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Eficácia da suplementação com ácido folínico sobre a função endotelial de indivíduos infectados pelo hiv e hiv-hcv : ensaio clínico randomizado controlado por placebo

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Eficácia da suplementação com ácido folínico sobre a função endotelial de indivíduos infectados pelo hiv e hiv-hcv : ensaio clínico randomizado controlado por placebo

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Título Eficácia da suplementação com ácido folínico sobre a função endotelial de indivíduos infectados pelo hiv e hiv-hcv : ensaio clínico randomizado controlado por placebo
Autor Pedro, Fábio Lopes
Orientador Fuchs, Sandra Cristina Pereira Costa
Data 2014
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia.
Assunto Ácido fólico
Células endoteliais
Hepacivirus
HIV
Homocisteína
Síndrome de imunodeficiência adquirida
Vasodilatação
[en] Endothelial dysfunction
[en] FMD
[en] Folic acid
[en] HCV
[en] HIV/AIDS
[en] Homocysteine
Resumo Contexto: A suplementação de ácido fólico (AF) melhora a função endotelial de indivíduos infectados pelo HIV em uso contínuo de terapia antirretroviral (TARV). A literatura não demonstra com clareza esse benefício em indivíduos coinfectados HIV-HCV. Introdução: Indivíduos infectados pelo HIV ou em coinfecção pelo HIV-HCV apresentam um conjunto de fatores de risco que podem levar a disfunção endotelial. Estudos demonstram que a administração de AF possui efeitos benéficos sobre a função endotelial de diferentes populações com risco cardiovascular, inclusive em HIV monoinfectados. Objetivo: Determinar o efeito da suplementação de AF por quatro semanas sobre a dilatação mediada (FMD) pelo fluxo da artéria braquial em indivíduos infectados pelo HIV ou HIV-HCV em uso contínuo de TARV. Delineamento: Ensaio clínico randomizado (ECR), controlado por placebo. Local: Ambulatório de doenças infecciosas do Hospital Universitário de Santa Maria. População: Foram avaliados 69 indivíduos com idade entre 18-50 anos, de ambos os sexos, infectados pelo HIV com ou sem coinfecção pelo HCV, em TARV e com carga viral indetectável há mais de seis meses. Excluíram-se participantes com diabetes mellitus, infarto agudo do miocárdio, revascularização miocárdica, ou acidente vascular encefálico prévios, com creatinina >1,5 mg/dL, diagnóstico clínico, ecográfico, endoscópico ou laboratorial de cirrose hepática, em uso de estatinas, fibratos, terapia de reposição hormonal, sulfonamidas, suplementos vitamínicos, ou AF nos últimos 30 dias. Adicionalmente foram excluídas mulheres grávidas, e participantes de outro ECR. Intervenção: Indivíduos alocados para o grupo intervenção receberam AF, 5 mg, via oral, em dose única diária, pela manhã, durante quatro semanas. Os participantes alocados para grupo placebo receberam orientação para seguir a mesma posologia, sendo os comprimidos indistinguíveis em cor, aroma, sabor, forma e tamanho. Desfechos: Utilizaram-se as variações nos níveis de homocisteína, vitamina B12 e na FMD, aferida por Doppler, na artéria braquial, obtidos na randomização e ao final do seguimento. Resultados: Realizou-se o rastreamento de 239 participantes, sendo 72 elegíveis, 69 randomizados e 68 acompanhados, entre outubro de 2012 e julho de 2013. Em indivíduos infectados pelo HIV houve aumento significativo nos níveis de AF (12,8 ng/ml) no grupo intervenção em comparação ao placebo (P<0,001), acompanhada de variação negativa de homocisteína (-1,9 umol/l) no grupo intervenção e aumento mínimo no grupo placebo (P<0,001). Não houve variação significativa na FMD (P=0,9). Entre indivíduos coinfectados por HIV-HCV, a variação nos níveis de AF foi decorrente da elevação no grupo intervenção (12,6 ng/ml) e redução no grupo placebo (-0,7 ng/ml) (P<0,001). Os níveis de homocisteína aumentaram no grupo placebo (4,6 umol/l) e diminuíram no grupo intervenção (-1,0 umol/l) (P<0,0003). Em relação ao FMD, houve tendência à redução percentual no grupo intervenção e aumento no grupo placebo (P=0,007). As variações de vitamina B12 não foram significativas, independente do status de infecção para HCV. Conclusão: Esse estudo demonstrou que a suplementação de AF por um curto período de tempo, esteve associada com redução de homocisteína sérica, mas não modificou a FMD da artéria braquial, aferida por Doppler, em indivíduos adultos infectados pelo HIV ou HIV-HCV em uso de TARV.
Abstract Context: The supplementation of folic acid (FA) improves endothelial function in HIV-infected individuals in continuous use of highly active antiretroviral therapy (HAART). The literature does not clearly show this benefit in coinfected HIV-HCV. Introduction: Individuals infected with HIV or HIV-HCV coinfected presents a set of risk factors that can lead to endothelial dysfunction. Studies show that FA management has beneficial effects on endothelial function in different populations with cardiovascular risk, including HIV monoinfected. Objective: To determine the effect of FA supplementation for four weeks on the mediated dilation (FMD) by brachial artery flow in patients infected with HIV or HIV-HCV continuous HAART. Design: Randomized clinical trial (RCT), placebo-controlled study. Location: Division of Infectious Diseases, University Hospital of Santa Maria. Population: A total of 69 subjects aged 18-50 years, of both sex, HIV or HIV-HCV infected, on HAART, with undetectable viral load for more than six months. Patients presenting with diabetes mellitus, acute myocardial infarction, coronary revascularization, or stroke prior, with creatinine >1,5 mg/dL, clinical diagnosis, ultrasound, endoscopic or laboratory evidence of liver cirrhosis, on statins, fibrates, hormone replacement therapy, sulfonamides, vitamin supplements, or FA in the last 30 days. In addition pregnant women were excluded, and participants in a RCT. Intervention: Subjects allocated to the intervention group received FA, 5 mg orally once daily in the morning for four weeks. Participants allocated to placebo group were instructed to follow the same dosage, being indistinguishable tablets in color, aroma, taste, shape and size. Outcomes: changes were used in the levels of homocysteine, vitamin B12 and FMD, measured by Doppler, in the brachial artery obtained at randomization and at the end of follow-up. Results: We carried out the screening of 239 participants, 72 eligible, 69 randomized and 68 accompanied, between October 2012 and July 2013. In HIV-infected patients there was a significant increase in the levels of FA (12.8 ng/ml) in the intervention group compared to placebo (P <0.001), accompanied by negative variation of homocysteine (1.9 umol/L) in the group intervention and minimal increase in the placebo group (P <0.001). There was no significant change in FMD (P = 0.9). Between individuals coinfected with HIV-HCV, the variation in FA levels was due to the increase in the intervention group (12.6 ng/ml) and reduction in the placebo group (-0.7 ng / ml) (P <0.001). Homocysteine levels increased in the placebo group (4.6 umol/L) and decreased in the intervention group (-1.0 umol/L) (P <0.0003). Regarding the FMD, there was a tendency to percentage reduction in the intervention group and increased in the placebo group (P = 0.007). Variations of B12 were not significant, independent of HCV infection status. Conclusion: This study showed that AF supplementation for a short term, was associated with reduced serum homocysteine, but did not change the FMD of the brachial artery, measured by Doppler in adults infected with HIV or HIV-HCV in HAART.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/117007
Arquivos Descrição Formato
000955932.pdf (1.070Mb) Texto parcial Adobe PDF Visualizar/abrir

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