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Transformação, diferença e os juruá : reflexões antropológicas entre os Mbyá-guarani no Cone Sul

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Transformação, diferença e os juruá : reflexões antropológicas entre os Mbyá-guarani no Cone Sul

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Título Transformação, diferença e os juruá : reflexões antropológicas entre os Mbyá-guarani no Cone Sul
Autor Huyer, Bruno Nascimento
Orientador Souza, José Otávio Catafesto de
Data 2014
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Curso de Ciências Sociais: Bacharelado.
Assunto Alteridade
Ameríndios
Etnocentrismo
Genocidio
Mbyá-guarani
Transformação
[en] Amerindian body
[en] Ethnocide
[en] Otherness
[en] Transformation
Resumo O presente trabalho apresenta algumas reflexões presentes entre os Mbyá-guarani acerca das alteridades que povoam seu cosmos. Apoiada no método qualitativo e etnográfico, a pesquisa foi realizada a partir de experiências de convívio entre os Mbyá-guarani principalmente nas aldeias Tekoá Porã (Salto do Jacuí, RS), Tekoá Koenju (São Miguel das Missões, RS) e Tamanduá (25 de mayo, Argentina). Procura-se em um primeiro momento mostrar as elucubrações nativas que, a partir da história de um ojepotá ocorrida na aldeia Tamanduá na Argentina por volta de 1970, dialogam com as noções antropológicas de corpo e pessoa ameríndia. Na segunda parte da monografia é apresentado como há uma “abertura ao Outro” nas histórias contadas pelos Mbyá-guarani sobre os juruá. Narrando sua origem a partir de outra divindade e contando sobre suas características, os Mbyá abrem espaço a essa alteridade atentando para o modo de ser destrutivo dos brancos e a necessária “boa distância” (Lévi-Strauss, 1986) que precisam praticar. Conclui-se ao final que é mais fácil transformarse em onça do que em branco, pois o risco que se corre com esse último parece ser aquele do etnocídio (Clastres, 2004).
Abstract This work presents some thoughts emerged between the Mbyá-Guarani about the otherness that populate their cosmos. Supported on the qualitative and ethnographic method, the survey was conducted from living experiences between the Mbyá-Guarani especially in the villages Tekoá Porã (Salto do Jacuí, RS), Tekoá Koenju (São Miguel das Missões, RS) and Tekoá Tamanduá (25 de mayo, Argentina). Is first shown from one story of an ojepotá occurred in Tamandua village in Argentina by 1970, that the native lucubration dialogue with anthropological notions of body and personhood. In the second part of the work is presented how it seems to be an "openness to the Other" in the stories told by the Mbyá-Guarani about the juruá. Narrating their origin from another deity and their specific characteristics, the Mbyá open space to this otherness without thereby denying how destructive the way of being white is and the necessary "good distance" they need to practice (Lévi-Strauss, 1986). At the end, it is concluded that is easier to transform itself into a jaguar than into a white person, because the risk with the latter seems to be the ethnocide (Clastres, 2004).
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/132876
Arquivos Descrição Formato
000984053.pdf (3.189Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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