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Onde mora o perigo? : um estudo sobre noções e práticas de proteção à infância entre moradores de uma vila popular de Porto Alegre

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Onde mora o perigo? : um estudo sobre noções e práticas de proteção à infância entre moradores de uma vila popular de Porto Alegre

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Título Onde mora o perigo? : um estudo sobre noções e práticas de proteção à infância entre moradores de uma vila popular de Porto Alegre
Autor Vecchio, Maria Carolina
Orientador Fonseca, Claudia Lee Williams
Data 2007
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social.
Assunto Antropologia social
Direitos humanos
Infância
Políticas públicas
Proteção à infância
Proteção social
[fr] Droits humains
[fr] Politiques publiques
[fr] Protection de I'enfance
Resumo Historicamente, o Estado brasileiro tem se colocado no lugar de definidor legal e ideológico das formas de cuidado e proteção à inrnncia. Atualmente, as formas de proteção ideais não são mais o "enclausuramento protetivo" e "educativo" das crianças e adolescentes pobres em fábricas ou em pensionatos, mas na substituição destes pelo modelo da família nuclear de classe média. Se por um lado isto representou um avanço, por outro trouxe uma série de paradoxos. De fato, é possível constatar uma distância enorme entre os ideais de proteção sustentados pelo Estado e algumas práticas de famílias de classes populares. Essas práticas de proteção, pautadas na acumulação de saberes locais e na adaptação das normas sociais às condições socioeconômicas desta população, têm sido frequentemente mal interpretadas ou mesmo desconsideradas pelos setores da classe média (incluindo aí os agentes das políticas públicas). Assim, este estudo tem o objetivo de contribuir para uma maior aproximação entre os agentes sociais e seu público alvo através da compreensão das noções de "perigo" e "proteção" que conferem sentido às práticas ligadas à intãncia no contexto de uma vila popular de POIio Alegre.
Résumé Historiquement, !'État brésilien a toujours joué le rôle de définir légalement et idéoIogiquement les manieres d'exécuter Ie soin et Ia protection de I'enfance. Actuellement, les façons de protection idéales ne sont plus "l'emprisonnement protectif' et "éducatif' des enfants et des adolescents pauvres dans I'espace des fabriques et des maisons d'éducation, mais dans Ia substitution de cela par le modele familier de Ia classe moyenne. Si d'un côté cela a représenté un progres, de I'autre il a amené une série de paradoxes. En fait, il est possible de constater une grande décalage entre Ies idéaux liés à Ia protection soutenus par l'État et quelques pratiques des familles des classes populaires. Ces pratiques de protection, basées sur I'accumulation des savoirs locaux et sur I'adaptation des regles sociales aux conditions socioéconomiques de cette population, a souvent été mal interprétées ou même déconsidérées par Ia l1l:1joritéde Ia classe moyenne (on y inclu les agents des politiques publiques). Ainsi, cet élude a le but d'amplier I'approche entre les agents sociaux et les groupes populaires à travers de Ia compréhension des notions du "danger" et de Ia "protection" qui ont donné du sens aux pratiques liées à l'enfance dans le contexte des banlieues à Porto Alegre.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/14393
Arquivos Descrição Formato
000658828.pdf (889.7Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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