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Estresse no trabalho e autopercepção de saúde bucal em adultos brasileiros

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Estresse no trabalho e autopercepção de saúde bucal em adultos brasileiros

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Título Estresse no trabalho e autopercepção de saúde bucal em adultos brasileiros
Autor Scalco, Giovana Pereira da Cunha
Orientador Abegg, Claídes
Co-orientador Faerstein, Eduardo
Data 2011
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Programa de Pós-Graduação em Odontologia.
Assunto Odontologia
Stress
[en] High-strain work
[en] Occupational stress
[en] Oral health
[en] Oral health self-perception
[en] Passive work
Resumo Objetivo: investigar a associação entre estresse no trabalho e a autopercepção de saúde bucal. Método: Os dados analisados foram obtidos por meio de questionário de autopreenchimento de 3253 funcionários técnicos administrativos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro um Estudo do Pró-Saúde. O estresse no trabalho foi medido através de um questionário elaborado por Karasek 1970 e reduzido por Theorell 1988. O instrumento é composto pelas seguintes dimensões: alta exigência no trabalho (alta demanda e baixo controle), baixa exigência (baixa demanda e alto controle), trabalho ativo (altos níveis de demanda e controle) e passivo (baixos níveis de demanda e controle). Autopercepção de saúde bucal foi obtida pela pergunta: “De um modo geral, como você considera o seu estado de saúde bucal (dentes e gengiva)?”, com opções de resposta variando entre, “muito bom” e “muito ruim”. Para a análise dos dados utilizou-se regressão logística ordinal, posteriormente ajustada para três blocos de variáveis: 1) saúde bucal (perda de dentes e dor de dentes nas duas últimas semanas) e uso e utilização serviço de saúde (frequência de visita ao dentista) 2) sociodemográficas (idade, sexo, escolaridade e renda) e 3) comportamentais em saúde (fumo e autopercepção de saúde geral). Resultados: Trabalhadores expostos à alta exigência e pouco controle no trabalho (OR=1,67; IC95%: 1,38-2,03) e ao trabalho passivo (OR=1,31; IC95%: 1,12-1,54), tiveram maiores chances de perceber pior saúde bucal, quando comparados àqueles expostos a baixa exigência no trabalho, não se observando associação com aqueles expostos ao trabalho ativo (OR=1,05; IC95%: 0,90-1,23). Entretanto, no modelo de regressão múltipla estas estimativas reduziram em magnitude e perderam significância estatística, a saber: alta exigência (OR=1,19; IC95%: 0,95-1,49), trabalho passivo (OR=1,09; IC95%: 0,91-1,31). Conclusão: Funcionários expostos a alta exigência no trabalho apresentaram pior saúde bucal autorreferida (modelo bruto e ajustado para os três blocos de variáveis) que parece ser parcialmente explicada pelas comportamentais em saúde, presença de problemas de saúde bucal (dor e perda dentária) e uso de serviços odontológicos com uma frequência maior do que uma vez ao ano.
Abstract Objective: To investigate the association between occupational stress and oral health self-perception. Method: Data obtained through a self-completion questionnaire with 3253 administrative technicians from a university in Rio de Janeiro, in the Pro-Health Study, were analyzed. Occupational stress was measured through a questionnaire prepared by Karasek, 1970, and reduced by Theorell, 1988. Oral health self-perception was obtained through the question: “In general, how do you consider your oral health state (teeth and gums)?”, with answer options ranging from “very good” to “very bad”. For data analysis, ordinal logistic regression was used, subsequently adjusted to three blocks of variables: 1) oral health (loss of teeth and toothache in the past two weeks) and use of the health service (frequency at which the dentist is attended); 2) socio-demographic (age, sex, schooling, and income); and 3) health-related behavior (smoking and general health self-perception). Results: Workers exposed to high strain and little control at work (OR=1.67; 95%CI: 1.38-2.03) and to passive work (OR=1.31; 95%CI: 1.12-1.54) had greater chances of perceiving worse oral health, when compared with those exposed to high-strain work, and no association was observed with those exposed to active work (OR=1.05; 95%CI: 0.90-1.23). However, in the multiple regression model, these estimates declined in magnitude and lost statistical significance, namely: high strain (OR=1.19; 95%CI: 0.95-1.49), passive work (OR=1.09; 95%CI: 0.91-1.31). Conclusion: Workers exposed to high-strain work presented worse self-reported oral health (raw model and adjusted to the three blocks of variables), which seems to be partially explained by health-related behavior, presence of oral health problems (toothache and dental loss), and use of dental services at greater frequency than once a year.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/139444
Arquivos Descrição Formato
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