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Influência de áreas protegidas e da variação ambiental na assembléia de peixes em um rio de água clara na Amazônia

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Influência de áreas protegidas e da variação ambiental na assembléia de peixes em um rio de água clara na Amazônia

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Título Influência de áreas protegidas e da variação ambiental na assembléia de peixes em um rio de água clara na Amazônia
Autor Keppeler, Friedrich Wolfgang
Orientador Silvano, Renato Azevedo Matias
Data 2015
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Programa de Pós-Graduação em Ecologia.
Assunto Heterogeneidade
Impacto ambiental
Pesca
Tapajós, Rio (AM e PA)
Resumo Unidades de conservação (UC) tem sido a principal estratégia para conservação biológica ao longo de todo o planeta. Entretanto, nos últimos anos as UC tem sido desacreditadas, diminuidas e desoficializadas. Neste estudo, o papel das UC em relação a proteção da fauna ictica da pesca é investigada no Rio Tapajós. Parâmetros ambientais foram quantificados para distinguir entre as influências relativas dessas variáveis e da pressão pesca. Três hipóteses foram testadas: 1) UC sofrem menor pressão de pesca do que áreas não protegidas; 2) Pescadores de UC têm captura por unidade de esforço (CPUE) de peixes maior que os pescadores de áreas desprotegidas; 3) Assembléia de peixes de lagos de planície de inundação localizados em áreas não protegidas tem menor biomassa, abundância, presença de peixes de interesse, riqueza, tamanho médio e nível trófico do que lagos localizados em UC. Doze comunidades ribeirinhas de duas UCs de uso sustentável e uma área não protegida foram amostradas. A pressão pesqueira de cada área foi estimada usando o registro de 2013 desembarques pesqueros de 51 pescadores durante 12 meses. Além disso, duas coletas (período de águas altas e baixas) foram realizadas em 4 lagos em cada uma das áreas para amostrar a assembléia de peixes e 11 variáveis ambientas ligadas a físico-quimica da água, estrutura e morfologia dos lagos. O CPUE dos pescadores foi menor na área não protegida do que nas UCs e a biomassa total de peixes capturados foi maior na área não protegida. Estes resultados são a primeira evidência que UCs voltadas principalmente para conservação terrestre (florestal) podem atuar sinergicamente para reduzir os níveis da pesca e aumentar a densidade de peixes alvo na bacia amazônica. Por outro lado, diferenças consistentes nos descritores biológicos entre as UCs e a área protegida não foram encontrados nos lagos de planície de inundação. Este resultado é corroborado quando os desembarques pesqueiros oriundos dos lagos são analisados seperadamente, os quais mostram valores de CPUE de pescadores similares entre as UCs (áreas protegidas) e a área desprotegida. Estes descritores biológicos estiveram mais relacionados com parâmetros ambientais, como profundidade, cobertura de habitat e tamanho e morfologia dos lagos. Diferença na pressão pesqueira entre os lagos e o rio e também relacionadas ao co-manejo local podem estar influenciando a ausência de relação entre a assembleia de peixe de lagos e as UCs. Os resultados obtidos nesse trabalho indicam que a variação ambiental entre os lagos cria diferentes associações de espécies de peixe no espaço e no tempo e portanto essas variáveis devem ser levadas em conta em qualquer plano de manejo na Amazônia. 6 Palavras-chave: pesca de pequena escala, conservação, heterogeneidade espacial, Rio Tapajós, manejo pesqueiro, impactos ambientais
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/117907
Arquivos Descrição Formato
000963769.pdf (2.113Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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