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A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais : o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle

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A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais : o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle

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Título A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais : o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle
Autor Santos, Guilherme Henrique Simionato dos
Orientador Martins, José Miguel Quedi
Data 2015
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Curso de Relações Internacionais.
Assunto Relações internacionais
[en] China
[en] International relations
[en] International security
[en] Strategic studies
[en] United States
[es] Estados Unidos
[es] Estudios estratégicos
[es] Relaciones internacionales
[es] Seguridad internacional
Resumo O presente trabalho trata da relação entre os conceitos operacionais e a polaridade. Especificamente, da relação entre os conceitos de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD), de Air-Sea Battle e de inexpugnabilidade, entendido aqui como um dos alicerces da polaridade. A inexpugnabilidade é dada pela capacidade de um país, neste caso, a China, manter a sua soberania frente a qualquer agressão externa. Adicionalmente, analisa-se a capacidade chinesa de ação no seu entorno estratégico. Entende-se que, em contrapartida a essas capacidades de antiacesso e negação de área do país, gestou-se nos Estados Unidos o conceito de Air-Sea Battle, cujo objetivo é garantir seu acesso à região do Leste e Sudeste Asiático a despeito do A2/AD. Os objetivos do trabalho são três: (1) analisar as esferas do planejamento da guerra e relacionar com o conceito de inexpugnabilidade; (2) investigar as orientações estratégicas chinesas e a composição de seu inventário sob a perspectiva do A2/AD; (3) avaliar o conceito operacional de Air-Sea Battle e suas consequências para o equilíbrio internacional. Argumentase que, enquanto (i) a China, beneficiando-se da digitalização, instrumentaliza as estratégias de antiacesso e de negação de área como sustentáculo de sua soberania nacional e da influência sobre seu entorno estratégico, a (ii) Air-Sea Battle busca uma estratégia não-declarada de primazia, pois surge em um vácuo estratégico e prega a destruição da rede informacional e de mísseis da China, negando-lhe a possibilidade de retaliação. O debate, portanto, diz respeito à conformação da China enquanto polo do sistema internacional e de como a recomposição hegemônica se dará: se através da guerra total sob os auspícios da primazia, como prevê o Air- Sea Battle, ou através de alternativas cooperativas, como é o caso do Offshore Control.
Abstract This research deals with the relationship between operational concepts and polarity. Specifically, two concepts are the main focus of it, the Anti-Access and Area Denial (A2/AD) and Air-Sea Battle concepts and their relationship with one of polarity’s foundations, the idea of inexpugnability. The last is given by a country’s capability, in our case, China, to retain its sovereignty in spite of any external aggression. As for the Chinese case, we also deals with its capacities concerning Asia-Pacific strategic environment. It is understood that, in contrast to these A2/AD capabilities, nurtured in the United States the concept of Air-Sea Battle, which aims to ensure access to South and Southeast Asia Sea. The objectives are threefold: (1) to analyze the levels of war its relationship with the concept of inexpugnability; (2) to investigate the Chinese strategic guidelines and the composition of its inventory from the A2/AD perspective; (3) to evaluate the operational concept of Air-Sea Battle and its consequences for the international balance. We have argued that while (i) China, benefiting from the digitalization, exploits the A2/AD strategies as the basis of its national sovereignty and influence over its strategic environment; the (ii) Air-Sea Battle, pursuing an undeclared strategy of primacy emerged after a strategic vacuum, seeks the disrupt of China’s informational network and missiles, nullifying its second strike capability. The debate, thus, is related to China’s conformation as a new pole in the international and how its incorporation will occurs: if through total war under the auspices of primacy, as provided by Air-Sea Battle, or through cooperation-based alternatives, as is the case of Offshore Control.
Resumen Este trabajo trata acerca de la relación entre los conceptos operacionales y la polaridad. Específicamente, entre los conceptos operacionales de Antiacceso y Negación de Área (A2/AD), de Air-Sea-Battle y de inexpugnabilidad, entendido aquí como una de las bases de la polaridad. La inexpugnabilidad es dada por la capacidad de un país – en ese caso, de China – mantener su soberanía frente a cualquier agresión externa. En el caso chino, se analiza también su capacidad de acción en su entorno estratégico. Se supone que, en contrapartida a las capacidades de Anticceso y Negación de Área de ese país, fue creado en los Estados Unidos el concepto de Air Sea Battle, con el objetivo de garantizar su acceso a la región del Este y del Sudeste Asiatico, a pesar de la implementación del A2/AD. Los objetivos de este trabajo son 3: (1) analizar las esferas del planeamiento de guerra y relacionarlo con el concepto de inexpugnabilidad; (2) investigar las orientaciones estratégicas chinas y la composición de su inventario bajo la perspectiva del A2/AD; (3) evaluar el concepto operacional de Air-Sea Batlle y sus consecuencias para el equilibrio internacional. Se argumenta que mientras (i) China se beneficia de la digitalización, instrumentalizada en sus estrategias de antiacceso y negación de área como sustentáculo de su soberanía nacional y de la influencia sobre su entorno estratégico, el (ii) Air-Sea-Battle busca una estrategia no declarada de primacía, porque surge en un vacuo estratégico y predica la destrucción de la red informacional y de misiles de China, le negando la posibilidad de retaliación. Por lo tanto, el debate dialoga con la conformación de China como un polo del sistema internacional y con como la recomposición hegemónica ocurrirá: si a través de la guerra total basada en la primacía, como prevé el Air-Sea-Battle, o a través de alternativas cooperativas, como es el caso de Offshore Controle.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/140486
Arquivos Descrição Formato
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