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Survivance : a sobrevivência nas literaturas indígenas do Canadá e do Brasil

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Survivance : a sobrevivência nas literaturas indígenas do Canadá e do Brasil

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Título Survivance : a sobrevivência nas literaturas indígenas do Canadá e do Brasil
Autor Westhalen, Flávia Carpes
Orientador Bernd, Zilá
Data 2007
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras.
Assunto Literatura comparada
Literatura indigenista brasileira
Literatura indigenista canadense
Resumo A presente dissertação visa a investigar como a sobrevivência, tema colocado por Margaret Atwood como eixo central para o estudo da Literatura Canadense em Survival (1972), pode ainda ser relevante no estudo da Literatura Indígena Canadense contemporânea. Além disso, seguindo a linha de pesquisa das Relações Literárias Interamericanas, o trabalho objetiva buscar divergências e convergências no uso de tal temática na Literatura Indígena que, desde os anos 1990, se multiplica no Brasil. Tais literaturas foram escolhidas porque, após a chegada de exploradores e missionários nas Américas, culturas muito diferentes encontraram-se em uma zona de contato, na qual tiveram de buscar estratégias transculturais para se relocalizarem no mundo. A escolha de autores contemporâneos, os quais vivem em centros urbanos – apesar de manterem, em maior ou menor medida, uma conexão com suas culturas nativas – também foi consciente, visto que possibilita investigar como se dão, no âmbito da literatura, essas renegociações identitárias. Através do estudo das obras Green Grass, Running Water, de Thomas King, e Kiss of the Fur Queen, de Tomson Highway, o caso canadense é examinado. Em contrapartida, são analisadas as obras brasileiras Todas as vezes que dissemos adeus, de Kaká Werá Jecupé, e Metade Cara, Metade Máscara, de Eliane Potiguara, a fim de observar como se dá a sobrevivência indígena na literatura brasileira. A análise das quatro obras está calcada em um suporte teórico que, rejeitando nomenclaturas impostas pelo colonizador, começa a formar uma teoria literária indígena, marcada pela hibridação entre a visão tradicional nativa e o aporte ocidental. Dentre os teóricos e críticos que servem de base a esta análise, procuramos, sempre que possível, ressaltar o pensamento dos próprios autores analisados, mantendo, no entanto, o foco no conceito de literature of survivance de Gerald Vizenor. Embora tenham sido observadas importantes diferenças entre os casos canadense e brasileiro, desde a formação de suas literaturas indígenas até os aspectos privilegiados pelos autores em suas obras, nota-se que todos eles, bem de acordo com o que diz Vizenor, defendem a sobrevivência ativa e continuada das populações indígenas através de um processo de resgate das vozes indígenas, superando estereótipos e simulações cristalizadas.
Abstract This thesis aims to investigate how survival – theme considered by Margaret Atwood as the central axis to the study of Canadian Literature in Survival (1972) – can still be relevant in the study of contemporary Canadian Native Literature. Furthermore, following the line of research of Interamerican Literary Relations, the present work seeks for divergences and convergences in the use of such theme in the Native Literature that has grown in Brazil since the 1990’s. These literatures were chosen because, after the arrival of explorers and missionaries in the Americas, very distinct cultures met in a contact zone, in which they had to find transcultural strategies to relocate themselves in the world. The choice of contemporary authors who live in urban centres and yet keep, to a greater or lesser extent, some sort of connection with their native cultures, was also conscious, since it allows a clear investigation on how such identitary renegotiations happen in the realm of literature. Through the study of the novels Green Grass, Running Water, by Thomas King, and Kiss of the Fur Queen, by Tomson Highway, the Canadian case is examined. The Brazilian works Todas as vezes que dissemos adeus, by Kaká Werá Jecupé, and Metade Cara, Metade Máscara, by Eliane Potiguara are analysed, on their turn, in order to observe how indigenous survivance happens in Brazilian Native Literature. The analysis of the four books is underpinned by theoretical and critical works which, rejecting the names imposed by the colonizer, have started building a native literary theory marked by a hybridization between the traditional view and the Western contribution. Among the theoreticians and critics whose works have been used as a base to this work, we have tried to highlight, whenever possible, the thought of the authors we were analyzing themselves, keeping the focus, nevertheless, on Gerald Vizenor’s concept of literature of survivance. Even though significative differences were observed between the Canadian and the Brazilian cases, from the formation of the countries’ native literatures to the aspects highlighted by the authors, it was observed that the four of them, in accordance with the words by Vizenor, fight for an active and continued survivance of the indigenous populations through a process of reapropriation of indigenous voices, overcoming stereotypes and crystalized simulations.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/12757
Arquivos Descrição Formato
000632532.pdf (671.5Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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