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Ditado : concepções, orientações e práticas de um dispositivo escolar (1939-1971)

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Ditado : concepções, orientações e práticas de um dispositivo escolar (1939-1971)

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Título Ditado : concepções, orientações e práticas de um dispositivo escolar (1939-1971)
Autor Monteiro, Carolina
Orientador Stephanou, Maria
Data 2016
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.
Assunto Ditado
[en] Dictation
[en] History of education
[en] History of literacy
[en] Orthography
[en] Teaching of writing
[fr] Dictée
[fr] Enseignement de l’écriture
[fr] Histoire de l'alphabétisation
[fr] Histoire de l’éducation
[fr] Orthographe
Resumo A tese se inscreve no campo da História da Educação, inspirada nos pressupostos da História Cultural. Tem como objetivo principal elaborar uma espécie de “arqueologia” do ditado na escola primária a fim de problematizar sua presença secular e sua persistência, na atualidade, como prática escolar. A investigação tem como recorte temporal o período de 1939 a 1971. O marco inicial deve-se à introdução e adoção mais expressiva do ideário da Escola Nova no Rio Grande do Sul, por meio do Decreto n. 8020 de 29 de novembro de 1939, que aprovou o “Programa mínimo a ser adotado nas escolas primárias do Estado”. O marco final se assenta no início da vigência da Lei de Diretrizes e Bases de 1971 (Lei n. 5692/71) que extinguiu o ensino primário. São adotados três focos de análise, que se encontram em intersecção: as concepções; as orientações; e as práticas do ditado escolar. A estratégia analítica da investigação tem como aporte autores que se debruçaram sobre a temática, a saber: André Chervel, Danièle Manesse, Anne-Marie Chartier, Pierre Caspard, Antoine Prost e Patrick Cabanel; além de autores que se dedicaram à reflexão sobre a cultura escolar, em especial, Dominique Julia, António Viñao Frago e Justino Magalhães, que contribuem para a compreensão das concepções sobre o ditado. A investigação reuniu um corpus empírico composto por diferentes documentos, com a finalidade de identificar: 1) orientações sobre a adoção e a aplicação do ditado em sala de aula contidas em programas de ensino, sendo alguns deles elaborados e aprovados por decretos oficiais, manuais de ensino destinados à formação de professores e artigos produzidos por professores e publicados na Revista do Ensino/RS; 2) práticas de escrita escolar que contemplam o ditado como exercício escrito de ensino e/ou avaliação, identificadas em cadernos escolares do ensino primário (empiria principal da tese); boletins de notas em que o ditado comparece como aspecto explicitamente avaliado; e memórias escolares nas quais o ditado é evocado como recordação do período de escolarização inicial. O estudo concebe que o ditado consiste em uma prática tão presente e insidiosa, e com uma eficácia pedagógica e de controle tal que, na cultura escolar, assume o caráter de dispositivo. Constata que o ditado, efetivamente, persiste como prática escolar, mas isso não significa que haja uma continuidade das práticas. O ditado, assim como a escola, tem uma historicidade e se persiste como prática escolar é porque foi/é capaz de se reinventar.
Abstract The thesis writes in the field of History of Education, inspired by the assumptions of Cultural History. Its main objective is to develop a kind of "archeology" of dictation in primary school to discuss their secular presence and persistence, today, as a school practice. The investigation is to cut the time period from 1939 to 1971. The starting point is due to the introduction and more expressive adoption of the New School thinking in Rio Grande do Sul, through the Decree n. 8020 of November 29, 1939, which approved the "minimum program to be adopted in state primary schools." The final point is based on the effective date of the Law of Directives and Bases 1971 (Law no. 5692/71) which abolished the primary education. Three analysis focuses were adopted, which are intersecting: the conceptions; the guidelines; and practices of the dictation in school. The analytical strategy of research is to supply authors who have studied the subject, namely: André Chervel, Danièle Manesse, Anne-Marie Chartier, Pierre Caspard, Antoine Prost and Patrick Cabanel; as well as authors who have dedicated to reflection on school culture, in particular, Dominique Julia, Antonio Viñao Frago and Justino Magalhães, which contribute to the understanding of the concepts of the saying. The research gathered empirical corpus of different documents, in order to identify: 1) guidance on the adoption and implementation of saying in the classroom contained in educational programs, some of which are developed and approved by official decrees, textbooks for the teacher qualification and articles produced by teachers and published in the “Revista do Ensino/RS” [Journal of teaching/RS]; 2) school writing practices that include the dictation as written exercise teaching and/or evaluation, identified in notebooks from primary school (main empiric of the thesis); report cards in the dictation appears as aspect explicitly evaluated; and school memories in which the dictation is evoked as a memory of the initial schooling period. The study conceives that the dictation consists of a practice so present and insidious, and pedagogical effectiveness and control such that, in the school culture, assumes the character device. Notes that the dictation, in effect, remains a school practice, but that does not mean that there is a continuity of practices. The dictation, as the school, has a historicity and if persists as school practice is because it was/is able to reinvent itself.
Résumé La thèse se situe dans le domaine de l'histoire de l'éducation, inspiré par les hypothèses de l'histoire culturelle. Son objectif principal de développer une sorte de «archéologie» de la dictée à l'école primaire pour discuter sa présence séculaire et sa persistance, aujourd'hui, comme une pratique scolaire. L'enquête est de réduire la période de 1939 à 1971. Le point de départ est due à l'introduction et l'adoption plus expressive de la nouvelle école au Rio Grande do Sul, par le décret n. 8020 du 29 Novembre 1939, qui a approuvé le «programme minimum à adopter dans les écoles primaires de l'Etat." Le cadre final est basé sur la date effective de la loi des directives et des bases de 1971 (loi n °. 5692/71) qui a aboli l'enseignement primaire. Sont adopté trois analyse porte, qui se coupent: les conceptions; les orientations; et les pratiques scolaires de la dictée. La stratégie d'analyse de la recherche est de fournir des auteurs qui ont étudié le sujet, à savoir: André Chervel, Danièle Manesse, Anne-Marie Chartier, Pierre Caspard, Antoine Prost et Patrick Cabanel; ainsi que des auteurs qui se sont consacrés à la réflexion sur la culture de l'école, notamment, Dominique Julia, Antonio Viñao Frago et Justino Magalhães, qui contribuent à la compréhension des concepts de la dictée. La recherche a rassemblé un corpus empirique de différents documents, afin d'identifier: 1) des conseils sur l'adoption et la mise en oeuvre de la dictée dans la salle de classe contenue dans les programmes éducatifs, dont certains sont développés et approuvés par décrets officiels, manuels scolaires pour la formation des enseignants et des articles produits par des enseignants et publiés dans le “Revista do Ensino/RS” [Journal of enseignement/RS]; 2) les pratiques d'écriture scolaire qui incluent la dictée comme un exercice écrit d’enseignement et/ou d'évaluation, identifiés dans des cahiers scolaires du primaire (empirique principale de la thèse); rapports dans lequel la dictée apparaît comme aspect explicitement évalué; et les souvenirs de l'école où la dictée est évoqué comme une memoire de la période de la scolarité initiale. L'étude conçoit que la dictée se compose d'une pratique si présent et insidieuse, et l'efficacité pédagogique et le contrôle de telle sorte que, dans la culture scolaire, prend un caractère de dispositif. Constate que la dictée, en effet, reste une pratique scolaire, mais cela ne signifie pas qu'il y a une continuité des pratiques. La dictée, comme l'école, a une historicité et si elle persiste comme une pratique scolaire est parce qu'elle était/est capable de se réinventer.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/149059
Arquivos Descrição Formato
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