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Índice glicêmico e carga glicêmica da dieta habitual materna e fatores associados em gestantes no Sul do Brasil : Estudo do Consumo e do Comportamento Alimentar na Gestação (ECCAGe)

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Índice glicêmico e carga glicêmica da dieta habitual materna e fatores associados em gestantes no Sul do Brasil : Estudo do Consumo e do Comportamento Alimentar na Gestação (ECCAGe)

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Título Índice glicêmico e carga glicêmica da dieta habitual materna e fatores associados em gestantes no Sul do Brasil : Estudo do Consumo e do Comportamento Alimentar na Gestação (ECCAGe)
Autor Silveira, Letícia Ribeiro Pavão da
Orientador Drehmer, Michele
Data 2015
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Nutrição.
Assunto Consumo de alimentos
Gestantes
Índice glicêmico
[en] Associated factors
[en] Food intake
[en] Glycemic index
[en] Pregnancy
[en] QFA
Resumo Estudos apontam que um elevado consumo de alimentos com alto índice glicêmico e carga glicêmica na dieta materna podem causar desfechos desfavoráveis para mãe e o bebê. Poucos estudos avaliaram IG e CG na gestação em mulheres saudáveis, e os fatores associados a esse consumo. O presente estudo tem por objetivo descrever o IG e CG da alimentação materna e sua associação com fatores demográficos, socioeconômicos, clínicos, ingestão de alimentos e comportamento de gestantes atendidas na atenção primária. Trata-se de um estudo transversal com dados obtidos do Estudo do Comportamento e do Consumo Alimentar na Gestação (ECCAGe) que arrolou gestantes em duas cidades do sul do Brasil, Porto Alegre e Bento Gonçalves. O consumo alimentar de 535 gestantes foi avaliado através do questionário de frequência alimentar (QFA) semi-quantitativo. O consumo estimado pelo QFA foi reportado para gramas por dia de cada alimento e as estimativas do IG e CG diário foram calculados através do percentual de contribuição de cada alimento. Para comparar consumo de alimentos e variáveis demográficas e nutricionais foram utilizadas médias e desvio padrão ou mediana e intervalo interquartil. Alimentos com alto IG e CG foram associados à idade < 19 anos, baixa escolaridade (< 4 anos de estudo), baixa renda, dois ou mais filhos e gestantes sem orientação nutricional. Já em estantes com nível socioeconômico mais elevado foi observado um maior consumo de alimentos com baixo IG. 42,4% das gestantes relataram ter recebido orientação alimentar, sendo 59% durante a gestação. As gestantes que receberam orientação alimentar apresentaram um consumo alimentar de menor IG. Maior prevalência de alimentos com alto IG e CG e baixo consumo de grãos integrais, frutas, produtos lácteos e legumes foram encontrados na dieta materna. Os resultados desse estudo sugerem que a orientação nutricional durante a gestação pode refletir positivamente no IG e CG da alimentação materna. Por outro lado, uma alimentação pouco variada, com alto IG e CG e a falta de orientação nutricional parece estar associado às gestantes que estão mais expostas a situações de vulnerabilidade.
Abstract Evidences present that a high intake of foods with high glycemic index (GI) and glycemic load (GL) in the maternal diet can cause adverse outcomes for mother and baby. Few studies have evaluated GI and GL during pregnancy, in healthy women, and the factors associated with this intake. This study aims to describe the GI and GL of maternal nutrition and its association with demographic, socioeconomic, clinical, food intake and behavior characteristics of pregnant women attended in primary care. It is a cross-sectional study with data obtained from the study of behavior and food consumption in pregnancy (ECCAGE) that enrolled pregnant women in two cities in southern Brazil, Porto Alegre and Bento Gonçalves. Dietary intake of 535 pregnant women was assessed by semi-quantitative food frequency questionnaire (FFQ). Foods were calculated in grams per day and the estimates of GI and GL per day were calculated by the percentage of contribution of each food. We used mean and standard deviation or median and interquartile range to compare food consumption and demographic and nutritional variables. Average consumption of foods with a high GI and GL were associated with age <19, <4 years of schooling years, low income, had two or more children and had not received nutritional counseling. Pregnant women with higher socioeconomic status had a higher consumption of low-GI foods. Nutritional counseling was mentioned by 42.4% and 59.5% of those occurred during pregnancy and had a lower GI. Higher prevalence of high-GI foods were found in the maternal diet and we observed low consumption of whole grains, fruits, dairy and vegetables. The results of this study suggest that nutritional advice during pregnancy may reflect positively on the GI and GL of maternal nutrition, on the other hand, low varied diet with high GI and GL and lack of nutritional advice seems to be associated with women who are more exposed to vulnerable situations.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/143719
Arquivos Descrição Formato
000997887.pdf (1.171Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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