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Reading the criticism : Georgette Heyer's and the romance novel's (mis) fortune

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Reading the criticism : Georgette Heyer's and the romance novel's (mis) fortune

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Título Reading the criticism : Georgette Heyer's and the romance novel's (mis) fortune
Autor Lage, Gabriela Diehl
Orientador Maggio, Sandra Sirangelo
Data 2014
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Curso de Letras: Licenciatura.
Assunto Crítica literária
Heyer, Georgette 1902-1974.
Literatura inglesa
Romance
[en] English literature
[en] Literary criticism
[en] Romance novels
Resumo ‘Romance novels’ são populares desde o seu surgimento; Orgulho e Preconceito é um dos livros mais famosos do mundo – se não o mais famoso – e uma longa lista de obras canônicas podem ser inclusas nesta categoria. A Harlequin Book por si só publica mais de 110 títulos em 34 línguas a cada mês e o site da organização Romance Writers of America afirma que o gênero teve volume de vendas de 1,08 milhões de dólares somente em 2013¹. Seria de ser esperar que um gênero literário tão prolífico, popular e lucrativo teria um vasto estudo crítico – este não é o caso. As ‘romance novels’ vem sendo marginalizadas há bastante tempo, feministas e outros críticos não poupam esforços quando se trata de atacar e culpar o gênero pelo o que eles chamam de ‘servidão’ feminina no patriarcado e de diminuir o mesmo a um passatempo descerebrado e trivial para mulheres enquanto esperam a roupa lavar. A maior parte dos estudos críticos a respeito do gênero foram escritos na década de oitenta e no começo da década de noventa. A obra de Janice Radway - intitulada Reading the Romance: Women, Patriarchy, and Popular Literature – mostra um estudo conduzido com um grupo específico de leitoras de um subgênero específico de romance. Deste subgênero foram selecionadas vinte obras que são então usadas para apresentar conclusões sobre todo o gênero de ‘romance novels’. Se a crítica do gênero em si é escassa, a crítica de autoras em específico é ainda mais difícil. Georgette Heyer foi a precursora do subgênero ‘Regency romance novels’ e umas das escritoras britânicas mais populares. Ela escreveu mais de cinquenta romances e mais de quinze contos, além disso, costumava vender, pelo menos, dez mil cópias de cada obra lançada (KLOESTER; 2011). Apesar de tudo isso, estudos críticos da sua obra são raros. Em contraponto a este cenário, este trabalho propõe uma retrospectiva da crítica sobre o gênero com foco na produção da escritora Georgette Heyer. A teoria proposta aqui é que a falta de crítica em torno do gênero – costumeiramente atribuída à falta de qualidade do produto – pode, possivelmente, estar relacionada ao uso inadequado de ferramentas e teorias de estudo literário. Estudos e visões mais recentes sobre o gênero são apresentadas como contraponto e atualizações da primeira onda de estudos críticos sobre o gênero, bem como uma atualização da forma como a relação entre a leitora e o ‘romance novel’ é vista.
Abstract Romance novels have been popular since they began existing. Pride and Prejudice is one of the most famous books in the world – if not the most famous one – and a long list of canonical works can be included in the row. Harlequin Books alone publishes more than 110 titles in 34 different languages every month, and the Romance Writers of America Nonprofit’s website claims that the genre had a sales value of 1.08 billion dollars in 2013 alone. It is expected that such a prolific, popular, and lucrative branch of literature must have a vast critical array of studies. That is not the case. Romance novels have been marginalized for a long time. Feminists and other critics have spared no weapons when it comes to slaying and blaming romance for what they call the ‘bondage’ of women within the patriarchy and for diminishing the genre into a trivial, brainless pastime for women to read while they wait for the laundry to be done. Most of the serious criticism regarding the genre was written in the 1980s and early 1990s. Its most canonical work, Janice Radway’s Reading the Romance: Women, Patriarchy, and Popular Literature, shows a study conducted with a specific group of readers, who read a specific subgenre of the romance – from which the twenty works studied were selected – and presents conclusions about the genre. If criticism of the genre itself is scarce, the scene for specific authors is even grimmer. Georgette Heyer is the creator of the Regency romance genre and one of Britain’s most popular romance writers, having written over fifty romances, and more than fifteen short stories, with sales of at least ten thousand copies with each new book (KLOESTER; 2011). Yet, critical studies of her works are rare. In answer to that, this work proposes to provide a retrospection of the criticism surrounding the genre romance novel, focusing on the production of the author Georgette Heyer. The thesis I propose is that the lack of criticism on the genre, which is usually attributed to the scarce quality of the product, may instead lie in the inappropriate tools used by the critics who analyze the genre. Some recent views are presented as a counterpoint to this first wave of criticism, and as an updated way to look at the relationship between the reader and the romance novel.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/115678
Arquivos Descrição Formato
000956451.pdf (401.7Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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