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Alteracoes da tolerancia a glicose na gravidez segundo o procedimento da OMS : prevalencia e testes de rastreamento

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Alteracoes da tolerancia a glicose na gravidez segundo o procedimento da OMS : prevalencia e testes de rastreamento

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Título Alteracoes da tolerancia a glicose na gravidez segundo o procedimento da OMS : prevalencia e testes de rastreamento
Autor Reichelt, Angela de Azevedo Jacob
Orientador Schmidt, Maria Inês
Data 1996
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Curso de Pós-Graduação em Clínica Médica.
Assunto Diabetes gestacional
Epidemiologia
Glucose
Prevenção e controle
Resumo O procedimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) tem sido pouco estudado como instrumento para a detecção das alterações da tolerância à glicose na gravidez. Esta tese tem por objetivos descrever : as prevalências do diabete gestacional gestacional glicemia de (DMG) e da t olerância diminuída à glicose (TDGG); o desempenho da glicemia de jejum e da 1 hora no rastreamento dessas alterações. A amostra consiste de gestantes arroladas consecutivamente em serviços de pré-natal do Sistema Único de Saúde nas cidades de Porto Alegr e, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Manaus. As 5010 gestantes 90% das gestantes arroladas - que realizaram um teste oral de tolerância à glicose (TTG-75g) padronizado de acordo com as orientações da OMS entre 24 e 28 semanas de gravidez constituem a amostra estudada. A prevalência do DMG é bastante baixa, 0,5); a da TDGG é de 7,2% (IC95%: Estratificando- se esses dados por faixa O, 3% (IC95% : O, 2 6,6 8,0). etária e por categorias de obesidade, observa-se que as prevalências são maiores nas gestantes de mais idade e nas mais obesas. Observa-se que a intolerância à glicose gestacional é representada fundamentalmente pela TDGG, sendo os casos de DMG raros . Se isso decorre da maior detecção do diabete prégestacional, reduzindo a prevalência do DMG e / ou de fatores que levam a um aumento da TDGG precisa ser melhor esclarecido. o emprego da glicemia como teste de rastreamento das alterações da tolerância à glicose gestacional foi estudado por meio de curvas ROC (receiver operator characteristic), primeiro definindo-se o ponto que otimiza igualmente sensibilidade e especificidade, e, a partir deste, priorizando-se o ponto de máxima sensibilidade sem perda expressiva da especificidade. O percentual de positividade de cada ponto da glicemia, que expressa o percentual de gestantes que devem realizar o teste diagnóstico, auxiliou na definição dos pontos que otimizam a sensibi lidade. Para a detecção do DMG, a glicemia de jejum que otimiza igualmente sensibilidade - 87,5% - e especificidade - 77,9% - é 89mg/dl, com percentual de positividade de 22,3% . Otimizando a sensibilidade - 94% - a glicemia é 85mg/dl, com especificidade de 65% e percentual de positividade de 35%. Para a detecção da TDGG, a glicemia de jejum que otimiza igualmente sensibilidade - 68,3% - e especificidade - 68,2% - corresponde ao valor de 85mg/dl (percentual de positividade de 34,5%) . Otimizando-se a sensibilidade - 81,3%, alcança-se um valor de 81mg/dl, que apresenta especificidade de 53,6% e percentual de positividade de 50% . A glicemia de jejum é bastante adequada para o rastreamento do DMG (89mg/dl), com desempenho apenas razoável na TDGG (85mg/dl) . Para o rastreamento do DMG, a glicemia de 1 hora que otimiza igualmente sensibi lidade - 93,8% - e especificidade - 97,2%- é 182mg/dl (percentual de positividade de 3 , 1%) . Para o rastreamento da TDGG, o ponto correspondente é o de 140mg/dl, com sensibilidade de 84 , 3%, especificidade de 80,2% e percentual de positividade de 24, 2%. Esse valor, aplicado ao rastreamento do DMG, alcança sensibilidade de 100% e especificidade de 75,6% . A glicemia de 1 hora tem um desempenho excelente no rastreamento das alterações da tolerância à glicose na gravi dez . A possível vantagem do emprego do ponto de corte de 182mg/dl para o diagnóstico do diabete gestacional precisa ser validada com desfechos obstétricos e neonatais da gravidez . Conclui-se que o procedimento da OMS pode ser aplicado na detecção das alterações da tolerância à glicose na gravidez, especialmente na detecção do DMG . A importância da TDGG aguarda validação por desfechos específicos da gravidez.
Abstract The World Health Organization's procedures for the detection of gestational glucose intolerance have been fairly studied in pregnancy . The aims of this work are to estimate the prevalences of gestational diabetes (GDM) and of gestational impaired glucose tolerance (GIGT) and to evaluate fasting and 1 hour plasma glucose as screening tools for gestational glucose intolerance. Pregnant women were consecutively enrolled at prenatal ambulatories of the Sistema Único de Saúde, in six cities in Brazil : Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeir o, Fortaleza , Salvador and Manaus . The 7 5g oral glucose tolerance test ( 7 5g-OGTT) was th th . performed between the 24 and the 28 weeks of gestat1on and full tests were available for 501 O women ( 90% o f the sample). The prevalence of GDM is very low, 0,3% 0,5) while that of GIGT is 7,2% (95%CI : (95%CI: O, 2 - 6,6 8,0). Prevalences were higher in older and heavier pregnant women. These data suggest that GDM is very rare in pregnancy and probably represents undiagnosed pre-gestational cases of noninsulin- dependent diabetes. Gestational glucose intolerance is mainly represented by cases of GIGT . The screening potentials of both fasting and 1 hour plasma glucose were evaluated by ROC (receiver operator characteristic) curves. Cut-off points that equally maximize sensitivity (Se) and specificity (Sp) were initially defined. Cutpoints that further maximize Se are described and the percent of positive tests - the percent of women requiring a full diagnostic test - is calculated in order to improve the screening potential of each cutpoint. For the screening of GDM, the fasting plasma glucose that equally maximizes Se - 87 , 5% - and Sp - 77,9% - is 89mg/dl (percent of positives: 22,3%). Maximizing sensitivity - 94% - leads to a cutpoint of 85mg/dl (Sp : 65% ; percent of positives : 35% ). For the detection of GIGT , the cutpoint that equally maximizes Se - 68,3% and Sp - 68 , 2% - is 85mg/dl (percent of positives: 34 , 5%) . A cutpoint of 81mg/dl maximizes Se- 81,3%- without undue loss of Sp 53 , 6% , but 50% of the sample require the diagnostic test with such cutpoint . Fasting plasma glucose is a good screening tes t for GDM and just fair for GIGT . The 1 hour plasma glucose that equally maximizes Se - 93,8% - and Sp- 97,2%- in the detection of GDM is 182mg/dl (percent of positives : 3,1%) . For the detection of GIGT the corresponding cutpoint is 140mg/dl: Se- 84 , 3% ; Sp- 80, 2%; percent o f posi ti ves 24, 2% . This cutpoint detects GDM with Se 100% and Sp 75, 6% . The 1 hour plasma glucose is an excellent screening test for both GDM and GIGT . The potential diagnostic value of the 1 hour cutpoint of 182mg/dl requires validation with obstet ric and neonatal outcomes. In conclusion, the WHO' s procedures can be used in pregnancy to evaluate gestational glucose intolerance. The importance of GIGT is yet to be validated with specific p r egnancy outcomes.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/164183
Arquivos Descrição Formato
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