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Psicoterapia pela internet : a relação terapêutica

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Psicoterapia pela internet : a relação terapêutica

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Título Psicoterapia pela internet : a relação terapêutica
Autor Pieta, Maria Adélia Minghelli
Orientador Gomes, William Barbosa
Data 2014
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia.
Assunto Avaliação terapêutica
Internet
Psicoterapia
Relações profissional-paciente
Resultado de tratamento
Terapia online
[en] Alliance
[en] Effectiveness
[en] Internet
[en] Psychotherapy
[en] Treatment
Resumo A psicoterapia pela Internet é proibida pela Resolução CFP Nº 011/2012, esperando-se que pesquisas apresentem apoio empírico ao reconhecimento da prática. A relação terapêutica na psicoterapia pela Internet pode equivaler à da psicoterapia presencial e tratamentos online tem se mostrado efetivos. Objetivo: apresentar estudos teóricos e empíricos sobre a relação terapêutica e o progresso dos pacientes na psicoterapia pela Internet. Método: nos estudos empíricos, 8 psicólogas ofereceram 12 sessões de psicoterapia psicanalítica a 24 pacientes randomizados em 2 condições: (n=12) via Skype e (n=12) presencial; no estudo quantitativo, utilizaram-se o Working Alliance Inventory (WAI) e o Outcome Questionnaire (OQ-45); no estudo qualitativo, pacientes e terapeutas responderam a entrevistas semiestruturadas sobre a aliança terapêutica online após finalizarem as sessões online e 6 terapeutas participaram de grupo focal sobre a aliança online. Resultados: ANOVAs e testes t pareados mostraram não haver diferenças significativas nas médias do WAI e do OQ-45 nos dois grupos. A pontuação de terapeutas e pacientes foi alta no WAI e os escores no OQ-45 apresentaram decréscimo significativo na décima segunda sessão, diminuição que se manteve no grupo online no follow-up de 12 meses. 5 temas foram definidos na análise temática: presença, confiança, conexão, compreensão e participação do paciente. A presença online equivaleu à física e peculiaridades resultaram em um balanço favorável. Terapeutas e pacientes estabeleceram confiança mútua e conexão profunda online, contribuindo as intervenções das terapeutas e sua capacidade de conectar-se aos pacientes. A compreensão mútua deu-se em nível adequado, apesar de falhas tecnológicas e os pacientes participaram da psicoterapia online. A relação terapêutica foi positiva na percepção de terapeutas e pacientes. Conclusão: no presente grupo, observou-se que a relação terapêutica e os resultados das psicoterapias online e presencial foram equivalentes.
Abstract Psychotherapy through the Internet is prohibited by CFP Resolution No. 011/2012. Empirical research is expected to present support to the recognition of the practice. The therapeutic relationship in psychotherapy over the Internet can be equal to face-to-face psychotherapies and online treatments have proven effective. Objective: to present theoretical and empirical studies on the therapeutic relationship and progress of patients in psychotherapy over the Internet. Method: in the empirical studies, 8 psychologists offered 12 sessions of psychoanalytic psychotherapy to 24 patients randomized into two conditions: ( n = 12 ) via Skype, ( n = 12 ) face-to-face; in the quantitative study, the Working Alliance Inventory (WAI) and Outcome Questionnaire (OQ-45) were used; in the qualitative study, patients and therapists responded to semi-structured interviews about the online therapeutic alliance after finalizing the online sessions and 6 therapists participated in a focus group on online alliance. Results: ANOVAs and paired t-tests showed no significant differences in the WAI and OQ-45 in both groups. Means for the WAI were high and scores for the OQ-45 showed a significant decrease at the twelfth session, maintained in the online group at 12 month follow-up. 5 themes were defined in the thematic analysis of the online therapeutic alliance: presence, trust, connection, understanding and patient participation. Online presence kept equivalence with physical presence and peculiarities resulted in a favorable balance. Therapists and patients established mutual trust and deep connection online. Mutual understanding was given despite technology failures and patients participated in the online therapy. Conclusion: in this sample the therapeutic relationship and treatment outcomes in online and face-to-face therapies were equivalent.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/144025
Arquivos Descrição Formato
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