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Efeitos do treinamento aquático e terrestre sobre os fatores de risco cardiometabólico, qualidade de vida e saúde mental em adolescentes com excesso de peso: ensaio clínico randomizado

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Efeitos do treinamento aquático e terrestre sobre os fatores de risco cardiometabólico, qualidade de vida e saúde mental em adolescentes com excesso de peso: ensaio clínico randomizado

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Título Efeitos do treinamento aquático e terrestre sobre os fatores de risco cardiometabólico, qualidade de vida e saúde mental em adolescentes com excesso de peso: ensaio clínico randomizado
Autor Santos, Natália Soares dos
Orientador Kruel, Luiz Fernando Martins
Co-orientador Schaan, Beatriz D'Agord
Data 2015
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano.
Assunto Adolescente
Exercício físico : Fisiologia
Obesidade
Saúde
[en] Adolescents
[en] Exercise
[en] Metabolic syndrome
[en] Obesity
[en] Overweight
Resumo Valores elevados de gordura corporal estão relacionados com alterações no metabolismo da glicose, dislipidemia, resistência à insulina e diabetes mellitus tipo 2 em grupos pediátricos. Embora a modificação de comportamentos de vida, como melhora nos hábitos alimentares e a presença de exercícios físicos na rotina dos adolescentes sejam reconhecidos como estratégias para tratar e prevenir a obesidade e suas co-morbidades, não há consenso sobre as abordagens mais eficazes. O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do treinamento aquático e terrestre sobre os fatores de risco cardiometabólico, qualidade de vida e saúde mestal, além de comparar as alterações decorrentes das intervenções em variáveis antropométricas, de composição corporal e psicológicas, em adolescentes com excesso de peso. Trata-se de um ensaio clínico controlado, randomizado, em paralelo, com 12 semanas de intervenção, no qual 77 adolescentes com excesso de peso com idades entre 10-18 anos foram distribuídos aleatoriamente em três grupos: grupo hidroginástica (GH) e grupo jump (GJ), com três sessões semanais de hidroginástica e jump e o grupo controle (sem intervenção com exercício). Todos os grupos realizaram uma sessão semanal de orientação nutricional. Avaliações antropométricas, de pressão arterial, bioquímicas e avaliações de aspecto psicológico foram realizadas pré e pós-intervenções, com índice de massa corporal (IMC) como desfecho primário. Na análise por protocolo, a verificação das possíveis diferenças entre os grupos, entre os tempos (pré e pós) e a interação grupo*tempo foi realizada pelo modelo de Equações de Estimativa Generalizadas – GEE, considerando apenas os sujeitos que cumpriram todo o protocolo de estudo em cada grupo, com frequência mínima de 80% das sessões. Na análise por intenção de tratar todos sujeitos participaram das análises. A análise demonstrou aumento significante da massa corporal no grupo Controle (p < 0,05) e redução significante nesta variável para o grupo Jump (p < 0,05). O IMC reduziu de forma significante tanto no grupo Hidro (p < 0,05) quanto no grupo Jump (p < 0,01). Redução significante da pressão arterial sistólica no grupo controle (p < 0,05) e no grupo Hidro (p < 0,05). Além disso, melhoras significantes entre os períodos pré e pós-intervenção foram encontradas somente no grupo Hidro, para as variáveis HDL-C (p < 0,05) e QUICKI (p < 0,05), que aumentaram, e para Insulina (p < 0,05) e HOMA-IR (p < 0,05), que reduziram. Nas variáveis psicológicas, houve melhora significante na dimensão física nos três grupos (p < 0,001), e na dimensão escolar somente no grupo Controle (p = 0,027). A qualidade de vida total também apresentou melhora significante para todos os grupos (p < 0,001), e o sumário psicossocial aumentou significantemente seu escore apenas no GH (p = 0,024). Na saúde mental houve melhora dos escores do domínio emocional nos dois grupos de exercícios físicos (p < 0,001). Sendo assim pode-se concluir que, de uma forma geral, o treinamento no meio aquático mostrou melhores resultados no controle dos fatores de risco cardiometabólico, apresentando implicações futuras para novas abordagens no tratamento da obesidade infantil.
Abstract High body fat mass is related to changes in glucose metabolism, dyslipidemia, insulin resistance and diabetes mellitus in pediatrics groups. Although the modification of lifestyle behaviors, such as improvement in eating habits and the presence of physical exercises in the routine of adolescents are recognized as strategies for treating and preventing obesity and its comorbidities, there is no consensus on the most effective approaches. The aim of this study was to evaluate the effects of two types of physical training, water and land, on cardiometabolic risk factors and to compare the changes resulting from interventions in anthropometric outcomes, body composition and psychological, in overweight adolescents. It is a controlled clinical trial randomized, parallel, with 12-week intervention in which 77 overweight teenagers aged 10-18 years were alocated into three groups: hydrogymnastics group (HG) and jump group (JG), with three weekly sessions of aerobics and jump and the control group (no exercise intervention). All groups carry out weekly sessions of nutritional guidance. Anthropometric measurements, blood pressure, biochemical and psychological aspect of evaluations were performed before and after the intervention, with a body mass index (BMI) as the primary outcome. In the per protocol analysis, verification of possible differences between the groups, between times (pre and post) and the interaction group * time was performed by Generalized Estimating Equation model - GEE considering only those subjects who met all protocol study in each group, with a minimum rate of 80% of the sessions. In the intention to treat analysis, all subjects participated. The analysis showed a significant increase in body weight in the control group (p < 0,05) and a significant reduction in this variable for the JG (p < 0,05). BMI decreased significantly both in the HG (p < 0,05) and in the JG (p < 0,01). Significant reduction in systolic blood pressure in the control group (p < 0,05) and HG (p < 0,05). In addition, significant differences between the pre- and post-intervention were found only in the HG, for the outcomes: HDL-C (p < 0,05), insulin (p < 0,05),, HOMA-IR (p < 0,05), and QUICKI (p < 0,05). There was significant improvement in psychological outcome in physical dimension in the three groups (p < 0,001), and school size only in the control group (p = 0,027). The overall quality of life also showed significant improvement for all groups (p < 0,001), and the psychosocial summary significantly increased its score only in GH (p = 0,024). In mental health there was an increase of the emotional domain scores in both groups of exercise (p < 0,001). Therefore it can be concluded that, in general, training in the aquatic environment showed better results in the control of cardiometabolic risk factors, with future implications for new approaches in the treatment of childhood obesity.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/133612
Arquivos Descrição Formato
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