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"Que linda parece gente grande" : construção de um ideal de feminilidade na infância

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"Que linda parece gente grande" : construção de um ideal de feminilidade na infância

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Título "Que linda parece gente grande" : construção de um ideal de feminilidade na infância
Autor Ribeiro, Annelise
Orientador Felipe, Jane
Data 2014
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Curso de Pedagogia: Licenciatura.
Assunto Consumo
Gênero
Infância
Menina
Moda
Resumo A presente pesquisa tem como objetivo compreender de que forma as roupas femininas infantis contribuem para a construção de um ideal de feminilidade e como isso se dá. Meu interesse pelo tema surgiu quando engravidei de uma menina. Após divulgar a notícia em uma rede social, amigos passaram a me “marcar” em fotos de algumas lojas virtuais de roupas infantis femininas. As imagens das meninas (bebês) posando para as fotos de divulgação das vestimentas, mostrava trajes bastante sensuais e erotizados, muito semelhante às roupas de mulheres adultas. Baseandome na perspectiva teórica dos Estudos Culturais, dos Estudos de Gênero e dos Estudos de Cultura Visual, este trabalho tem como conceitos centrais: infâncias, consumo, cibercultura, embelezamento e pedofilização como prática social contemporânea. Recorro a autoras como Guacira Louro (1997), Jane Felipe (2003, 2013), Dinah Beck (2012), Bianca Guizzo (2011), Denise Sant’Anna (2000), Neil Postman (1999), Edvaldo Couto (2012), Susana Cunha (2005). A partir das imagens de algumas fotos publicadas por duas lojas virtuais na rede social Facebook, que ofertavam seus produtos, analisei como essas imagens, a saber: as roupas (tecidos, cortes, cores, adereços, etc.), bem como as poses das meninas (corpo, rosto, olhares, etc.) podem produzir representações e criar expectativas acerca da feminilidade desde a mais tenra infância das meninas. Diante de minhas análises, constato que a aquisição e o uso dessas roupas, em meninas tão pequenas, estabelece uma relação entre uma representação do que significa ser mulher nessa sociedade de consumo e uma exposição dos corpos aprovada pelos responsáveis dessas crianças. Pode-se perceber claramente que, no que diz respeito ao vestuário infantil, as fronteiras entre ser criança e ser adulto estão desaparecendo cada vez mais cedo; e que o investimento desde a infância, na aparência, reforça um idealismo feminino bastante crítico na construção das identidades de gênero dessas crianças.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/115731
Arquivos Descrição Formato
000965049.pdf (3.197Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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