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Vozes da redação: jornalistas pensam seu ofício no capitalismo avançado

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Vozes da redação: jornalistas pensam seu ofício no capitalismo avançado

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Título Vozes da redação: jornalistas pensam seu ofício no capitalismo avançado
Autor Cremonini, Caetano Braun
Orientador Barros, Ana Taís Martins Portanova
Co-orientador Costa, Andriolli
Data 2015
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. Curso de Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo.
Assunto Capitalismo
Exercício profissional
Jornalista
[en] Advanced capitalism
[en] Journalism
[en] Modernity
[en] Production routines
Resumo Este trabalho objetiva compreender como os jornalistas que trabalham em redações de jornais impressos veem seu ofício, suas práticas profissionais cotidianas e as estruturas das empresas nas quais trabalham. Partimos, inicialmente, de uma discussão teórica acerca da história do jornalismo em conjunto com a história da modernidade, buscando demonstrar como essa atividade social é marcada por esse tempo e herda ideias próprias do mundo burguês. Defendemos também que o universo da burguesia entrou em declínio em detrimento de um capitalismo de massas, onde a dinâmica de indústria cultural ganhou papel central ao tornar-se sistemática, situações que geraram mudanças importantes nas estruturas pelas quais o jornalismo se realiza. Posteriormente, damos atenção à flexibilização das rotinas produtivas jornalísticas que ganha espaço a partir das transformações pelas quais o capitalismo passou nas últimas décadas. A partir de entrevistas feitas com seis jornalistas de jornais de Porto Alegre, verificamos a presença ainda forte de ideias modernas para pensar o jornalismo, assim como um avanço na flexibilização de funções e horários e um processo de precarização das redações. A análise teórica nos permite lançar a hipótese de que o jornalista forma sua identidade a partir de uma narrativa fundamentada numa concepção de sujeito oriunda do liberalismo burguês que, por isso, oculta contradições e tensões próprias do jornalismo no capitalismo avançado.
Abstract This monograph aims to comprehend how journalists who work in newsrooms of printed newspaper see their craft, theirs everyday professional practices and the structures of the enterprises in which they work. We firstly engage in a theorical discussion about the history of journalism together with the history of modernity, attempting to demonstrate how this social activity is marked by this period of time and inherits ideas from the bourgeois world. We also defend that the burgeous universe has entered in decline to the detriment of a mass capitalism, where the dinamics of culture industry has gained central role as they became systemic, situations that occasionated in major changes on the structures by which journalism is carried out. After, we give attention to the flexibilization of the production routines of journalism that gains space after the transformations capitalism has passed in recent decades. Through interviews with six journalists working in Porto Alegre´s newspapers, we have verified the still strong presence of modern ideas to think journalism, as well as an avance in the flexibilization of functions and times and a precariousness process of newsrooms. The theoretical analysis allow us to launch the hypothesis that the journalist shape his identity from a narrative grounded in a subject conception from the bourgeois liberalism. For that, this narrative seems to hide contradictions and tensions inherent in the journalism of the advanced capitalism.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/139082
Arquivos Descrição Formato
000988022.pdf (706.6Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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