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Estudo da comunidade e do fluxo gênico de roedores silvestres em um gradiente altitudinal de Mata Atlântica na área de influência da RST-453/RS-486 - Rota-do-Sol

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Estudo da comunidade e do fluxo gênico de roedores silvestres em um gradiente altitudinal de Mata Atlântica na área de influência da RST-453/RS-486 - Rota-do-Sol

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Título Estudo da comunidade e do fluxo gênico de roedores silvestres em um gradiente altitudinal de Mata Atlântica na área de influência da RST-453/RS-486 - Rota-do-Sol
Autor Marinho, Jorge Reppold
Orientador Freitas, Thales Renato Ochotorena de
Data 2003
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Biociências. Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal.
Assunto Ecologia de comunidades
Genética molecular
Mata Atlântica
Roedores
Rota do Sol, Rodovia (RS)
Resumo A RS 486 - Rota do Sol vem sendo motivo de polêmica desde o início da implantação da obra, em 1990. O fato de a estrada afetar um dos ecossistemas mais ameaçados no Brasil, a Mata Atlântica, somado a alguns problemas na condução das obras, que terminaram por levar ao embargo das mesmas, configuram a situação a ser enfrentada no presente trabalho. Ao longo do trajeto a estrada percorre vales e encostas da Reserva da Biosfera, na Serra Geral, apresentando grande variação altitudinal e secionando diversas comunidades vegetais de Mata Atlântica distintas estrutural e fisionomicamente. O levantamento da fauna de roedores silvestres foi realizado na área de influência da rodovia RST-453/RS-486, Rota-do-Sol, entre junho de 1997 e setembro de 2003, perfazendo um total de 14 expedições de amostragem. As coletas foram realizadas em três pontos dentro de um gradiente altitudinal, entre os municípios de Terra de Areia e Tainhas no estado do Rio Grande do Sul, onde foram reconhecidos três ambientes estrutural e fisionomicamente distintos. Estas localidades diferem em altitude e em formação vegetal estando assim distribuídas: Mata Paludosa, altitude 30 metros ─ S 29.30.392, W 050 06.422, Floresta Ombrófila Densa, altitude 350 metros ─ S 29 22.506, W 050 11.318 e Floresta Ombrófila Mista, altitude 780 metros ─ S 29 19.261, W 050 12.282 A estrutura genética de duas espécies de roedores silvestres (Oligoryzomys nigripes e Oryzomys russatus) foi analisada através de seqüências da região hipervariável do mtDNA por estimativa do fluxo gênico e da diferenciação genética entre as populações a partir do índice de diferenciação Gst. As espécies analisadas pertencem ao mesmo local, porém subdivididas em populações separadas pela fragmentação dos habitats. Estas espécies foram escolhidas devido à diferença na história de vida e utilização do habitat, características que influenciam suas respectivas estruturas populacionais e genéticas. Os resultados obtidos corroboram o padrão descrito para comunidades abertas onde poucas espécies são abundantes, espécies dominantes, e muitas são raras. A Mata Paludosa com 113 ha. apresenta diversos microambientes tendo apresentado a maior diversidade e abundância de roedores. Foi verificado um padrão de sazonalidade discreto para duas espécies: Akodon montensis — inverno nos três pontos de amostragem e Oligoryzomys nigripes — inverno na Floresta Ombrófila Densa. Os ciclos populacionais das espécies mais representativas em cada ponto foram de aproximadamente quatro anos. Os ciclos populacionais de Oligoryzomys nigripes acompanham os ciclos de Akodon montensis, via de regra com valores de captura inferiores. Delomys dorsalis, na Floresta Ombrófila Mista apresentou ciclo populacional mais longo com flutuação e Oryzomys russatus e Oligoryzomys flavescens apresentaram ciclos populacionais com períodos de inatividade maiores. As capturas de Delomys dorsalis e Euryzygomatomys spinosus na Mata Paludosa e Brucepatersonius iheringi na Floresta Ombrófila Mista caracterizam ampliação do registro de ocorrência. A Floresta Ombrófila Densa e a Floresta Ombrófila Mista apresentam maior correlação, tanto através de análise de Grupamento Hierárquico (capturas) como através de Análise de Correspondência Simples (freqüência). A freqüência de captura de Akodon montensis foi regular em todo gradiente, Delomys dorsalis, Oligoryzomys nigripes e Oryzomys russatus, aparentemente, selecionam de forma positiva um determinado tipo de formação vegetal. D. dorsalis e O. russatus, padrão de distribuição em gradiente. A utilização do marcador de uma região hipervariável do mtDNA indica que não há estruturação geográfica das populações nem um mecanismo de isolamento por distância, levantando a hipótese de que o gradiente altitudinal não tem influência na estruturação genética das populações de Oligoryzomys nigripes e Oryzomys russatus. Os resultados obtidos para Oligoryzomys nigripes e Oryzomys russatus — mtDNA — indicam uma distribuição que, se em gradiente, não apresenta relação com a altitude ou formação vegetal. Os padrões de abundância para as diferentes espécies, em cada local de captura, devem estar associados a fatores ecológicos independentes do isolamento por distância, formação vegetal e variação altitudinal.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/13586
Arquivos Descrição Formato
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