Repositório Digital

A- A A+

Moluscos bivalves da Plataforma Externa e Talude Superior ao largo de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil

.

Moluscos bivalves da Plataforma Externa e Talude Superior ao largo de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil

Mostrar registro completo

Estatísticas

Título Moluscos bivalves da Plataforma Externa e Talude Superior ao largo de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil
Autor Pimpão, Daniel Mansur
Orientador Mendes, Inga Ludmila Veitenheimer
Data 2004
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal.
Assunto Bivalves
Distribuicao geografica
Habitat
Moluscos
Morfologia
Rio Grande do Sul
Resumo Com a assinatura do Brasil, em 1982, da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que trata do uso de mares e oceanos, surge a necessidade de se conhecer melhor, através de pesquisa, a Zona Econômica Exclusiva Brasileira (ZEE). Iniciase, desse modo, o REVIZEE - Programa de Avaliação do Potencial Sustentável de Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusiva - visando um levantamento dos recursos vivos marinhos e coordenado pelo Ministério de Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal. O presente trabalho tem o objetivo de contribuir com informações que subsidiem o Programa em questão e expandir o conhecimento sobre a diversidade malacológica da Plataforma Continental Externa e do Talude Continental do Rio Grande do Sul. O litoral compreendido entre o Cabo de São Tomé (RJ) e Chuí (RS) está inserido na Costa Sul do REVIZEE. O material de estudo é proveniente da pernada sul da campanha de Bentos, radial 45, estações hidrográficas: 6839 (32º55’S e 50º34’W - 99 m), 6840 (33º01’S e 50º12’W - 600 m), 6841 (33º00’S e 50º22’W - 500 m) e 6842 (32º57’S e 50º29’W - 187 m), realizada no dia 4 de abril de 1998 pelo Navio Oceanográfico “Prof. W. Besnard”. Estão localizadas na Plataforma Continental Externa e Talude Continental, ao largo de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Utilizaram-se os amostradores de fundo do tipo “van Veen”, “Box Corer” e draga de arrasto. Os moluscos bivalves foram separados dos demais grupos taxonômicos e posteriormente triados sob estereomicroscópio. Foram, então, identificados, sempre que possível, até o nível de espécie; quantificados; ilustrados (fotos e/ou desenhos); e caracterizados - dados da coleta, aspectos morfológicos e medida(s) da(s) valvas(s), habitat, distribuição geográfica e outros aspectos peculiares a cada espécie. A identificação foi feita com base em bibliografia especializada, por comparação com exemplares depositados nas coleções do Museu Oceanográfico Eliézer de C. Rios (MORG), Museu de Zoologia da USP (MZSP), Museu de Paleontologia da UFRGS (MPUFRGS) e com auxílio dos especialistas Dra. Deusinete Tenório (UFPE), Dr. Ricardo Absalão (UFRJ), Msc. Maria Júlia Chelini (USP), Carlo Magenta (MZSP) e Iara Swoboda (MORG). Contabilizou-se um material bastante volumoso, totalizando 37.422 valvas dissociadas e 993 conchas com as valvas unidas. Foram identificados 77 táxons, dos quais 60 até espécie, 13 até gênero e quatro até família, incluídos em 37 famílias de Bivalvia. As famílias com maior número de táxons foram Veneridae (oito), Tellinidae (seis) e Pectinidae (cinco). A espécie Limopsis janeiroensis foi a espécie que apresentou o maior número de exemplares, com 8.810 valvas dissociadas e 8 conchas com as valvas ainda unidas. Cita-se, pela primeira vez para o estado do Rio Grande do Sul, oito espécies de bivalves (Limatula hendersoni, Thyasira trisinuata, Cyamium copiosum, Abra brasiliana, Vesicomya albida, Transenella stimpsoni, Corbula operculata e Poromya granulata), aos quais somamse 5 gêneros citados pela primeira vez para o Brasil (Yoldiella, Cyamium, Mysella, Neaeromya e ?Glans). São feitos novos registros de maior profundidade para nove táxons (Crassinella aff. marplatensis, Macoma uruguayensis, Mactra isabelleana, Transenella stimpsoni e Vesicomya albida a 99 m; Myrtea lens a 187 m; Tellina trinitatis e Yoldia riograndensis a 500 m; e Nuculana larranagai a 600 m) e menor profundidade para dois (Abra aff. brasiliana e Cyclocardia moniliata), todas essas consideradas de origem provavelmente autóctone. Discute-se o grande volume de valvas/conchas de bivalves coletados e discute-se a provável autoctonia e aloctonia do material coletado, bem como possíveis origens de transporte das conchas a partir da Laguna dos Patos e Rio da Prata.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/12740
Arquivos Descrição Formato
000409348.pdf (5.426Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

Este item está licenciado na Creative Commons License

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(ões)


Mostrar registro completo

Percorrer



  • O autor é titular dos direitos autorais dos documentos disponíveis neste repositório e é vedada, nos termos da lei, a comercialização de qualquer espécie sem sua autorização prévia.
    Projeto gráfico elaborado pelo Caixola - Clube de Criação Fabico/UFRGS Powered by DSpace software, Version 1.8.1.