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Empreendedorismo cooperativo e intercooperação na produção de energia elétrica e de alimentos : evidências do cooperativismo de eletrificação rural gaúcho

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Empreendedorismo cooperativo e intercooperação na produção de energia elétrica e de alimentos : evidências do cooperativismo de eletrificação rural gaúcho

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Título Empreendedorismo cooperativo e intercooperação na produção de energia elétrica e de alimentos : evidências do cooperativismo de eletrificação rural gaúcho
Autor Zucatto, Luis Carlos
Orientador Silva, Tania Nunes da
Data 2015
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Administração. Programa de Pós-Graduação em Administração.
Assunto Cooperativismo
Empreendedorismo
Produção de alimentos
[en] Cooperative entrepreneurship
[en] Electricity production
[en] Food production
[en] Intercooperation
[en] Rural electrification cooperativism
Resumo A eletrificação rural é um desafio caracterizado pela população rarefeita, baixo consumo per capita, longas distâncias para atender aos consumidores e vias de difícil acesso para manutenção das redes. No Rio Grande do Sul, as primeiras iniciativas de eletrificação rural foram viabilizadas por meio de Cooperativas de Eletrificação Rural (CERs) que, com o passar do tempo, começaram a enfrentar problemas provocados pela privatização do setor elétrico brasileiro. Para sobreviverem, as CERs desenvolveram iniciativas de mútua cooperação, implementaram novos negócios, se articularam com e pelas estruturas de representação. Deste contexto emerge o questionamento: Como se desenvolvem a intercooperação e o empreendedorismo cooperativo no Cooperativismo de Eletrificação Rural Gaúcho e qual a contribuição destes para a produção de energia elétrica e de alimentos sob a lógica da sustentabilidade? Para se construir a resposta à questão, definiu-se como objetivo: Investigar se e como o empreendedorismo cooperativo e a intercooperação fomentam o Cooperativismo de Eletrificação Rural Gaúcho e a produção de energia elétrica e de alimentos sob a lógica da sustentabilidade. A teoria que embasa o estudo faz alusão ao displacement of concepts para se averiguar a apropriação do conceito de organização pela Teoria Organizacional e, também, como o conceito de cooperação é apropriado pelos Estudos Organizacionais. Trata-se a temática da cooperação sob as perspectivas da Biologia, da Sociologia e da Teoria Organizacional. Aborda-se o surgimento, as principais teorias e os princípios do cooperativismo. Discute-se o que é a organização cooperativa com ênfase naquelas abordagens que destacam o processo de os sujeitos, por meio deste tipo de organização, promoverem soluções a problemas comuns. A intercooperação é discutida enquanto um dos princípios do cooperativismo e também como lógica competitiva. É tratado, ainda, o fenômeno do empreendedorismo sob as abordagens de negócios, coletivo, social e cooperativo, com foco nesta última perspectiva. Os dados foram coletados por meio de entrevistas em profundidade com gestores de 13 das 15 CERs, sendo 17 gestores de CERs entrevistados, 11 experts do cooperativismo, 5 associados de CERs, 3 gestores de estruturas de representação de organizações cooperativas e 1 líder de classe de trabalhadores. Os resultados apontam que as CERs nasceram em um ambiente de intercooperação e que algumas têm conseguido desenvolver a capacidade de promover arranjos intercooperativos, inclusive em nível internacional. As iniciativas de intercooperação, entretanto, ainda não avançaram para ações como a de compras conjuntas. Sobre o empreendedorismo cooperativo, as iniciativas se dão no sentido da criação das CERs, geração de energia elétrica de forma individual e compartilhada, e o reforço de redes de distribuição. Já, no que tange à contribuição para a produção de energia elétrica e de alimentos sob a lógica da sustentabilidade, as CERs viabilizaram a permanência das famílias em suas propriedades ao disponibilizarem a energia elétrica, assim como favoreceram o uso de tecnologias para o aumento da produção e produtividade, aspectos que contemplam as dimensões social e econômica. Na geração de energia elétrica, são identificadas as dimensões social, ambiental e econômica. Emergem, ainda as dimensões territorial, política e tecnológica da sustentabilidade.
Abstract Rural electrification is a challenge characterized by sparse population, low per capita consumption, long distances to meet the consumer and the process of difficult access to network maintenance. In Rio Grande do Sul, the first initiatives of rural electrification were made possible through Rural Rlectrification Cooperatives (RECs) which, over time, began to face problems arising from the the privatization of the Brazilian electricity sector. To survive, the RECs have developed mutual cooperation initiatives, implemented new business, and were articulated with and by its representation structures. From this context arises the question: How to develop the inter-cooperation and cooperative entrepreneurship in the Cooperative Rural Electrification Gaucho and what their contribution to the electricity and food production under the sustainability logic? To build the answer to this question, it was defined as objective: To investigate whether and how the cooperative entrepreneurship and inter-cooperation hold up Rural Electrification Cooperativism gaucho and the production of food and electricity, under the logic of sustainability. The theory that underlies the study alludes to the displacement of concepts to determine the appropriation of organization concept by the Organizational Theory and also how the cooperation concept ois appropriated by Organizational Studies. Discusses the cooperation issues from the Biology, Sociology and Organizational Theory perspectives. It is argued what is the cooperative organization with an emphasis on those approaches that highlight the process of the subject, through this type of organization, promote solutions to common problems. The inter-cooperation is discussed as one of the principles of the cooperative as well as competitive logic. It is treated also the entrepreneurship phenomenon in business, collective, social and cooperative approaches, focusing on the latter perspective. In conducting the survey, data was collected by in-depth interviews with managers of 13 of the 15 RECs, totaling 17 RECs managers interviewed, 11 cooperativism experts, 5 families of members of RECs, three structures representation of cooperative organizations managers and one working class leadership.The results demonstrate that RECs are born in a intercooperation environment and that, throughout its history, some have been able to develop the ability to promote intercooperatives arrangements, including at the international level. The inter-cooperation initiatives, however, have not come forward to actions such as joint purchasing. Regarding the co-operative entrepreneurship, the main initiatives are given towards the creation of RECs, the RECs capitalization for creating enterprises, individual and shared electric power generation, and strengthening distribution networks. Already, regarding the contribution to food and electricity production under the logic of sustainability, RECs possible the permanence of families in their ownership by delivering electrical energy, as well as promoted the use of technology to increase production and productivity, all of which include the social and economic dimensions of sustainability. In power generation, the social, environmental and economic dimensions are identified. Emerge, although the territorial, political and technological sustainability dimensions.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/131350
Arquivos Descrição Formato
000981514.pdf (5.825Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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