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Caracterização do Sill Várzea do Macaco e da mineralização de cromo e cobre-níquel, complexo máfico-ultramáfico Jacurici, Bahia.

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Caracterização do Sill Várzea do Macaco e da mineralização de cromo e cobre-níquel, complexo máfico-ultramáfico Jacurici, Bahia.

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Título Caracterização do Sill Várzea do Macaco e da mineralização de cromo e cobre-níquel, complexo máfico-ultramáfico Jacurici, Bahia.
Autor Dias, João Rodrigo Vargas Pilla
Orientador Frantz, Jose Carlos
Marques, Juliana Charão
Data 2012
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências. Curso de Geologia.
Assunto Evolução magmática
Jacurici (BA)
Máfico-ultramáfico
Química mineral
[en] Chromitite
[en] Mafic-ultramafic
[en] Magmatic evolution
[en] Mineral chemistry
[en] Ni and Cu Sulfide
Resumo O Complexo Máfico-ultramáfico Jacurici, localizado na porção NE do Cráton São Francisco, é formado por vários corpos estratificados e hospeda o maior depósito de cromita do país, em uma espessa camada de cromitito maciço de até 8m, atualmente explorado pela Companhia de Mineração Vale do Jacurici S/A. O sill Várzea do Macaco ocorre na porção norte do Complexo e contém além de mineralização de cromo, mineralização sulfetada de Ni-Cu. Este estudo visa descrever o sill Várzea do Macaco a fim de comparar com corpos localizados mais ao sul, Ipueira e Medrado, onde uma evolução petrológica já foi estabelecida anteriormente por Marques et al. (2003). Estes corpos estão separados espacialmente e podem representar uma única intrusão posteriormente desmembrada tectonicamente. Para o atendimento dos objetivos foram realizados trabalhos de campo, descrições de testemunhos de sondagem, descrições petrográficas através de microscopia ótica e microscopia eletrônica de varredura e análises de química mineral em olivina e piroxênios, utilizando microssonda eletrônica. Os resultados das descrições de testemunhos e petrografia mostram que o sill pode ser dividido em duas zonas principais, uma Zona Ultramáfica (subdividida em Unidade Ultramáfica Inferior, Camada de Cromitito Principal e Unidade Ultramáfica Superior) e uma Zona Máfica. A estratigrafia do corpo está invertida e pode representar a continuidade do corpo em profundidade na forma de outro flanco de uma dobra. A análise da variação críptica da razão de Mg em cristais de olivina e piroxênios por química mineral indicam que o sistema magmático se manteve aberto possivelmente por um intervalo de tempo maior que em Ipueira-Medrado, ou que a formação do cromitito ocorreu em momento diferente da evolução magmática. A mineralização sulfetada de Ni-Cu (pirrotita ± pentlandita ± calcopirita) ocorre de duas formas principais: primária magmática ou como lentes de sulfetos remobilizados, neste caso com sutil incremento no conteúdo de calcopirita. Foram observados intercrescimentos entre sulfetos e cromita, o que juntamente com dados de teor de Ni em silicatos, apontam para uma possível cristalização concomitante do minério sulfetado com a cromita, corroborando a hipótese de que contaminação crustal é um fator importante neste sistema. Esta contaminação teria ocorrido próximo ao momento da cristalização do cromitito, como já sugerido para Ipueira-Medrado. As semelhanças entre Ipueira-Medrado e Várzea do Macaco são determinantes para definir ambos como parte de um mesmo sistema intrusivo, mas ainda não plenamente conclusivas de tratar-se de um único corpo rompido tectonicamente. As diferenças petrogenéticas (presença abundante de clinopiroxênio ao longo de toda estratigrafia) e no estilo de mineralização (sulfetação) poderiam estar vinculadas a diferenças genéticas (outro corpo) e/ou a presença de encaixantes/contaminantes crustais diferentes na parte norte do Complexo Jacurici.
Abstract The Jacurici Complex, located in the NE of the São Francisco Craton, is constituted by several N-S bodies and hosts the largest Brazilian chromite deposit in a very thick chromitite layer (up to 8 m), mined by Vale do Jacurici S/A Mining. This study aims to describe the Várzea do Macaco body and its mineralization in order to compare to the southern bodies (Ipueira-Medrado) where a petrological evolution was previous established for the complex (Marques et al. 2003). These bodies possibly represent fragments of a single larger intrusion disrupted during deformation. In order to achieve the objectives field work, description of drill core samples, petrographic analysis, electronic microscopy, mineral chemistry analysis of pyroxenes and olivine crystals using an electronic microprobe were performed. The results of the petrography and drill core samples descriptions led to the division of the sill in two main zones: an Ultramafic Zone (subdivided in Lower Ultramafic Unit, Main Chromitite Layer and Upper Ultramafic Unit) and a Mafic Zone. The sill is stratigraphically inverted; it can represent the body‟s extension in depth as another limb of a fold. Microprobe analysis of cryptic variation in the Mg ratio of olivine and pyroxenes crystals point that the magmatic system remained open for a longer time than Ipueira-Medrado, or even that the chromitite layer was formed in another moment during the magmatic evolution. The Ni-Cu sulfide ore occurs as primary interstitial magmatic (pyrrhotite ± pentlandite ± chalcopyrite) or as remobilized sulfide lenses and veinlets associated with carbonate/phlogopite zones, situation in which the abundance of chalcopyrite is slightly higher. Intergrowths between sulphide and chromite, togheter with Ni content in silicates data, suggest a possible concomitant crystallization of sulfide ore and chromite, corroborating the hypothesis that crustal contamination is an important factor in this system. Such contamination may have occurred in the same moment of the chromitite layer crystallization, as already suggested for Ipueira-Medrado. The similarities between Ipueira-Medrado and Várzea do Macaco are crucial to define both as part of the same intrusive system, though still does not allow to fully conclude that it was a single body tectonically disrupted. The petrogenetic differences (abundant clinopyroxene throughout stratigraphy) and the type of mineralization (sulfidation) may be due to genetic differences (another body) and/or the presence of different host rocks/crustal contaminants in the northern part of the Jacurici Complex.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/132004
Arquivos Descrição Formato
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