datos por medio de entrevistas individuales semi-estructuradas, observación participante y registro en diario de campo. Se argumentó sobre lo fundamental de la experiencia singular y colectiva del alumno-trabajador para mediar relaciones entre trabajo y educación en el currículo de EJA. Las autoras enfatizan el trabajo como lugar de producción, movilización y (re)interpretación permanente de saberes y valores por parte de los trabajadores. Estos, al ingresar en cursos de EJA, colocan en circulación estos saberes y valores producidos en el mundo del trabajo dentro del contexto escolar, generando tensiones que impelen la reaproximación entre el saber escolar y la experiencia de trabajo. Las autoras resaltan la pertinencia de nuevos estudios sobre el Currículo Integrado y otras prácticas curriculares que valoricen el trabajo como experiencia humana.
Contido em Arquivos Analíticos de Políticas Educativas. Arizona. Vol. 22, n. 65 (jun. 2014), 25 f.
Assunto Educação de jovens e adultos
Trabalho
[en] Brazil
[en] Human emancipation
[en] Work-education
[en] Youth and adult education
[es] EJA
[es] Emancipación humana
[es] Trabajo-educación
Origem Estrangeiro
Tipo Artigo de periódico
URI http://hdl.handle.net/10183/114995
Arquivos Descrição Formato
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