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Griffith Evans, Charles Roos e a economia matemática

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Griffith Evans, Charles Roos e a economia matemática

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Título Griffith Evans, Charles Roos e a economia matemática
Autor Reginatto, Vinícius Oike
Orientador Araujo, Jorge Paulo de
Data 2016
Nível Graduação
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Ciências Econômicas. Curso de Ciências Econômicas.
Assunto Economia
[en] Consolidation of neoclassical economics
[en] History of economic thought in the United States before 1945
[en] Mathematical economics
[en] Methodological pluralism
Resumo A narrativa implícita do desenvolvimento da ciência econômica é da superação da corrente neoclássica sobre as demais. Neste sentido, a crescente matematização da teoria econômica, sobretudo a partir da década de 30, é vista como processo natural, de amadurecimento da ciência. Este trabalho inspira-se na recente literatura da sociologia da ciência para relativizar esta trajetória linear. Com especial ênfase em fatores não-científicos, descrevemos a história do pensamento econômico do final do século XIX até a metade do século XX, quando parece haver uma guinada epistemológica para a modelagem matemática. O uso disseminado de métodos quantitativos, contudo, não é suficiente para explicar o tipo de teoria econômica que prevalece no pós-guerra. Queremos mostrar não apenas como diferentes abordagens matemáticas à teoria econômica são possíveis, mas também como estas escolhas de modelagem matemática podem sugerir compromissos epistemológicos distintos. O estudo das contribuições de Griffith C. Evans (1887-1973) e Charles F. Roos (1901-1958) visa orientar esta discussão em torno da tensão entre a teorização abstrata e a necessidade de manter firme vínculo com a realidade social. O declínio do período pluralista, concomitantemente à consolidação da economia neoclássica no pós-guerra, parece haver impedido a continuação da linha de pesquisa desses autores, que propunham uma teoria econômica dinâmica, usando de instrumental matemático refinado, que pudesse valer-se somente de hipóteses empiricamente fundamentadas.
Abstract There is an implicit narrative in the development of economic science in which neoclassical thought surpassed other schools. The increasing mathematization of economics, starting in the 1930’s, in this sense, is perceived as a natural process of maturing. This works draws inspiration on the recent sociology of science literature to relativize this linear trajectory. With special focus on non-scientific factors such as research funding and on historical and political contexts, we describe the history of economic thought from the end of the 19th century up until halfway of the 20th century, when there seems to be an epistemological shift towards mathematical modeling. The widespread use of quantitative methods, however, is insufficient to explain the type of economic theory that prevails in the postwar period. Not only to we attempt to show how different mathematical approaches to economics were possible, but also how these mathematical models can suggest distinct epistemological compromises. The study of Griffith C. Evans (1887-1973) and Charles F. Roos (1901-1958) centers the discussion around the tension between highly abstract modeling and the need to keep firm ground with social reality. The decline of pluralism, following the consolidation of neoclassical economics in the afterwar period, seems to have precluded the ongoing of these authors’ research. They proposed a dynamic economic theory, using a refined mathematical apparel, built upon solely empirically grounded hypothesis.
Tipo Trabalho de conclusão de graduação
URI http://hdl.handle.net/10183/167287
Arquivos Descrição Formato
001021777.pdf (634.5Kb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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