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Gênero e sexualidade na revista Sexy : um roteiro para a masculinidade heterossexual

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Gênero e sexualidade na revista Sexy : um roteiro para a masculinidade heterossexual

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Título Gênero e sexualidade na revista Sexy : um roteiro para a masculinidade heterossexual
Autor Câmara, Adriane Peixoto
Orientador Felipe, Jane
Data 2007
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Assunto Estudos culturais
Gênero
Heterossexualidade
Masculinidade
Representação
Sexualidade
[en] Feminist studies
[en] Gender
[en] Heterosexual masculinity
[en] Representation
[en] Sexuality
Resumo Esta dissertação tem como objetivo principal problematizar a revista Sexy como um roteiro para a masculinidade heterossexual. Para tal, foi selecionado como corpus de análise o ano de 2005 da referida revista, num total de doze edições. O referencial teórico deste trabalho é o dos Estudos Feministas e dos Estudos Culturais de inspiração pós-estruturalista. Este trabalho opera um conjunto de conceitos, tais como gênero, sexualidade, masculinidade, representação. O recurso que orientou a aproximação com o material empírico foi analisar, ao longo das doze edições, tudo o que a revista disponibilizou (mensalmente) para seus leitores masculinos, a saber: as reportagens sobre comportamento, sexualidade, viagens, consumo, as entrevistas, informações sobre livros, cinema e DVD, além dos ensaios fotográficos de nu feminino, centrais para a publicação. Também lança um olhar para a relação entre os profissionais que trabalham na revista (homens e mulheres) e os possíveis leitores, observando paulatinamente o desenvolvimento de uma relação de ensinoaprendizagem que a revista estabelece com seus leitores masculinos. Este tipo de exploração do material empírico, que buscou fundamentalmente regularidades, permitiu argumentar que a masculinidade heterossexual, construída culturalmente, é orientada pelos roteiros disponíveis no mercado (ou seja, as inúmeras revistas masculinas que existem atualmente, visam basicamente o entretenimento masculino, incluindo a revista Sexy) em que se exerce com o leitor masculino uma relação pedagógica, ou seja, de ensino-aprendizagem sobre o que é ser um homem heterossexual (em termos de preferências, incluindo as preferências sexuais) e especialmente como se comportar sexualmente. Embora haja um esforço por parte da revista, em sempre delimitar bem os espaços do masculino e do feminino, através da noção de essência, os sentidos atribuídos ao que é ‘essencialmente’ do homem e ao que é ‘essencialmente’ da mulher escapam, sobretudo quando analisamos os lugares das mulheres na publicação. Ou seja, se por um lado, as mulheres ocupam o centro dos desejos eróticos masculinos (especialmente as modelos, atrizes ou cantoras muito jovens), por outro lado, as jornalistas mulheres escreveram e orientaram não somente como os homens devem se relacionar com as outras mulheres, mas também como os homens devem se comportar sexualmente.
Abstract This dissertation aims to question the Sexy magazine as a script for the heterosexual masculinity. In order to do so, I selected the magazine’s twelve editions of the year of 2005. The theoretical referential of the work are the Feminist Studies and the Cultural Studies with a post-structuralist influence. This study works with a group of concepts, such as gender, sexuality, masculinity and representation. The resource that guided the approach with the empiric material was the analysis, along the magazine’s twelve editions, of everything that was shown to its male readers, such as reports about behavior, sexuality, trips, consumption, interviews, information on books, movies and DVD, besides the photographies of female nude, the main topic of the magazine. This work also looks at the relationship among the professionals who work in the magazine (men and women) and the possible readers, observing the development of a ‘teachinglearning’ relation that the magazine establishes with its male readers. This type of exploration of the empiric material, which looked for some regularities, enabled me to argue that the heterosexual masculinity - built culturally - is guided by the routes available in the market. In other words, the countless masculine magazines existent nowadays aim at the male entertainment, including the Sexy Magazine. There is a pedagogical relation with the masculine reader, a ‘teaching-learning’ relation concerning what means being a heterosexual man (in terms of preferences, including the sexual preferences), especially how he should behave sexually. Although there is an effort by the magazine in delimiting the spaces of the masculine and the feminine through the notion of essence, the senses attributed to what belongs 'essentially’ to the man and what belongs ‘essentially’ to the woman escape, especially when we analyze the women's places in the magazine. On the one hand, women occupy the center of the masculine erotic desires (especially top models, actresses or very young singers); on the other hand, journalists women wrote and guided not only how men should relate with other women, but also how men should behave sexually.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/13271
Arquivos Descrição Formato
000642377.pdf (3.496Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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