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Gilda e Lila : duas maneiras de ser mulher e comunista em Porto Alegre nas décadas de 1940 e 1950

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Gilda e Lila : duas maneiras de ser mulher e comunista em Porto Alegre nas décadas de 1940 e 1950

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Título Gilda e Lila : duas maneiras de ser mulher e comunista em Porto Alegre nas décadas de 1940 e 1950
Outro título Gilda and Lila : two ways of being a woman and a communist in the 1940s and 1950s’ Porto Alegre
Autor Schmidt, Benito Bisso
Resumo Com base em narrativas orais e escritas, o artigo investiga a produção de memórias a respeito de duas gaúchas que militaram no PCB nas décadas de 1940 e 1950: a jornalista Gilda Marinho (1906-1984) e a professora e literata Lila Ripoll (1905-1967). A primeira, apesar de haver participado de importantes organizações, campanhas e eventos promovidos pelos comunistas, normalmente tem sua militância esquecida ou caricaturizada, sendo lembrada, sobretudo, como uma mulher ousada, à frente de seu tempo, extravagante, transgressora dos papéis de gênero vigentes e ligada à alta-sociedade porto-alegrense. Já Lila aparece freqüentemente nas fontes do Partido, sendo construída como a “comunista ideal”, a militante corajosa e disciplinada, nas lembranças de seus companheiros. A hipótese explicativa desta diferença é que Gilda, ao contrário de Lila, não se adequava aos padrões morais e estéticos dos comunistas brasileiros do período e, por isso, não foi incorporada ao “panteão” do Partido.
Abstract Based on oral and written narratives, this article investigates the production of memories regarding two women born in the southern Brazilian state of Rio Grande do Sul, who were active in the Brazilian Communist Party in 1940s and 1950s: journalist Gilda Marinho (1906-1984) and professor and literate Lila Ripoll (1905-1967). The former, in spite of having taken part in important organizations, campaigns, and events promoted by the communists, has her activism typically forgotten or portrayed in a stereotyped fashion, being remembered, above all, as a bold women who was ahead of her time, extravagant, who transgressed gender roles and was linked to Porto Alegre’s high society. Ripoll, in turn, emerges in Communist Party sources, being construed as the “ideal communist” – the brave, disciplined militant, as her comrades remember her. The explanatory hypothesis for such distinction is that Marinho, differently from Ripoll, did not fit the Brazilian communists’ moral and aesthetical standards for the time and therefore has not being incorporated into the Party’s pantheon.
Contido em História oral : revista da Associação Brasileira de História Oral. Recife, PE. Vol. 9, n. 2 (jul./dez. 2006), p. 9-32
Assunto Comunistas
História oral
Memória
Militância política
Mulher
[en] Activism
[en] Brazilian communist party
[en] Communists
[en] Gender
[en] Memory
Origem Nacional
Tipo Artigo de periódico
URI http://hdl.handle.net/10183/164865
Arquivos Descrição Formato
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