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Pode o tradutor falar? : uma análise da tradução da autobiografía de Juan Francisco Manzano no Brasil sob a ótica dos estudos culturais

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Pode o tradutor falar? : uma análise da tradução da autobiografía de Juan Francisco Manzano no Brasil sob a ótica dos estudos culturais

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Título Pode o tradutor falar? : uma análise da tradução da autobiografía de Juan Francisco Manzano no Brasil sob a ótica dos estudos culturais
Autor Silva, Liliam Ramos da
Resumo Este artigo tem como objetivo analisar a Autobiografia do poeta-escravo Juan Francisco Manzano, única obra latino-americana conhecida escrita por um homem negro ainda em situação de escravidão em Cuba. Com tradução publicada no Brasil em 2015 pelo escritor, pesquisador e tradutor Alex Castro, propõe-se uma discussão do texto traduzido sob a ótica dos Estudos Culturais. Os teóricos dos Estudos Culturais utilizados no ensaio – Gayatri Spivak, Stuart Hall e Boaventura Sousa Santos – sustentam que o sujeito pós-colonial é alguém que se posiciona entre duas culturas e que constantemente desenvolve estratégias de tradução cultural entre diferentes povos. As pesquisadoras dos Estudos da Tradução Susan Bassnet e Rosemary Arrojo inserem os textos traduzidos em uma perspectiva intercultural, na qual o tradutor não pode eximir-se tampouco invisibilizar-se. A reflexão abordará a presença do tradutor no processo de tradução intercultural de um texto escrito no século XIX de acordo com a proposta de Castro que realizou uma Tradução (adaptação ao português contemporâneo) e uma Transcriação (criação de um Manzano lusófono fictício, cujo texto mantém os desvios de gramática e as estruturas sintáticas presentes na versão de 1835), além de 342 notas explicativas relacionadas ao contexto escravocrata da época e à escrita dialética de Manzano. Discutiremos o papel do tradutor que transcodifica textos incluídos em uma perspectiva pós-colonial e sua mediação na tradução linguística e cultural.
Resumen Este texto tiene como objetivo analizar la Autobiografia do poeta-escravo Juan Francisco Manzano, única obra latinoamericana conocida escrita por un hombre negro todavía en situación de esclavizado en Cuba. Con traducción publicada en Brasil en 2015 por el escritor, investigador y traductor Alex Castro, se propone una discusión del texto traducido bajo la óptica de los Estudios Culturales. Los teóricos de los Estudios Culturales utilizados en el ensayo – Gayatri Spivak, Stuart Hall y Boaventura Sousa Santos – sostienen que el sujeto postcolonial es alguien que se ubica entre dos culturas y que constantemente desarrolla estrategias de traducción cultural entre diferentes pueblos. Las investigadoras de los Estudios de Traducción Susan Bassnet y Rosemary Arrojo insertan los textos traducidos en una perspectiva intercultural, en la cual el tradutor no puede eximirse tampoco invizibilizarse. La reflexión abordará la presencia del traductor en el proceso de traducción intercultural de un texto escrito en el siglo XIX de acuerdo con la propuesta de Castro que realizó una Traducción (adaptación al portugués contemporáneo) y una Transcriación (creación de un Manzano lusófono ficticio, cuyo texto mantiene los desvíos de gramática y las estructuras sintácticas presentes en la versión de 1835), además de 342 notas explicativas relacionadas al contexto esclavista de la época y a la escritura dialéctica de Manzano. Discutiremos el papel de traductor que transcodifica textos incluidos en una perspectiva postcolonial y su mediación en la traducción lingüística y cultural.
Contido em Translatio : revista do Núcleo de Estudos de Tradução Olga Fedossejeva. Porto Alegre, RS. N. 13 (jun. 2017), p. 251-267
Assunto Manzano, Juan Francisco. A autobiografia do poeta-escravo
Tradução
Tradutores
[es] Autobiografía de Juan Francisco Manzano
[es] Esclavitud en América Latina
[es] Estudios Culturales
[es] Estudios de Traducción
Origem Nacional
Tipo Artigo de periódico
URI http://hdl.handle.net/10183/165014
Arquivos Descrição Formato
001027026.pdf (976.4Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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