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Impacto do manejo da pastagem de azevém (Lolium multiflorum Lam.) sobre a contaminação larval no pasto e a infecção parasitária em ovinos

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Impacto do manejo da pastagem de azevém (Lolium multiflorum Lam.) sobre a contaminação larval no pasto e a infecção parasitária em ovinos

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Título Impacto do manejo da pastagem de azevém (Lolium multiflorum Lam.) sobre a contaminação larval no pasto e a infecção parasitária em ovinos
Outro título Impact of italian ryegrass (Lolium Multiflorum Lam.) management on the infective larvae in graze and parasite burden in sheep
Autor Pegoraro, Eliezer José
Orientador Poli, Cesar Henrique Espirito Candal
Co-orientador Carvalho, Paulo Cesar de Faccio
Data 2008
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Agronomia. Programa de Pós-Graduação em Zootecnia.
Assunto Azevém
Ovino
Parasito de animal
Pastagem
Resumo O parasitismo gastrintestinal representa um dos principais entraves para a viabilidade produtiva e econômica da ovinocultura. A forma de utilização da pastagem tem sido considerado como um dos fatores que afetam o grau de parasitismo dos ovinos. O presente experimento foi conduzido na Estação Experimental Agronômica da UFRGS, Eldorado do Sul (30º 05’ S e 51º 40’ W). com o objetivo de definir e quantificar o efeito da oferta de forragem de Lolium multiflorum Lam. (10 e 20 kg de matéria seca/100 kg de peso vivo) mantida sobre lotação contínua ou lotação intermitente com ovinos, sobre a carga parasitaria no animal e na pastagem. O desenvolvimento e sobrevivência das larvas foram avaliados em diferentes estratos da pastagem (acima de 15 cm; de 10 a 15 cm; de 5 a 10 cm;de 2,5 a 5cm e de 0 a 2,5 cm) e mantilho. As amostras de cada estrato da pastagem foram acondicionada em caixa térmica mantidas refrigeradas e enviadas para análise laboratorial (identificação e contagem das larvas de helmintos recuperadas). A carga parasitária no animal foi acompanhada através de exames coproparasitológicos, realizados a cada ciclo de pastejo. Com o intuito de constatar qual estrato da pastagem era preferencialmente pastejado pelos animais e assim estabelecer o risco de reinfestação, adotou-se a técnica de perfilhos marcados. O estudo constatou que a dinâmica populacional das larvas infectantes na pastagem se apresenta de forma semelhante entre os tratamentos, ou seja as concentrações de larvas infectantes aumentam do topo para a base do dossel forrageiro. Porém entre os estratos pastejaveis só houve diferenças (p<0,05) na oferta de 20% do PV, a qual proporcionou uma maior recuperação (p<0,05) de larvas infectantes(L3). Na oferta de 10% PV, a estrutura mais elevada do pasto na lotação intermitente também proporcionou maior desenvolvimento e sobrevivência de L3 para os gêneros Trichostrongylus spp. e Haemonchus spp.(p<0,05). Nas ofertas de 20% PV a maior infecção da pastagem resultou em valores maiores (p<0,05) de OPG. Já para oferta de 10% PV essa tendência não foi observada, resultando em animais com carga parasitária semelhante. Para a lotação contínua na oferta de 10% PV, os animais são forçados a consumir boa parte da dieta nos estratos inferiores da pastagem. Este fato pode justificar a igualdade na carga parasitária entre os métodos, independente de a lotação intermitente ter apresentado uma maior infecção da pastagem.
Abstract The gastrointestinal nematodes represent one of the main obstacles to the economic viability of sheep production. The pasture management is considered as one of the factors affecting level of parasite burden. This experiment was conducted of the Agronomic Experimental Station, UFRGS, Eldorado do Sul (30 º 05 'S and 51 º 40' W), with the aim to define and quantify the impact of Italian ryegrass (Lolium multiflorum Lam.) management, on the parasitic burden and infective larvae in pasture. The pasture was submitted to two levels of forage allowances (10 and 20 kg of dry matter /100 kg live weight) and two grazing methods (set stock and rotational). The development and survival of the larvae were assessed in different stratum of the pasture (over 15 cm, 10 to 15 cm, 5 to 10 cm, 2.5 to 5 cm and 0 to 2.5 cm) and litter. Samples of each stratum were wrapped in thermal box and sent for laboratory analysis (counting and identification of parasite larvae). The parasitic burden on the animal was followed by parasitological tests. In order to verify what stratum of the pasture was preferably grazed and thus establish the risk of reinfection, the technique of marked tillers was used. The study found that the population dynamics of infective larvae on the pasture was not different among the treatments, the concentrations of infective larvae increase from the top to the base of the canopy. However among the grazing strata, there was only difference (p <0.05) when the forage allowance was 20% of live weight. The forage allowance was 20% of live weight provided greater recovery (p <0.05) of infective larvae (L3). However, the forage allowance was 10% of live weight, the greater height sward structure in rotational stocking also provided further development and survival of infective larvae (L3), (p <0.05). The forage allowance was 20% of live weight resulted, also, in higher values (p <0.05) of EPG. In the treatment of 10% live weight this trend was not observed, resulting in animals with similar parasite burden. In relation to the selectivity diet assessment, when the sheep was submitted to set stocking and 10% live weight of forage allowance, they graze a good part of the diet in the lower strata. This fact can justify the equality in parasite load between methods, regardless of whether the rotational stocking has presented a greater infestation of pasture.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/13764
Arquivos Descrição Formato
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