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Efeitos do treinamento de força para os membros inferiores em pacientes com DPOC que participaram de um programa de reabilitação pulmonar

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Efeitos do treinamento de força para os membros inferiores em pacientes com DPOC que participaram de um programa de reabilitação pulmonar

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Título Efeitos do treinamento de força para os membros inferiores em pacientes com DPOC que participaram de um programa de reabilitação pulmonar
Autor Canterle, Dáversom Bordin
Orientador Teixeira, Paulo Jose Zimermann
Data 2007
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Medicina: Pneumologia.
Assunto Doença pulmonar obstrutiva crônica
Exercício
Extremidade inferior
[en] COPD
[en] Leg training
[en] Physical exercises
[en] Pulmonary rehabilitation
Resumo A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença sistêmica prevenível e tratável que se caracteriza pela diminuição do fluxo aéreo não totalmente reversível, levando a intolerância ao exercício, interferindo na execução das atividades de vida diária e reduzindo a qualidade de vida dos pacientes. A reabilitação pulmonar é uma forma multidisciplinar de tratamento que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida, aumentar a tolerância ao exercício, reduzindo os sintomas de fadiga e dispnéia. Já está bem demonstrado através de estudos controlados e randomizados a eficácia do treinamento da resistência para membros inferiores, porém existem dúvidas se trabalhar força e resistência de maneira combinada pode modificar os resultados. Objetivo: Comparar os treinamentos para os membros inferiores, de força e resistência com o de resistência, em pacientes portadores de DPOC que realizaram um programa de reabilitação pulmonar. Pacientes e métodos: Após a avaliação médica para confirmação do diagnóstico da doença, 27 pacientes, que participaram de um programa de reabilitação pulmonar, foram randomizados para um de dois grupos: o Grupo 1 (G1) (n=13) realizou apenas o treinamento de resistência dos membros inferiores, enquanto os pacientes do Grupo 2 (G2) (n=14), treinaram resistência e força combinadas para membros inferiores. As variáveis analisadas antes e após o treinamento foram obtidas através dos seguintes testes: teste de caminhada de seis minutos, teste de carga máxima, trabalho de caminhada, questionário Saint George de qualidade de vida, percepção de esforço pela escala de Borg, e circunferência de coxa e perna. Resultados: No teste de caminhada houve aumento da distância percorrida após o programa intragrupos [G1(distância pré: 343,38±136,11m vs. distância pós: 396,81±96,46; p=0,048)], e [G2 (distância pré: 367,28±125,11 vs. distância pós: 392,84±118,16, p=0,160)]. Nos testes de carga máxima obteve-se os seguintes resultados: G1 (extensão de joelhos pré: 32±13kg vs. peso pós: 38±14kg; p=0,016); (flexão de joelhos pré: 5,85±2,0kg vs. pós: 7,7±3,1kg; p=0,007); (flexão plantar direito pré: 20,75±4,78 repetições vs. pós:21,58±7,22 repetições; p=0,73), (flexão plantar esquerda pré:21,67±5,48 repetições vs. pós:20,92±7,36 repetições; p=0,74) e G2 (peso em extensão de joelhos pré: 33,43±16kg vs. peso pós: 44±16,40kg; p=0,0001); (flexão de joelhos pré: 5,23±3,19kg vs. pós: 7,92±3,75kg; p=0,0001); (flexão plantar direito pré: 20,17±5,82 repetições vs. pós: 29,33±11,59 repetições; p=0,001); (flexão plantar esquerda pré: 20,45±6,34 repetições vs. pós: 30,91±10,48 repetições; p=0,0001). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas no trabalho de caminhada tanto intragrupos quanto entre os grupos G1 e G2. Observou-se uma melhora com relação à qualidade de vida representada pela redução total de 21,77 pontos percentuais no G1 e 22,54 pontos percentuais no G2, sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos. A percepção de dispnéia através da escala de Borg não mostra redução significativa tanto intragrupos quanto entre os grupos [ G1 (Borg pré: 4,27±2,71 vs. pós: 2,88±1,98; p=0,091)] e [G2 (Borg pré: 4,86±3,30 vs. pós: 3,79±2,63; p=0,24)]. Quando comparados os resultados após o programa entre os grupos (G1 e G2), houve diferença estatística no teste de carga máxima apenas no movimento de flexão plantar direita e esquerda, sendo na esquerda significativamente maior (G1 Δ: -0,75 repetições vs. G2 Δ: 10,46 repetições, p=0,001), nas demais variáveis estudadas não houve diferença estatística significativa. Conclusão: Nesta população estudada os dois grupos melhoraram a qualidade de vida e a força nos movimentos de flexão e extensão dos joelhos. No entanto, o treinamento combinado de força e resistência não se mostrou superior ao treinamento isolado da resistência para membros inferiores.
Abstract “Chronic Obstructive Pulmonary Diseases” is a systemic, preventable and treatable disease characterized by the decrease of the aerial flow not totally reversible, leading to exercise intolerance, interfering in daily activities and reducing the patients’ quality of life. Pulmonary rehabilitation is a multidisciplinary approach of treatment that aims to improve the patients’ quality of life, increasing exercise tolerance, decreasing the symptoms of tiredness and breathing difficulties. Controlled and randomized studies have already proved the effectiveness of leg resistance training. However, there are still doubts as to whether concomitant strength and resistance efforts can change the results. Objective: To establish whether resistance and strength training is superior to leg resistance training, in a pulmonary rehabilitation program. Patients and methods: After the medical evaluation in order to confirm the diagnosis of the disease, 27 patients were randomly divided into two groups: group 1 patients (G1) (13) were submitted only to leg resistance while, group 2 patients (G2) (14) trained concomitant resistance and strength tests. The variations analyzed before and after the training were achieved through the following tests: 6-min walk test, maximum load test, work walking, Saint George quality of life questionnaire, effort perception by the Borg scale, and thigh and calf measurement. Results: In the walking test there was increase in the distance covered after the grouping program [G1 (pre-distance: 343,38±136,11m vs. post-distance: 396,81±96,46; p=0,048)], and [G2 (pre-distance: 367,28±125,11 vs. post-distance: 392,84±118,16, p=0,160)]. The following results were obtained in the maximum load test: (knee pre-stretching: 32±13kg vs. post7 weight: 38±14kg; p=0,016); (knee pre-bending: 5,85±2,0kg vs. post: 7,7±3,1kg; p=0,007); (right sole pre-bending: 20,75±4,78 repetitions vs. post:21,58±7,22 repetitions; p=0,73), (left sole pre-bending:21,67±5,48 repetition vs. post:20,92±7,36 repetitions; p=0,74) and G2 (knee pre-stretching: 33,43±16kg vs. post-weight: 44±16,40kg; p=0,0001); (knee pre-bending: 5,23±3,19kg vs. post: 7,92±3,75kg; p=0,0001); (right sole pre-bending: 20,17±5,82 repetitions vs. post: 29,33±11,59 repetitions; p=0,001); (left sole pre-bending: 20,45±6,34 repetitions vs. post: 30,91±10,48 repetitions; p=0,0001). No statistically significant differences were observed in the walking exercise in both groups. Although an improvement was observed in the quality of life represented by the total decrease of 21,77% in G1 and 22,54% in G2, it does not demonstrate any statistically significant difference between the two groups. The breathing difficulty perception through the Borg scale does not show significant reduction in both groups [G1 (pre-Borg: 4,27±2,71 vs. post: 2,88±1,98; p=0,091)] e [G2 (pre-Borg: 4,86±3,30 vs. post: 3,79±2,63; p=0,24)]. When the results between the groups (G1 and G2) were compared after the program, statistically significant difference in the maximum load test was observed only in the right and left sole bending movement, expressively greater in the left one. (G1 Δ: - 0,75 repetitions vs. G2 Δ: 10,46 repetitions, p=0,001). In the other variations studied, no statistically significant difference was observed. Conclusion: Both groups studied had an improved their quality of life and their strength in the stretching and bending knee movements after the pulmonary rehabilitation program. Nevertheless, concomitant strength and resistance training did not seem superior to the isolated leg resistance training.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/14703
Arquivos Descrição Formato
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