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Como se conta o que se faz? o desafio de avaliar o cuidado nos serviços de saúde mental

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Como se conta o que se faz? o desafio de avaliar o cuidado nos serviços de saúde mental

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Título Como se conta o que se faz? o desafio de avaliar o cuidado nos serviços de saúde mental
Autor Mendes, Márcia Fernanda de Mello
Orientador Rocha, Cristianne Maria Famer
Data 2015
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva.
Assunto Avaliação de serviços de saúde
Avaliação em saúde
Cuidado : Saúde
Saúde mental
[en] Evaluation in mental health
[en] Health care
[en] QualityRigths
[en] Service evaluation
Resumo Nesta dissertação analiso o desafio de avaliar o cuidado em serviços de Saúde Mental, utilizando o contar no sentido de contar histórias e, também, o contar no sentido de quantificar. Parto de uma questão que é como se conta (numera, quantifica) o cuidado que acontece no cotidiano dos serviços de Saúde Mental, situações estas, que muitas vezes não são registradas, mas que são tecnologias de cuidado. Durante este trabalho relato cenas que vivi como trabalhadora e gestora na Saúde Mental que vão contribuir para exemplificar, contrapor, construir os conceitos que apresento no decorrer da dissertação. No contexto brasileiro ainda há uma disputa na lógica do cuidado em Saúde Mental, embora tenha-se uma legislação que deveria garantir Reforma Psiquiátrica. Percebe-se a carência de dados e informação que possam ser indicadores nesta área, existem muitas formas de “cuidar” de alguém, algumas fomentam autonomia, o protagonismo do usuário na sua própria vida, possibilitando que ele experencie seus conflitos, medos, sintomas no convívio da comunidade, familiares, rede social em que está inserido outras formas de “cuidar” prendem, limitam, alienam, sendo assim, é necessário saber que concepção de saúde e de cuidado compõe um indicador e a quem interessa produzir este conhecimento. A partir destas reflexões, realizei uma pesquisa documental a respeito dos discursos de como a avaliação vem se constituindo na área da Saúde Mental no Brasil e no Mundo. No Brasil no ano de 2005 há a Política Nacional de Monitoramento e Avaliação da Atenção Básica, onde o Ministério da Saúde coloca- se como indutor do exercício de avaliação nos serviços de saúde. Na área da Saúde Mental, quando se busca números, indicadores, dados de qualidade do cuidado, poucas são as referências, não encontrei um consenso nos pesquisadores e trabalhadores da área em relação a indicadores de qualidade de serviços de Saúde Mental. O que encontrei nas produções científicas são diferentes maneiras de avaliar os serviços e a cada pesquisa, utiliza-se indicadores, metodologia e públicos diferentes. No material de divulgação nacional, o que encontrei foram taxas de cobertura e valor de investimento financeiro. No ano de 2013, foi proposta pela Coordenação Nacional de Saúde Mental do Ministérios da Saúde a aplicação do QualityRigths no Brasil. Em 2015, o instrumento já havia sido traduzido e estava em fase de aplicação do projeto piloto. Na perspectiva mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem um Plano de Ações com metas para serem alcançadas até 2020, uma outra estratégia da OMS é a aplicação do QualityRigths para avaliar e qualificar a atenção em saúde Mental nos países colaboradores, no entanto, não encontrei dados e informações dos resultados da avaliação nos países que já aplicaram o instrumento. A partir desta pesquisa pude perceber que a avaliação de serviços de saúde visa qualificar a atenção, no entanto, elas podem ser apenas uma forma de protocolar procedimentos, pouco ou nada informando sobre a realidade dos serviços e muito menos dos sujeitos. A OMS tem uma série de documentos como o Atlas de Saúde Mental e o Plano de Ação 2013-2020, porém não é uma informação difundida no Brasil. Um dos entraves pode ser atribuído a diversos destes documentos da OMS estarem disponível somente na língua inglesa. Portanto, a institucionalização da avaliação com questionários e indicadores comuns, que sejam aplicados em diferentes serviços, demonstra ter pouca capacidade de registrar as potências e fragilidades dos serviços de saúde.
Abstract In this research I analize at the challenge of evaluating care in Mental health services, using the count in the sense of storytelling and, also, the count in order to quantify. Beginning of an issue which is how to count (numbers, quantifies) that happens in the everyday care of Mental health services, these situations, which are often not recorded, but they are care technologies. During this work report scenes that lived as employee and Manager on Mental health that will contribute to exemplify, counteract, build the concepts present in the course of the dissertation. In the Brazilian context there is still a dispute on logic Mental health care, although a legislation that should ensure psychiatric reform. There is a lack of data and information that may be indicators in this area, there are many ways to "take care" of someone, some promote autonomy, the role of the user in his own life, enabling him to experencie their conflicts, fears, symptoms in the midst of community, family, social network in which is inserted other forms of "caring" holding, limited, alienate, therefore, It is necessary to know which health conception and care make a bookmark and who cares to produce this knowledge. From these reflections, I ran a documentary research, with speech analysis as has been done in Mental Health service evaluation in Brazil and in the world. In Brazil in the year 2005 for the National Policy of monitoring and evaluation of the basic attention, where the Ministry of health places as the inducer evaluation exercise at health services. In the area of Mental health, when search numbers, bookmarks, data from quality of care, there are few reference ~ encias, did not find a consensus on researchers and workers in relation to quality indicators of Mental health services. What I found in scientific productions are different ways to evaluate the services and each search using indicators, methodology and different audiences. National disclosure material, what I found were coverage rates and investment value. In the year 2013, was proposed by the national coordination of Mental Health of the Ministry of health the application of QualityRigths in Brazil. In 2015, the instrument had already been translated and was in the process of implementation of the pilot project. Global perspective, the World Health Organization (WHO) has a plan of Action with goals to be reached until 2020, another who's strategy is the implementation of QualityRigths to evaluate and qualify the attention in Mental Health in countries employees, however, have not found data and information of the results of the assessment in the countries that have already applied the instrument. From this research could tell that the evaluation of health services aims to qualify the attention, however, they can be just a form of Protocol procedures, little or nothing stating about the reality of the services, and less of the subject. The WHO has a series of documents such as the Atlas of Mental Health and the 2013-2020 Action Plan, but it is not a widespread information in Brazil. One of the barriers can be assigned to several of these documents are available from the who only in the English language. Therefore, the institutionalization of evaluation with questionnaires and common indicators that are applied at different services, demonstrates have little ability to record the powers and weaknesses of health services.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/143138
Arquivos Descrição Formato
000994963.pdf (4.107Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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