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Aborto pós-diagnóstico em mulheres vivendo com HIV/Aids no sul do Brasil

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Aborto pós-diagnóstico em mulheres vivendo com HIV/Aids no sul do Brasil

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Título Aborto pós-diagnóstico em mulheres vivendo com HIV/Aids no sul do Brasil
Outro título Post-diagnosis abortion in women living with HIV/Aids in the south of Brazil
Autor Pilecco, Flávia Bulegon
Teixeira, Luciana Barcellos
Vigo, Álvaro
Knauth, Daniela Riva
Abstract Objective: To understand how the HIV diagnosis combines with other factors that influence the decision to abort. Methodology: Data were collected during a crossover study of women aged between 18 and 49 years old and seen in public health services in Porto Alegre, Brazil. The life stories of 18 interviewees who had post-diagnosis abortion were reconstructed on a timeline, using information collected quantitatively. Results: The time between the diagnosis and abortion was 2 years or less for more than half of the women. For some, post-diagnosis abortion did not mean the end of reproductive life. The most frequent reason for terminating pregnancy was to be living with HIV; however, only some of the women who stated having this motivation did not have post-diagnosis children. Changing partners between pregnancies was a recurring finding; however, in most pregnancies that ended in abortion, the women lived with their partners. Discussion: The analysis of the reproductive trajectory of the women studied showed that there is no specific profile of the woman who aborts after receiving the HIV diagnosis. Although this diagnosis may be involved in the decision to terminate a pregnancy, it does not necessarily result in the end of a woman’s reproductive trajectory. Thus, abortion should be understood within a diversity of decision- making processes and the specific moment of a woman’s life story.
Resumo Objetivo: Compreender como o diagnóstico de HIV se conjuga com outros fatores que concorrem para a decisão pelo aborto. Metodologia: Os dados são provenientes de um estudo transversal, com mulheres de 18 a 49 anos, que frequentavam serviços públicos de saúde, em Porto Alegre. As trajetórias de vida de 18 entrevistadas que tiveram aborto pós-diagnóstico foram recompostas, através de uma linha do tempo, a partir de informações coletadas de forma quantitativa. Resultados: Para mais da metade das mulheres, o tempo entre o diagnóstico e o aborto foi de 2 anos ou menos. Para parte delas, o aborto pós-diagnóstico não encerrou a vida reprodutiva. A razão mais frequente para o término da gestação foi estar vivendo com HIV; entretanto, apenas parte das mulheres que declararam essa motivação não tiveram filhos pós-diagnóstico. A troca de parceria entre gestações foi recorrente, embora, na maioria das gestações findadas em aborto, a mulher coabitasse com o parceiro. Discussão: A análise da trajetória reprodutiva evidencia que não há um perfil específico de mulher que aborta após o diagnóstico de HIV. Esse diagnóstico, apesar de poder estar envolvido na decisão pelo término da gestação, não implica, necessariamente, no fim da trajetória reprodutiva. Assim, o aborto deve ser compreendido dentro de uma diversidade de processos decisórios e ao momento específico da trajetória de vida.
Contido em Ciência & saúde coletiva. Rio de Janeiro. Vol. 20, n. 5 (2015), p. 1521-1530
Assunto Aborto
HIV
Saúde reprodutiva
[en] Abortion
[en] Reproductive health
Origem Nacional
Tipo Artigo de periódico
URI http://hdl.handle.net/10183/117964
Arquivos Descrição Formato
000968408.pdf (83.78Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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