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Narrativas do desassossego : do re-en-colhimento às práticas de acolhimento aos usuários de drogas na rede de atenção psicossocial de Porto Alegre/RS

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Narrativas do desassossego : do re-en-colhimento às práticas de acolhimento aos usuários de drogas na rede de atenção psicossocial de Porto Alegre/RS

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Título Narrativas do desassossego : do re-en-colhimento às práticas de acolhimento aos usuários de drogas na rede de atenção psicossocial de Porto Alegre/RS
Autor Romanini, Moises
Orientador Guareschi, Pedrinho A.
Co-orientador Roso, Adriane
Data 2016
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional.
Assunto Acolhimento
Individualismo
Representações sociais
Serviços de saúde mental
Usuários de drogas
[en] Mental health services
[en] Psychology social
[en] Public health
[en] Street drugs
[en] User embracement
Resumo Nesta tese partimos da caracterização do que denominamos processos de re-en-colhimento das pessoas que fazem uso de drogas e das implicações dos diferentes discursos públicos sobre esses sujeitos. Pensamos que há um en-colhimento do sujeito [que justifica seu recolhimento], definido única e exclusivamente em função da droga que usa ou da relação que estabeleceu com aquela substância. O problema, ora definido como social, de saúde, recai no indivíduo. Percebemos nos estudos realizados sobre Representações Sociais e Drogas, que o uso/usuário de drogas é atravessado por uma forte representação social: o individualismo. Ou seja, tanto no crime quanto na doença, é o indivíduo que deve ser responsabilizado por seus atos. Em contraposição a esse contexto, o acolhimento é preconizado como uma diretriz ética, política e estética. Com a Teoria das Representações Sociais (TRS), arriscamos, ao mesmo tempo, analisar a constituição de uma rede de significados sobre acolhimento e drogas e como uma “rede” de ferramentas conceituais pode contribuir nessa reflexão. Essa pesquisa teve como objetivo geral analisar como os encontros entre os saberes dos profissionais de saúde e de pessoas que usam drogas produzem, sustentam e/ou transformam as práticas de acolhimento em diferentes pontos da Rede de Atenção Psicossocial. Inserida no espectro das pesquisas participativas, adotamos como estratégias metodológicas a observação participante em três contextos da RAPS da cidade de Porto Alegre/RS (Área Técnica de Saúde Mental, CAPS AD e Consultório na Rua), diário de campo, entrevistas narrativas (com usuários e profissionais) e grupos de discussão com os profissionais. Durante a construção da tese, foram registradas 298 horas de observação, 34 entrevistas e 3 grupos de discussão. A partir da elaboração dos resultados, estruturamos a tese em três partes: a primeira de cunho teórico-metodológico, a segunda, na qual apresentamos as trajetórias coletivas das equipes acompanhadas, e a terceira, na qual refletimos sobre o conceito polifásico de acolhimento, propondo a noção de “condição de acolhimento”, bem como fazemos um retorno à Teoria das Representações Sociais, problematizando alguns elementos conceituais tendo como base as discussões contemporâneas sobre o conceito de sujeito e subjetivação e a proposta de tensionar a teoria a partir da ferramenta da análise de implicação, do “estranhamento do familiar”, da revisão do conceito de alteridade e do papel dos afetos na (des)construção das representações.
Abstract In this thesis we start off with the description of what we call re-em-bracement (re-en-colhimento) of people who were drug users and the implications of the different public speeches about these people. We think there is a un-bracement of the subject [justifying their in-taking], defined only and exclusively in regard of the drug of use or of the relation he/she established with the substance. The health problem, here defined as social, goes back to the individual. We perceived in the studies about Social Representation and Drugs, the use/r is shown as a strong social representation: individually. That is, as in crime as in illness, it is the individual who needs to take responsibility for his actions. In contrast to this context, embracement is prescribed as an ethical, political, and esthetical guideline. With the theory of Social Representation (TSR), we risked analyzing the constitution of a network of meanings about embracement and drugs and how a network of conceptual tools can contribute for this reflection. This research had as a general goal to analyze how the encounter between the knowledge of the health professionals and that of the people who use drugs produce, sustain and/or transform the embracement practices at different points of the psychosocial care network. Inserted in the spectrum of participative research, we adopted as methodological strategies participant observation in three contexts of the psychosocial network of the city of Porto Alegre/RS (Technical area of mental health, CAPS AD and Clinic in the Street), field journal, and narrative interviews (with users and professionals), as well as group discussions with the professionals. During the making of the thesis, 298 hours of observation were registered, 34 interviews, and 3 group discussions. From the elaboration of the results, we structured the thesis in three parts: the first being theoretical-methodological based, the second, where we present the collective pathways of the teams being observed, and the third one, where we discussed about the multiphase concept of embracement, proposing the notion of “condition for embracement”, as well as we return to the Theory of Social Representation, problematizing some conceptual elements having the contemporary discussions about concept of subject and subjectivities as a basis and the proposal to mold the theory from the analysis of implication tool, from the “family feud”, from the review of the concepts of alterity and of the role of affections in the (de)construction of the representations.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/147053
Arquivos Descrição Formato
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