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Flow no serviço público : a experiência dos auditores públicos externos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul

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Flow no serviço público : a experiência dos auditores públicos externos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul

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Título Flow no serviço público : a experiência dos auditores públicos externos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul
Autor Prux, Paula Raymundo
Orientador Costa, Silvia Generali da
Data 2016
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Administração. Programa de Pós-Graduação em Administração.
Assunto Satisfação
Servidores publicos
Teoria do Flow
[en] Flow theory
[en] Positive psychology
[en] Public administration
[en] Satisfaction
[en] Self-esteem
Resumo Esta pesquisa objetiva analisar as experiências de flow (Teoria do Flow, de Csikszentmihalyi) alcançadas pelos Auditores Públicos Externos (APEs) do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), a partir da sua percepção. Tem como objetivos específicos: identificar e descrever as condições, as características e as experiências de flow alcançadas pelos Auditores Públicos Externos do TCE-RS, com base em sua percepção; verificar os fatores determinantes para a ocorrência das experiências de flow por parte dos APEs; identificar os níveis de satisfação de vida e de autoestima dos APEs; sugerir questões para futuras pesquisas; fornecer feedback para que o TCE-RS possa melhorar suas políticas de gestão de pessoas. Como principal base teórica utiliza a Teoria do Flow, de Mihaly Csikszentmihalyi (1989, 1991, 1997, 2000, 2004), que foca na experiência máxima. Contextualiza a teoria dentro da Psicologia Positiva. Aborda aspectos teóricos de motivação em Maslow (1970, 1976, 1986, 2001) e Csikszentmihalyi (2004), satisfação de vida (Hewitt, 2009, Diener e Diener, 1995) e autoestima (Rosenberg, 1973, Diener et al, 2005). Contextualiza o trabalho no setor público com base em autores clássicos e contemporâneos como Weber (2000, 2010), Kalberg (2005), Crozier (1981), Motta (1984), Bresser Pereira (1996, 2009), Bergue (2010, 2011, 2014), Paludo (2013), Paes de Paula (2005). A pesquisa é exploratória-descritiva (Gil, 2008), com abordagem quanti-qualitativa. Aplicou-se questionário online com questões de identificação (adaptado de Gouveia, 2011; Oliveira, 2013), Escala de Satisfação de Vida, Escala de Autoestima de Rosenberg (Hutz et al., 2014) e Escala de Flow (adaptado de Gouveia, 2011; Oliveira, 2013) para uma amostra não probabilística de 122 APEs do TCE-RS. Realizou-se entrevistas com dez APEs selecionados a partir do critério de acessibilidade. Os dados coletados a partir do questionário foram analisados por meio de análise fatorial confirmatória, análise de variância, correlação de Pearson e regressão linear. O conteúdo das entrevistas foi analisado pela análise de conteúdo (Bardin, 2010) por meio de doze categorias: metas claras; feedback imediato; equilíbrio entre capacidades e desafios; concentração profunda; controle sobre si mesmo e sobre a tarefa; noção de tempo alterada; fusão ação-consciência; personalidade autotélica; trabalho considerado significativo pela sociedade; satisfação de vida; autoestima. Dentre os participantes da etapa quantitativa, 86,9% afirmaram vivenciar experiências de flow durante o trabalho, 23% estão entre os mais satisfeitos, 60% apresentaram satisfação de vida acima da média; 30,3% estão entre os com autoestima mais elevada, 42,7% apresentaram autoestima acima da média. Foram verificadas diferenças de percepções que podem ser analisadas pela instituição para que sejam elaboradas políticas de gestão de pessoas para suprimir as lacunas apresentadas principalmente quanto à satisfação de vida e condições para a experiência de flow. Há correlação positiva entre satisfação de vida, autoestima e experiência de flow. A experiência de flow é mais influenciada pela autoestima do que pela satisfação de vida. Dos dez APEs entrevistados, oito sentem ou já sentiram flow no trabalho. Todas as condições para a experiência de flow foram citadas, com ênfase para o equilíbrio entre capacidades e desafios. A maioria afirmou gostar da atividade e de desafios. Todos sentem flow fora do trabalho, principalmente ao viajar e ler. Há alta rotatividade dos APEs entrevistados entre as áreas de atividade. A área de atividade influencia na percepção de flow.
Abstract This research aims to analyze the flow of experiences (Flow Theory, by Csikszentmihalyi) gained by the Auditors Public External (APEs) of the Court of Rio Grande South State (TCERS), from your perception. Its specific objectives: identify and describe the conditions, characteristics and flow of experiences gained by the Public External Auditors of TCE-RS, based on their perception; verify the determining factors for the occurrence of flow experiences by the APEs; identify life satisfaction levels and self-esteem of the APEs; suggest questions for future research; provide feedback to the TCE-RS can improve their people management policies. As the main theoretical basis using the Flow Theory, Mihaly Csikszentmihalyi (1989, 1991, 1997, 2000, 2004), which focuses on maximum experience. Contextualizes the theory within Positive Psychology. Covers theoretical aspects of motivation Maslow (1970, 1976, 1986, 2001) and Csikszentmihalyi (2004), life satisfaction (Hewitt, 2009 Diener and Diener, 1995) and self-esteem (Rosenberg, 1973 Diener et al., 2005). Contextualizes the work in public administration based on classic and contemporary authors such as Weber (2000, 2010), Kalberg (2005), Crozier (1981), Motta (1984), Bresser Pereira (1996, 2009), Bergue (2010, 2011, 2014), Paludo (2013), Dasso Júnior (2014), Paes de Paula (2005). Research is exploratory and descriptive (Gil, 2008), with quantitative and qualitative approach. Applied online questionnaires with identification questions (adapted from Gouveia, 2011; Oliveira, 2013), Life Satisfaction Scale, Self-Esteem Scale Rosenberg (Hutz et al., 2014) and Flow Scale (adapted from Gouveia 2011; Oliveira, 2013) for a nonprobabilistic sample of 122 APEs of TCE-RS. We conducted interviews with ten APEs selected from the accessibility criteria. The data collected from the questionnaire were analyzed using confirmatory factor analysis, analysis of variance, Pearson correlation and linear regression. The content of the interviews was analyzed by content analysis (Bardin, 2010) through twelve categories: clear goals; immediate feedback; balance between capacity and challenges; deep concentration; control over himself and the task; modified notion of time; fusing action-awareness; autotelic personality; work considered significant by the company; life satisfaction; self-esteem. Among the participants of the quantitative stage, 86.9% reported experiencing flow experiences at work, 23% are among the most satisfied, 60% were above average life satisfaction; 30.3% are among those with higher self-esteem, 42.7% had above average self-esteem. Differences in perceptions were found that can be analyzed by the institution for people management policies are designed to take away the gaps presented mainly as the satisfaction of life and conditions for the flow of experience. There are positive correlation between life satisfaction, self-esteem and flow experience. The flow experience is more influenced by the self-esteem than the life satisfaction. Of the ten APEs interviewed eight feel or have felt flow at work. All the conditions for the flow experience were cited, with emphasis on the balance between skills and challenges. Most said like activity and challenges. Everyone feels flow out of work, especially when traveling and reading. There is high turnover of APEs respondents between the areas of activity. The activity area influences the perception of flow.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/143291
Arquivos Descrição Formato
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