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Movimento surdo em diálogo com as políticas de educação bilíngue no Brasil

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Movimento surdo em diálogo com as políticas de educação bilíngue no Brasil

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Título Movimento surdo em diálogo com as políticas de educação bilíngue no Brasil
Autor Severo, Elena Erling
Orientador Giordani, Liliane Ferrari
Data 2015
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Curso de Ciências Sociais: Licenciatura.
Assunto Educação especial
Políticas públicas
Surdos : Língua de sinais : Língua brasileira de sinais (libras)
Resumo Este trabalho, fruto de uma motivação pessoal, procura empreender um estudo sobre a trajetória do movimento surdo ao longo da história, sua relação com a construção da identidade e cultura surda, até se chegar a como está articulado o movimento hoje: quais as suas principais conquistas e sua perspectiva para o futuro. Isso porque passados mais de vinte anos da Declaração de Salamanca, a qual foi promulgada em 1994, e é assinada pelo Brasil, e mais de dez anos da Lei 10436/2002, que eleva à Língua Brasileira de Sinais à língua oficial no país, ainda a surdez é encarada como uma doença que necessita de cura e medicação. Problematiza-se a perspectiva clínica da surdez pela dificuldade de apropriação, pelos surdos dos espaços sociais e de seu movimento na busca por direitos, consequência da dominação de um modelo educacional voltado somente para os ouvintes, privando os surdos de se comunicarem, se fazerem ouvir. Esta perspectiva é contraposta a sócio-antropológica que legitima a Língua de Sinais como sistema linguístico e reconhece o surdo em sua diferença. Para tanto, foi realizado um levantamento do material a respeito do tema, reunindo estudos históricos, diversos artigos, entre outros documentos, sobre o movimento surdo, estudos culturais da surdez na área da educação e estudos sociológicos a respeito de movimentos sociais. Posteriormente, este material foi utilizado para compor a leitura histórica de como os surdos foram tratados pela sociedade em geral, desde a fundação da primeira escola para surdos, em 1755, na França, até o momento atual, o que já é lei e o que já está implementado. Também este material foi utilizado para compreender o conceito de movimento social, as características do movimento social surdo, como o movimento é organizado e se posiciona nos espaços de ativismo surdo, de acordo com a construção da identidade sob á égide da diferença. E, em sua parte final, são analisadas entrevistas realizadas com três militantes do movimento surdo, os quais estão inseridos em diferentes espaços institucionais. Em duas delas foi necessária a presença de intérpretes e o recurso de gravação em vídeo, posteriormente, foram transcritas, e a outra foi realizada por email. O método utilizado foi análise de conteúdo, e foram verificadas as recorrências nas falas para identificar as principais pautas do movimento surdo na luta para que a inclusão se torne uma realidade. Os resultados deste estudo sugerem que diante da recente mudança da perspectiva clínico da surdez para a perspectiva sócio-antropológica, mudança esta ainda desconhecida por diversos ouvintes, ante mais dois séculos de história medicando a surdez, os surdos conseguiram fundar importantes instituições, se articular internacionalmente, inclusive, além de aprovar leis que se implementadas vão oportunizar uma maior efetividade na inclusão desta comunidade. Isso, entretanto, analisado à luz do que se tem de enfrentar a fim de se alcançar a totalidade desta mudança de paradigma representa uma pequena porcentagem.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/127979
Arquivos Descrição Formato
000974289.pdf (265.6Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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