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Estresse ocupacional em trabalhadores de uma fundação de atendimento socioeducativo : prevalência e fatores associados

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Estresse ocupacional em trabalhadores de uma fundação de atendimento socioeducativo : prevalência e fatores associados

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Título Estresse ocupacional em trabalhadores de uma fundação de atendimento socioeducativo : prevalência e fatores associados
Outro título Occupational stress in workers from a socio-educational assistance foundation : prevalence and associated factors
Autor Feijó, Fernando Ribas
Kersting, Inaiara
Bündchen, Cristiane
Oliveira, Paulo Antonio Barros
Resumo Contexto: São raros os estudos sobre trabalho e saúde nas Fundações de Atendimento Socioeducativo (FASE). A literatura científica existente sobre o assunto indica que as atividades desenvolvidas nessas instituições podem ser fonte de estresse e adoecimento psíquico. Objetivos: Tendo em vista o importante papel do estresse em diversos desfechos de saúde, este estudo objetivou descrever a prevalência de estresse ocupacional e seus fatores associados em trabalhadores da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul (FASE-RS). Métodos: Estudo transversal com amostra de 211 trabalhadores. Utilizou-se a Job Stress Scale para a mensuração do estresse ocupacional por meio do modelo demanda-controle. Estatística descritiva, testes t de Student e χ2, regressão de Poisson e teste de Wald foram utilizados para a apresentação dos resultados, a análise das diferenças entre grupos e o controle de confundidores. Resultados: Os trabalhadores dos Centros de Atendimento Socioeducativo (CASE), que laboram diretamente com jovens em cumprimento de medida socioeducativa, apresentam 41,2% de prevalência de trabalho de alta exigência, enquanto nos profissionais da Sede Administrativa (SEDE) esse percentual é de 9,3%. Alta demanda psicológica esteve presente em 68,7% dos servidores dos CASE e em 34,9% dos trabalhadores da SEDE. Baixo controle sobre o trabalho e baixo apoio social estiveram presentes em 38 e 24,8% dos profissionais da SEDE e em 57,8 e 85,3% dos trabalhadores dos CASE, respectivamente. Violência, regime de trabalho, ter contato com jovens que cumprem medida socioeducativa e horas extras foram os fatores mais fortemente associados ao estresse. Conclusões: Existe alta exposição ao estresse ocupacional nessa população, o que demanda intervenções nos processos de trabalho para diminuir o risco de adoecimento.
Abstract Background: Studies addressing work and health in socio-educational support foundations are rare. According to the available literature, the activities performed at such institutions might be a source of stress and mental illness. Objectives: Considering the relevant role of stress in several health outcomes, the present study sought to establish the prevalence of occupational stress and related factors among workers at Socio-educational Assistance Foundation of Rio Grande do Sul, Brazil (Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul, FASE-RS). Methods: Cross-sectional study conducted with a sample comprising 211 employees, who responded the Job Stress Scale to assess occupational stress, based on the demand-control model. We used descriptive statistics, Student’s t test, the χ2 test, Poisson multiple regression and the Wald test to describe the sample data, compare between groups, analyze differences in prevalence and control confounders. Results: The prevalence of high job strain was 41.2% among the employees allocated to Socioeducational Assistance Centers (Centros de Atendimento Socioeducativo, CASE), who provide direct care to youths on probation, and 9.3% among the employees allocated to the Administration Section (Sede Administrativa, SEDE). The prevalence of high psychological demand was 68.7% and 34.9% among CASE and SEDE workers, respectively. The prevalence of low work control and low social support was 38% and 24.8% for SEDE employees and 57.8% and 85.3% among CASE workers, respectively. Violence, shift work, contact with youths on probation and overtime were the factors more strongly associated with stress. Conclusion: The analyzed population exhibits high exposure to occupational stress, which demands interventions in the work process to reduce the risk of illness among these workers.
Contido em Revista brasileira de medicina do trabalho. Belo Horizonte. Vol. 15, n. 2 (2017), p. 124-133
Assunto Apoio social
Esgotamento profissional
Saúde do trabalhador
[en] Burnout
[en] Occupational health
[en] Professional
[en] Social support
Origem Nacional
Tipo Artigo de periódico
URI http://hdl.handle.net/10183/166244
Arquivos Descrição Formato
001046087.pdf (149.4Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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