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Nova proposta de arcabouço estratigráfico e evolução tectono-sedimentar do registro cretácico da Bacia dos Parecis, centro oeste do Brasil

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Nova proposta de arcabouço estratigráfico e evolução tectono-sedimentar do registro cretácico da Bacia dos Parecis, centro oeste do Brasil

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Título Nova proposta de arcabouço estratigráfico e evolução tectono-sedimentar do registro cretácico da Bacia dos Parecis, centro oeste do Brasil
Autor Rubert, Rogério Roque
Orientador Mizusaki, Ana Maria Pimentel
Data 2017
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências. Programa de Pós-Graduação em Geociências.
Assunto Bacia dos parecis
Cretaceo superior
[en] Faciological analysis
[en] Parecis basin
[en] Serra Formosa arch
[en] Stratigraphic framework
[en] Upper cretaceous
Resumo A Bacia dos Parecis é uma bacia intracratônica, com uma área de 500.000 km2 na região Centro-Oeste do Brasil. Ocupa a porção sul-sudeste do Cráton Amazônico, tendo este como maior parte de seu embasamento. Acumula mais de 6.000 m de sedimentos, relacionados ao Paleozoico, Mesozoico e Cenozoico. O registro mesozoico inclui unidades sedimentares e vulcânicas. O registro cretácico da Bacia dos Parecis consiste em duas sequências sedimentares com assinaturas deposicionais distintas. Essas sequências são fisicamente descontínuas e relacionadas a diferentes depocentros, nas porções leste e oeste do Arco da Serra Formosa, ou seja, sub-bacias Juruena e Alto Xingu. Isto gera controvérsias em termos de correlação regional, posicionamento estratigráfico e correta subdivisão das sequências. Com base em afloramentos e testemunhos de sondagem foi possível a reconstituição do registro a partir das associações de fácies. Estas associações juntamente com o reconhecimento regional de superfícies e relações estratigráficas permitiu a identificação de uma assinatura deposicional diferencial para cada sequência. Na sub-bacia Juruena foram depositadas sequências predominantemente clásticas, fluviais e eólicas. Na sub-bacia do Alto Xingu, na base foram identificadas fácies de natureza química e clástica e no topo, sedimentação clástica. A reconstituição da evolução da bacia no Mesozoico e a contextualização das unidades cretácicas foram efetuadas levando-se em conta os registros do tectonismo, do magmatismo e da sedimentação na região. A evolução da bacia no Mesozoico teve início no Triássico Superior e Jurássico Inferior com vulcanismo e sedimentação, sucedido de soerguimento e erosão até o Cretáceo Inferior, quando ocorreram magmatismos básico e alcalino. A partir do Cretáceo Superior, com início da fase compressiva da Orogenia Andina e abertura do Oceano Atlântico, desenvolveu-se tectonismo e a sedimentação na sub-bacia Juruena no Cenomaniano. Porém, na sub-bacia Alto Xingu esta ocorre a partir do Coniaciano. A análise do registro fossilífero e as relações com unidades adjacentes indicam uma idade entre Cenomaniano-Turoniano para a sequência da sub-bacia Juruena e Coniaciano-Santoniano para a sequência da sub-bacia Alto Xingu. Assim, foi proposta uma nova unidade litoestratigráfica para esta última, denominada de Formação Rio Tapirapé. A atuação da tectônica na geração de subsidência diferenciada para cada sub-bacia ocasionou a geração de diferentes assinaturas deposicionais. Na sub-bacia Juruena a taxa de sedimentação superior à taxa de subsidência é perceptível, gerando sequências clásticas de alta energia. Na sub-bacia Alto Xingu, a taxa de subsidência é superior à taxa de sedimentação, com um sistema lacustre transgressivo nas fases iniciais. Ao final em ambas as sub-bacias prevalecem sistemas sedimentares fluviais e deltaicos enquanto a taxa de subsidência é reduzida. A reconstituição paleoambiental da sequência cretácica da sub-bacia Alto Xingu identificou uma sedimentação clasto-química de fundo e borda de lago na base. Na porção superior ocorre uma progradação com ambientes de prodelta, frente deltaica e uma planície deltaica com planície fluvial e deposição eólica. O posicionamento cronoestratigráfico Coniaciano-Santoniano baseou-se em fósseis de vertebrados e ostracodes que tem crono-correlatos regionais na Formação Adamantina (Grupo Bauru) e Formação Capacete (Bacia Sanfranciscana) e ainda na Formação Bajo de Carpa (Grupo Neuquén, na Argentina).
Abstract The Parecis Basin is an intracratonic basin, covering a huge area of 500.000 km2 in center-west portion of Brazil. The Amazonian Craton constitutes the most part of its basement. In this basin, there are an accumulation of more than 6,000 m of sediments, related to Paleozoic, Mesozoic and Cenozoic ages. The Mesozoic record includes sedimentary and volcanic units. The cretaceous record of the Parecis Basin is represented by two sedimentary sequences characterized by distinct depositional signatures. These sequences are physically discontinuous, and related to different depocenters located in the east and west of Serra Formosa Arch, namely Juruena and Alto Xingu sub-basins. So, this distribution is controversy in terms of regional correlation, stratigraphic positioning and correct subdivision of the sequences. Based on outcrops and cores information it was possible the reconstruction of the record from the facies association, which together with regional surface recognition and stratigraphic relations allowed the identification of a differential depositional signature for each sequence. In the Juruena sub-basin, predominantly clastic fluvial and aeolian sequences were deposited. In the Alto Xingu sub-basin the base is marked by facies of lacustrine chemical and clastic nature but top, clastic sedimentation of a fluvio-deltaic system is recognized. The reconstruction of the mesozoic evolution of the basin and contextualization of the Cretaceous units were carried out taking into account records of tectonism, magmatism and sedimentation in the region. The basin evolution in Mesozoic age start in Upper Triassic to Lower Jurassic period where occurred volcanism and sedimentation, followed by uplift and erosion until the Lower Cretaceous, when as occurred basic and alkaline magmatism. From the Upper Cretaceous, with the beginning of the compressive phase of Andean Orogeny and opening of the Atlantic Ocean, tectonism and sedimentation were developed in Juruena Sub-basin in the Cenomanian and Alto Xingu Sub-basin from Coniacian. The relation of the fossiliferous record with adjacent units allows to assign one related age between Cenomanian-Turonian to Juruena sub-basin sequence. But the Coniacian-Santonian to Alto Xingu sub-basin is being proposed an new lithostratigraphic. unit named Rio Tapirapé Formation results from this recognition. The tectonism is the main event in the generation of differentiated subsidence to each sub-basin and the differential depositional signatures. In the Juruena sub-basin the sedimentation rate over the subsidence rate is perceptible, and a clastic high energy sequence is deposited. In the Alto Xingu sub-basin, the subsidence rate is higher than the sedimentation rate, with a transgressive lacustrine system with chemical sedimentation in the initial phases. At the end of the process, in both sub-basins, fluvial and deltaic sedimentary systems prevail while the subsidence rate decreases. The paleoambiental reconstruction of Alto Xingu sub-basin cretaceous sequence indicates a chemical and clastic sedimentation of bottom and shoreline lake, in a context of high initial subsidence and low sedimentation rate. As the subsidence process decreased, a deltaic progradation became dominant with deposition in a prodelta environment, deltaic front and deltaic plain interbedded with fluvial plain, and aeolian deposition. The Coniacian–Santonian chronostratigraphic positioning was based on vertebrate fossils and ostracods with regional chrono-correlates in the Adamantina Formation (Bauru Group), the Capacete Formation (Sanfranciscana Basin), and also in the Bajo de la Carpa Formation (Neuquén Group, in Argentina).
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/164592
Arquivos Descrição Formato
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