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Obra aberta, mas não escancarada : sobre a abertura poética e os limites da interpretação e a sua contribuição para o ensino de literatura

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Obra aberta, mas não escancarada : sobre a abertura poética e os limites da interpretação e a sua contribuição para o ensino de literatura

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Título Obra aberta, mas não escancarada : sobre a abertura poética e os limites da interpretação e a sua contribuição para o ensino de literatura
Autor Hoff, Patrícia Cristine
Orientador Silva, Márcia Ivana de Lima e
Co-orientador Brito Junior, Antonio Barros de
Data 2015
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras.
Assunto Eco, Umberto 1932-
Ensino de literatura
Interpretação
Leitor
[en] Model reader
[en] Openness
[en] Teaching of literature
[en] The limits of interpretation
[es] Enseñanza de literatura
[es] Lector modelo
[es] Límites de la interpretación
[es] Obra abierta
Resumo Esse estudo trabalha com as formulações de Umberto Eco sobre a abertura poética e os limites da interpretação, as quais caracterizam um modelo de teorização sobre a plurissignificação/ambiguidade das obras artísticas e o entendimento de que as estratégias semióticas que essas obras veiculam não permitem toda sorte de interpretação, sendo necessário percorrer a intenção da obra e transformar o leitor empírico em estratégia textual (a noção de leitor-modelo). Além disso, o estudo defende que o pensamento econiano, ao privilegiar a atividade de interpretação como sendo uma negociação entre a intenção da obra e a intenção do leitor(-modelo), possa oferecer um tipo de aparato crítico-teórico que contribua, em sentido amplo, para as reflexões acerca do entendimento da figura do leitor em formação projetada em contextos de ensino de literatura. De modo a percorrer esses intentos, dividimos nossa pesquisa em quatro capítulos: o primeiro deles volta-se para a formulação principal sobre o modelo teórico-crítico econiano; o segundo, contém exemplos de experiências interpretativas que almejem uma aplicação do modelo em questão; o terceiro, foca-se na função do leitor no domínio desse modelo, segundo o qual o leitor passa a ser uma estratégia interpretativa; e o quarto capítulo delineia uma noção de autonomia do leitor que caiba nesse mesmo contexto. Outra parte importante do nosso estudo é a das “Considerações iniciais”, em que comentamos sobre as escolhas que orientaram a pesquisa em tela e também sobre as principais limitações filosóficas e teóricas do pensamento econiano visitado.
Abstract This study works with the notions of openness and the limits of interpretation formulated by Umberto Eco. These notions characterize a model of theorization of plurisignification/ambiguity of artistic works and also the understanding that the semiotic strategies which these works present do not allow for every kind of interpretation, being it necessary to percuss the intention of the text, and to transform the empirical reader in a textual strategy (the notion of model reader). In addition this study proposes that Eco’s critical/theoretical model, since it gives special attention to the activity of interpretation as a negotiation between the intention of the text and the intention of the (model)reader, might contribute in a broad sense to the understanding about the reader as beginner which is placed in literary teaching contexts. In order to undergo these attempts, we divided our research in four chapters. The first one targets the main formulation about Eco's critical/theoretical model. The second contains examples of interpretative experiences that aim at applying the theoretical model in question. The third focuses on the role of the reader in this model’s scope, in which the reader becomes an interpretative strategy. The fourth chapter delineates a notion of the reader’s autonomy that fits the same context. Another important part of our study is the “Initial considerations” in which we comment both on the choices that guided the research on screen and on the main philosophical and theoretical limitations of the Eco's thoughts.
Resumen Este estudio trabaja con las formulaciones de Umberto Eco sobre la abertura poética y los límites de la interpretación, las cuales caracterizan un modelo de teorización sobre la plurisignificación/ambigüedad de las obras artísticas y el entendimiento de que las estrategias semióticas que esas obras conducen no permiten toda la suerte de interpretación, siendo necesario recorrer la intención de la obra y transformar al lector empírico en estrategia textual (la noción de lector modelo). Además, el estudio sostiene que el pensamiento econiano, cuando favorece la actividad de la interpretación como una negociación entre la intención de la obra y la intención del lector(-modelo), puede ofrecer una especie de aparato crítico-teórico que contribuya, en sentido amplio, con la reflexión sobre la comprensión de la figura del lector en formación diseñada en los contextos de enseñanza de la literatura. Con el propósito de recorrer dichos intentos, dividimos nuestra investigación en cuatro capítulos: el primero de ellos se dirige para la formulación principal sobre el modelo crítico-teórico econiano; el segundo contiene ejemplos de experiencias interpretativas que pretenden una aplicación del modelo en cuestión; el tercero se centra en la función del lector en el dominio de dicho modelo, en el cual el lector pasa a ser una estrategia interpretativa; y el cuarto capítulo delinea una noción de autonomía del lector que corresponde a ese mismo contexto. Otra parte importante de nuestro estudio es el de las “Consideraciones iniciales”, en que comentamos sobre las elecciones que orientaron la presente investigación y también sobre las principales limitaciones filosóficas y teóricas del modelo econiano analizado.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/131778
Arquivos Descrição Formato
000980264.pdf (1.491Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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