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A manutenção da paz no estado civil em thomas hobbes

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A manutenção da paz no estado civil em thomas hobbes

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Título A manutenção da paz no estado civil em thomas hobbes
Autor Spolaor, Thomaz Marques
Orientador Lisboa, Wladimir Barreto
Data 2015
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Direito. Curso de Ciências Jurídicas e Sociais.
Assunto Filosofia política
Poder
[en] Commonwealth
[en] Motion
[en] Peace
[en] Power
[en] Preservation
Resumo Thomas Hobbes foi um autor que, embora tenha se ocupado em grande parte da política, ocupou-se de outras disciplinas, cujas conclusões são menos célebres. Na verdade, seu estudo acerca dessas disciplinas muito diz sobre suas conclusões políticas: ao concluir que o homem é um corpo que visa a preservar seu movimento, Hobbes parte de uma concepção universalista do indivíduo humano, segundo a qual o desejo de poder é um fator que iguala os homens. Antes do que um comportamento inerentemente egoísta e ganancioso, os conflitos entre os seres humanos são causados pelo não reconhecimento dessa igualdade quando da busca pelo poder em um contexto de liberdade, o que justifica o poder político como um guardião da paz. A garantia da paz se dá por meio de uma redução de sinais de poder, cuja multiplicidade, num estado de liberdade, é fonte de equívocos que geram o conflito entre os homens, a saber, a vanglória que faz com que um homem tenha uma disposição para a dominação do outro, que, por sua vez, vê-se sem alternativa senão defender-se violentamente do comportamento hostil do primeiro. Deste modo, a manutenção da paz nada é senão a condição para que o homem possa exercer a busca pelo poder sem que isto implique uma guerra de todos contra todos. Para tanto, é preciso de uma união fundada na reciprocidade, através da qual a liberdade irrestrita configurada na condição natural é limitada, instituindo um poder comum inequívoco, o qual é fonte de medidas para a orientação de conduta.
Abstract Thomas Hobbes was an author who, though best known for his political work, engaged himself with other disciplines, whose conclusions are less notorious. In fact, his studies on these disciplines tell a lot about his political conclusions: in concluding that man is a body that seeks to preserve its motion, Hobbes starts from an universalistic conception of the human individual, according to which the desire to power is a factor that equals men. Rather than an inherently selfish and greedy behavior, conflicts between humans are caused by non-recognition of equality throughout their quest for power in a context of liberty, which justifies the political power as a guardian of peace. Ensuring peace must be made by a reduction of signs of power, whose variety in the state of liberty is a source of misunderstandings that generate conflict among men, namely vainglory which generates one’s desire for the domination of others, that, in turn, see no alternative but to react violently against that hostile behavior. Thus, the maintenance of peace is nothing but the condition so that man can exercise the quest for power without this implying a war of all against all. In order to do that, a union founded on reciprocity is required, by which the unrestricted liberty set in the natural condition is limited by instituting an unequivocal common power, which is a source of measures for the guidance of conduct.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/134569
Arquivos Descrição Formato
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