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A produção dos encontros consonantais sC do inglês por falantes nativos de português brasileiro

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A produção dos encontros consonantais sC do inglês por falantes nativos de português brasileiro

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Título A produção dos encontros consonantais sC do inglês por falantes nativos de português brasileiro
Autor Cagliari, Aline
Orientador Collischonn, Gisela
Data 2001
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Curso de Pós-Graduação em Letras.
Assunto Linguagem e línguas
Resumo O presente estudo teve como objetivo investigar a simplificação dos seguintes ataques silábicos de dois membros por aprendizes de inglês de nível intermediário falantes de português brasileiro: s + plosivas surdas, /sp/, /st/ e /sk/, como em spot, stoly e sky, s + liquida /l/, como em slow, e s + nasais bilabial e palatal, respectivamente, /sm/ e /sn/, como em small e snow. Tomamos como base os trabalhos de ECKMAN (1977, 1981 a e 1991), os quais trabalham com a noção de que universais linguísticos como a marcação são fatores que influenciam a aquisição de L2. A teoria fonológica adotada é a teoria da sílaba de CLEMENTS (1990). Nossa hipótese era a de que os clusters mais marcados /sp/, /st/ e /sk/ causariam um número maior de modificações que os demais, e que os clusters contendo nasais /sm/ e /sn/, por sua vez, causariam um número maior de modificações que o cluster contendo uma líquida, /sl/. O estudo levou em consideração os seguintes ambientes fonológicos precedentes: as vogais /u:/, /ou/ e /o/, a líquida /l/ e a nasal velar /n/, como em do, no, saw, feel e making. A hipótese era e de que o ambiente consonantal causaria um número maior de modificações que o ambiente vocálico. O processo de modificação silábica que esperávamos que ocorresse era o de epêntese. Seguindo a metodologia de CARLISLE (1997), elaboramos um instrumento de elicitação de dados que consistiu de uma lista de trinta frases contendo os clusters e os ambientes listados acima. Os resultados revelaram o seguinte; a) nenhuma diferença nas taxas de modificação entre os clusters sC foi encontrada, contrariando a hipótese de que haveria alguma hierarquização nas modificações realizadas; b) o ambiente vocálico causou um número maior de modificações que o consonantal, c) o processo utilizado na modificação dos clusters foi o de inserção de vogal epentética antes do cluster (prótese), não tendo ocorrido nenhuma instância de apagamento ou de inserção de vogal epentética dentro do cluster alvo.
Abstract The present investigation looked at the simplification of the following two-member onset clusters by intermediate students of English native speakers of Brazilian Portuguese: s + plosives /sp/, /st/ and /sk/, as in spot, story and sky, s + laterl /l/, as in slow, and s + bilabial and palatal nasal, respectively, /sm/ e /sn/, as in small and snow. Our theoretical approach is based on ECKMAN (1977, 1981a and 1991), which explores the notion that linguistic universals such as markedness have influence on second language acquisition. The phonological theory is based on the syllable theory found in CLEMENTS (1990). We hypothesized that more marked clusters such as /sp/, /st/ e /sk/ would cause a greater number of epenthesis than the clusters containing nasais, /sm/ and /sn/, and these, in turn, would cause more epenthesis than the cluster containing the lateral, /sl/. The study also took into account the importance of the preceding fonological environment: the vowels /u:/, /ou/ e /o/, the liquid /l/ and the velar nasal /n/, as in do, no, saw, feel and making. The hypothesis was that the consonantal environment would cause more modifications than the vocalic one. The kind of process expected to happen in the modifications was vocalic epenthesis. Following the methodology found in CARLISLE (1991), an instrument of data elicitation consisting of a list of thirty independent related sentences containing the aforementioned clusters and environments was elaborated. The results revealed that: a) no difference was found in the modification rates amongst the onset clusters, contrary to our initial hypothesis, b) the vocalic environment caused a greater number of modifications than the consonantal one, c) the kind of process used to modify the clusters was vocalic epenthesis before the clusters (prothesis). No occurrence of consonant deletion or vocalic insertion within the clusters was found.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/165579
Arquivos Descrição Formato
000308616.pdf (3.347Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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