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A inserção dos lançados na costa da Guiné, entre o início do século XVI e meados do século XVII

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A inserção dos lançados na costa da Guiné, entre o início do século XVI e meados do século XVII

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Título A inserção dos lançados na costa da Guiné, entre o início do século XVI e meados do século XVII
Autor Guimarães, André Lucas Porto
Orientador Macedo, José Rivair
Data 2015
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Curso de História: Licenciatura.
Assunto Comércio
Guiné
Mestiços
[fr] Côte de Guinée
[fr] Insertion
[fr] Lançados
[fr] Métissages
Resumo Este trabalho investiga a integração e a socialização dos lançados aos povos da costa da Guiné, entre o início do século XVI e meados do século XVII. No referido período, tais indivíduos, ao buscarem intermediar o comércio, que então se estabelecia entre os ilhéus do arquipélago de Cabo Verde e os habitantes da costa, acabaram por se inserir ao espaço sociocultural dos últimos, desencadeando mestiçagens biológicas, culturais e sociais. À vista disso, o presente estudo procura saber qual foi o paradigma social interno, intra-africano, que possibilitou essa inserção, cujo processo resultou nas mestiçagens apontadas. Na busca pela resposta a esse problema, analisou-se a documentação administrativa do Império Português na África, a “Portugaliae Monumenta Africana” e a “Monumenta Missionária Africana”, e as narrativas de Almada (1594), de Donelha (1625) e de Lemos Coelho (1669). De modo a auxiliar a pesquisa, selecionou-se um conjunto de ideias da obra, “O pensamento mestiço (2001)”, de Serge Gruzinski, as quais foram desenvolvidas sob a forma de analogias. O resultado obtido neste estudo foi o de que a inserção dos lançados ao meio noroeste-africano tornou-se possível mediante um paradigma social guineense, que orientava e regulava as relações entre os senhores de dadas áreas e os estrangeiros a elas.
Résumé Le présent texte étudie l'intégration des lançados aux peuples de la côte de Guinée et leur socialisation, entre le début du XVIème et le milieu du XVIIème siècle. Lors de cette période, ces personnes, cherchant à créer des liens au sein du commerce qui s'établissait alors entre les insulaires de l'archipel de Cap Vert et les habitants de la côte, finirent pas s'insérer dans l'espace socio-culturel de ces derniers, entraînant métissages biologiques, culturels et sociaux. Face à cela, notre étude cherche à savoir quel fut le paradigme social interne, intra-africain, qui rendit possible cette insertion, dont le résultat fut l'ensemble de métissages cités. En cherchant la réponse à ce problème, nous avons analysé la documentation administrative de l'Empire Portugais en Afrique, la « Portugaliae Monumenta Africana » et la « Monumenta Missionária Africana », ainsi que les récits de Almada (1594), Donelha (1625) et Lemos Coelho (1669). Pour nous aider dans cette recherche, nous avons sélectionné un ensemble d'idées de l’oeuvre « O pensamento mestiço (2001) » de Serge Gruzinski, lesquelles ont été développées sous forme d'analogies. Le résultat obtenu par cette étude fut que l'insertion des lançados dans cette région du nord-ouest africain fut rendue possible par l'intermédiaire d'un paradigme social guinéen qui orientait et régulait les relation entre les seigneurs de territoires donnés et les personnes qui y étaient étrangères.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/132821
Arquivos Descrição Formato
000984139.pdf (1.077Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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