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Avaliação dos efeitos do consumo de etanol, da cessação do consumo e do co-tratamento com vitamina E em parâmetros de estresse oxidativo e na atividade proliferativa da língua de ratos

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Avaliação dos efeitos do consumo de etanol, da cessação do consumo e do co-tratamento com vitamina E em parâmetros de estresse oxidativo e na atividade proliferativa da língua de ratos

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Título Avaliação dos efeitos do consumo de etanol, da cessação do consumo e do co-tratamento com vitamina E em parâmetros de estresse oxidativo e na atividade proliferativa da língua de ratos
Autor Carrard, Vinícius Coelho
Orientador Sant'Ana Filho, Manoel
Co-orientador Moreira, Jose Claudio Fonseca
Data 2008
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Programa de Pós-Graduação em Odontologia.
Assunto Álcool : Consumo
Carcinoma bucal
Mucosa bucal : Doencas
Patologia bucal
[en] Cell proliferation
[en] Ethanol
[en] Oral cancer
[en] Oral mucosa
[en] Oxidative stress
Resumo O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos dos consumos agudo e crônico de etanol, da sua cessação e do co-tratamento com vitamina E em parâmetros de estresse oxidativo na mucosa e na atividade proliferativa no epitélio lingual de ratos. Após realizar-se uma revisão de literatura, observou-se que o acúmulo de acetaldeído (um metabólito do etanol), o polimorfismo das enzimas que metabolizam o álcool e o estresse oxidativo poderiam ser mecanismos envolvidos na patogênese do dano pelo álcool na mucosa bucal, sendo o estresse oxidativo escolhido como tema do estudo. Uma amostra de 48 ratos Wistar, fêmeas, com 3 meses, foram divididos em 6 grupos (álcool, álcool cessação, álcool vitamina E, controle, tween e vitamina E). O grupo tween recebeu solução de 5% de Tween 80 (veículo da vitamina E) por meio de gavagem enquanto os outros animais receberam solução salina. Após 14 dias os animais foram anestesiados e uma biópsia foi realizada no centro do dorso da língua. Esse material foi utilizado para análise do efeito do consumo agudo de etanol e do co-tratamento com vitamina E em parâmetros de estresse oxidativo (TBARS, grupos carbonil, atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase-SOD e catalase-CAT e relação SOD/CAT). Após 60 dias de experimento, os animais do grupo álcool cessação tiveram o álcool substituído por água. Após 120 dias, os animais foram mortos e as línguas foram removidas. Esse material foi utilizado para a avaliação de parâmetros de estresse oxidativo (TBARS, grupos carbonil, SOD, CAT e relação SOD/CAT, imunoconteúdos da CAT e do Nrf2), da atividade proliferativa (AgNORS) e da possível relação entre ambos. Os animais submetidos ao tratamento agudo com álcool mostraram redução dos níveis de TBARS. A atividade da CAT foi mais alta no grupo álcool vitamina E após o tratamento agudo. O consumo crônico de etanol induziu aumento da atividade proliferativa no epitélio do ventre da língua quando comparado ao grupo controle. Esse efeito foi atenuando pela cessação do consumo. Além disso, houve aumento da atividade da CAT e diminuição dos níveis de TBARS nesse grupo. O grupo álcool vitamina E mostrou maior atividade proliferativa em relação ao grupo vitamina E e maior atividade da SOD, indicando que o co-tratamento com vitamina E não teve efeito protetor nos tecidos linguais. Conclui-se que o aumento da proliferação relacionado ao álcool no epitélio lingual não está associado ao estresse oxidativo. Uma vez que o dano provocado pelo álcool foi revertido, é possível sugerir que o álcool atua como um promotor de câncer bucal.
Abstract The aim of the present study was to evaluate the effects of acute and chronic alcohol consumption, alcohol consumption cessation and vitamin E cotreatment on rats tongue mucosa oxidative stress parameters and on tongue epithelium proliferative activity. After to conduce a literature review it was observed that acetaldehyde accumulation (an alcohol metabolite), the polimorphism of alcohol metabolization enzymes and oxidative stress could be mechanisms related to pathogenesis of alcohol damage in oral mucosa, and the former was choosen for the study. Forty-eight Wistar rats, female, 3 months-old were separated into 6 groups (alcohol, alcohol cessation, alcohol vitamin E, control, vitamin E, tween, vitamin E). The tween group received 5% tween 80 (vitamin E vehicle) by gavage, and the other animals received saline. At day 14, the animals were anesthetized and a biopsy was performed on tongue dorsum. In this sample, it was evaluated the acute alcohol consumption and vitamin cotreatment effects on oxidative stress parameters (thiobarbituric acid reactive substances-TBARS, carbonyl groups, superoxide dismutase activity-SOD and catalase activity-CAT and SOD/CAT ratio). After 60 days, 40% (v/v) ethyl alcohol was replaced with water in the alcohol cessation group. Vitamin E was given by gavage to animals in the alcohol/vitamin E and vitamin E groups. After 4 months, the animals were killed and the tongue was removed. Cell proliferation rate was evaluated using AgNOR quantification in histological sections. Oxidative stress parameters (TBARS, carbonyl groups, SOD and CAT, CAT and Nrf2 immunocontent) were quantified in tongue homogenates as well as the association between oxidative parameters and cell proliferation. The animals subjected to acute alcohol treatment showed TBARS decrease. SOD activity was lower and CAT activity was higher in alcohol and vitamin E group after acute treatment. Chronic alcohol consumption induced increase in cell proliferation rates of ventral tongue epithelium when compared to the Control group. This effect was attenuated after alcohol cessation. In addition, an imbalance of superoxide dismutase and catalase activities and decrase in TBARS were found in this group. The alcohol/vitamin E group showed higher proliferation rate than the Vitamin E group, suggesting that vitamin E cotreatment had no protective effects on the tongue tissues. It was concluded that the alcohol-related cell proliferation increase in tongue epithelium is not associated to oxidative stress parameters. Since the alcohol damage was reversible, it is possible to suggest that alcohol acts as an oral cancer promoter.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/14885
Arquivos Descrição Formato
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