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Prevalência e seguimento de exame citopatológico de colo uterino com atipias em células escamosas de origem indeterminada em um hospital universitário brasileiro

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Prevalência e seguimento de exame citopatológico de colo uterino com atipias em células escamosas de origem indeterminada em um hospital universitário brasileiro

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Título Prevalência e seguimento de exame citopatológico de colo uterino com atipias em células escamosas de origem indeterminada em um hospital universitário brasileiro
Outro título Prevalence and follow-up of pap smear with atypical squamous cells of undetermined origin at a teaching hospital in Brazil
Autor Galão, Adriani Oliveira
Lima, Luís Francisco Ramos
Vettorazzi, Janete
Mattos, Jean Carlos de
Naud, Paulo Sergio Viero
Resumo Introdução: O câncer cervical é uma neoplasia maligna com possibilidade de prevenção. Rastreamento adequado pode reduzir morbimortalidade. Objetivo: Verificar a evolução clínica em pacientes com citopatológico de colo uterino com atipias em células escamosas de origem indeterminada (ASC-US ). Método: Coorte retrospectiva em pacientes com ASC-US do Ambulatório de Ginecologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Acompanhamento por 3 anos e seguimento com citologia e/ou histologia. Análise: Statistical Package for Social Sciences (dados descritivos e associações). Variáveis quantitativas com distribuição simétrica: média e desvio-padrão. Variáveis qualitativas: percentuais; aprovação do Grupo de Pesquisa e Pós-graduação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (07-286). Resultados: Amostra de 320 casos. Média de idade das pacientes: 41,3 anos. Não houve associação com tabagismo e ASC-US , lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL) ou lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) (22,8 versus 20,5%; odds ratio = 0,87; intervalo de confiança de 95% 0,38-1,99; p=0,751). Das pacientes com ASC-US , 87,2% fizeram colposcopia imediata; 104 resultaram em alterações menores e quatro em maiores à colposcopia, embora 85 pacientes tenham realizado biópsias. A histologia mostrou: 7,5% de neoplasia intraepitelial 1; 2,1%, neoplasia intraepitelial 2/3; e 0,9%, carcinoma. Um total de 12,5% fez algum tipo de tratamento cirúrgico, sendo este excisão eletrocirúrgica com alça até histerectomia. Ao final do estudo, 77,5% tiveram citopatológico normal como desfecho; 20,3% tiveram ASC-US persistente ou LSIL; 1,3%, HSIL; e 0,9%, carcinoma. Conclusões: O percentual de citopatológicos com ASC-US era esperado e foi adequado. A maioria dos exames teve um acompanhamento citológico normal, mas tivemos um número muito elevado de biópsias em pacientes com colposcopias com alterações menores. A taxa de evolução para lesões de alto grau e câncer não foi desprezível, alertando para necessidade de acompanhamento na presença de ASC-US .
Abstract Background: Cervical cancer is a preventable malignant neoplasia. Adequate screening may reduce mortality and morbidity. Aims: To investigate the clinical outcome in patients with pap smears showing atypical squamous cells of undetermined origin (ASC-US ). Methods: Retrospective cohort study involving patients with ASC-US seen at the Gynecology Outpatient Clinic of Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Three-year follow-up and monitoring based on cytological or histological tests. Analysis: Statistical Package for the Social Sciences (descriptive data and associations). Quantitative variables with symmetric distribution: mean and standard deviation. Qualitative variables: percentage; approval of the Research and Graduate Study Program of Hospital de Clínicas de Porto Alegre (07-286). Results: Our sample included 320 cases. Patients’ mean age: 41.3 years. There was no association with smoking and ASC-US , low squamous intraepithelial lesion (LSIL), or high squamous intraepithelial lesion (HSIL) (22.8 versus 20.5%, odds ratio = 0.87, 95% confidence interval 0.38-1.99, p = 0.751). Of the patients with ASC-US , 87.2% had immediate colposcopy, 104 had minor changes and four had major changes on colposcopy, although 85 patients underwent biopsies. Histology showed: 7.5% of intraepithelial neoplasia 1; 2.1% of intraepithelial neoplasia 2/3; and 0.9% of carcinoma. A total of 12.5% patients underwent surgical treatment consisting of loop electrosurgical excision procedure followed by hysterectomy. At the end of the study, 77.5% had normal pap smear; 20.3% had persistent ASC-US or LSIL; 1.3% had HSIL; and 0.9% had carcinoma. Conclusions: The percentage of pap smears with ASC-US was expected and adequate. Most tests had normal results during the follow-up, but there was a very large number of biopsies in patients with minor changes on colposcopy. The rate of progression to high-grade lesions and cancer was not negligible, prompting the need for monitoring the presence of ASC-US.
Contido em Revista HCPA. Porto Alegre. Vol. 32, n. 3 (2012), p. 296-302
Assunto Displasia do colo do útero
Neoplasias do colo do útero
[en] Cervical dysplasia
[en] Cervical smears
Origem Nacional
Tipo Artigo de periódico
URI http://hdl.handle.net/10183/118208
Arquivos Descrição Formato
000952639.pdf (420.6Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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