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Impacto do consumo de psicotrópicos nas despesas familiares no Brasil

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Impacto do consumo de psicotrópicos nas despesas familiares no Brasil

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Título Impacto do consumo de psicotrópicos nas despesas familiares no Brasil
Autor Fröhlich, Samanta Maria Etges
Orientador Mengue, Sotero Serrate
Data 2012
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia.
Assunto Custos de medicamentos
Prevalência
Psicotrópicos
[en] Brazil
[en] Drug costs
[en] Prevalence
[en] Psychotropic drugs
Resumo Introdução: nas quatro últimas décadas, os medicamentos psicotrópicos assumiram uma significativa importância na vida de milhões de pessoas. Os custos diretos e indiretos associados aos psicotrópicos são frequentemente desconhecidos. Aspectos econômicos dos psicotrópicos foram estudados em outros países, mas essas informações ainda são escassas no Brasil. Uma fonte de dados para estudos sobre despesas familiares e gastos em saúde é a Pesquisa de Orçamentos Familiares. Objetivos: desenhar o perfil de brasileiros que adquirem medicamentos psicotrópicos, bem como, avaliar o gasto com esses medicamentos e o seu impacto no orçamento familiar brasileiro nos últimos anos. Métodos: estudo transversal, onde os dados utilizados são provenientes da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2002-2003 e de 2008-2009, envolvendo entrevistas de uma amostra complexa, composta por 48.470 domicílios pesquisados em 2003, 128.300 pessoas e 55.970 domicílios visitados em 2009. Modelos de regressão multivariáveis de Poisson com variância robusta foram construídos através do SAS/SUDAAN 10.0.1. Todos os rendimentos e despesas foram convertidos para valores mensais e corrigidos para a inflação do período. Resultados: a prevalência de aquisição de psicotrópicos pela população brasileira em 2008-2009 foi de 5,2% (IC95%=5,0-5,5), resultando em um gasto anual de R$507 milhões. Essa aquisição foi mais frequente em mulheres, indivíduos brancos, de idades mais avançadas, que não vivem com o cônjuge, com grau mais 9 elevado de instrução e de maior renda. Indivíduos que gastaram com psicotrópicos apresentaram despesas maiores com plano de saúde (RP=1,40, IC95%: 1,30-1,50) e consultas médicas (RP=2,51, IC95%: 2,32-2,72). A média mensal de despesas com psicotrópicos, por domicílio, aumentou de R$ 54,38 em 2003 para R$ 78,73 em 2009, com os valores já corrigidos pela inflação. Entre os domicílios que não gastaram com psicotrópicos, a renda média mensal per capita foi de R$1.026,73 e os gastos mensais per capita foram de, em média, R$73,92 com saúde, R$130,17 com alimentação e R$12,77 com lazer. Entre os domicílios que adquiriram psicotrópicos, a renda média mensal per capita foi de R$1.154,40 e, suas despesas mensais médias, per capita, de R$210,38 com saúde, R$162,08 com alimentação e R$15,45 com lazer. Conclusões: houve um aumento acima da inflação nos gastos com medicamentos psicotrópicos entre os anos avaliados. A aquisição desses medicamentos está relacionada a famílias de níveis socioeconômicos mais elevados. As diferenças encontradas podem representar diferentes níveis tanto de acesso aos serviços médicos de diagnóstico e tratamento quanto aos próprios medicamentos. O orçamento das famílias brasileiras não parece mostrar remanejamento de recursos em função da compra de psicotrópicos. Se a mudança epidemiológica, em sua primeira etapa, representou a transição das doenças infecciosas para as doenças crônicas não transmissíveis, o quadro que pode representar o futuro seriam as doenças neurodegenerativas, mantidas as tendências de aumento da expectativa de vida.
Abstract Introduction: over the past four decades the use of psychotropic drugs increased its relevancy to the lives of millions of people. The direct and indirect costs associated to psychotropics are usually unknown. Economic aspects of psychotropic medicine have been studied in other countries, although such information is still scarce in Brazil. A data source for studies about household expenditure and health care costs is the Survey on Household Budgets. Objectives: to draw a profile of Brazilian people that acquire psychotropic drugs, as well as evaluate spends with these medicine and its impacts on the Brazilian household budget on the recent years. Methods: a cross-sectional study, with data used are from the Survey on Household Budgets from 2002-2003 and from 2008-2009, which involved interviews of a complex sample made of 48,470 households on 2003, 128,300 people and 55.970 homes in 2009. Poisson multilevel regression models with robust variance were made by SAS/SUDAAN 10.0.1. All income and spends were adjusted to a monthly basis and indexed by inflation. Results: the prevalence of psychotropics acquisition in the Brazilian population in 2008-2009 was of 5.2% (CI95%=5.0-5.5), resulting in an annual expenditure of R$507 millions. The use of psychotropic drugs was more frequent among women, white people, older people, do not co-habit with a spouse or partner, more schooled and wealthier. Individuals that spent with psycotropics had more 11 spends with health insurance (PR=1.40, CI95%: 1.30-1.50) and medical consults (PR=2.51, CI95%: 2.32-2.72). The average monthly spends with psychotropics per household increased from R$54.38 in 2003 to R$78.73 in 2009, with values indexed by inflation. Among the households that did not purchase psychotropics, the average monthly per capita income was of R$1,026.73 and the monthly per capita spends were, in average, of R$73.92 with health care, R$103.17 with food and R$12.77 with leisure. Among the household that presented expenditure with psychotropics, the average monthly per capita income was of R$1,154.40 and its average monthly per capita spends were of R$210.38 with health care, R$162.087 with food and R$15.45 with leisure. Conclusion: there was an above inflation increase in the psychotropic drugs spends between the evaluated years. The psychotropics acquisition relates to higher socio-economic leveled families. The differences that were found may represent different levels of access to medical diagnose and treatment and to medication. The Brazilian household budgets do not seem to re-adequate resources to meet the purchase of psychotropics. If the epidemiologic change, at its first stage, represented the transition from infectious diseases to non-transmissive chronic illnesses. the picture that can represent the future would be the neurodegenerative diseases, if the trend of increasing life expectancy is kept.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/142853
Arquivos Descrição Formato
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