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O enigma da adolescência e automutilações na dança da vida

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O enigma da adolescência e automutilações na dança da vida

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Título O enigma da adolescência e automutilações na dança da vida
Autor Carissimi, Ana Cristina Blaskoski
Orientador De Conti, Luciane
Data 2017
Nível Especialização
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Curso de Especialização em Intervenção Psicanalítica na Clínica da Infância e Adolescência.
Assunto Adolescência
Automutilação
Psicanálise
Resumo Este trabalho tem a proposta de refletir sobre a adolescência e as automutilações através do olhar da psicanálise. Assim como no nascimento, onde o ingresso no mundo é através do corpo, dado que as primeiras sensações são corporais, na adolescência, o ingresso nesta se dá através do atravessamento do Real neste corpo. Estas mudanças fazem com que haja uma nova apropriação deste corpo e um novo posicionamento na família e na sociedade. A elaboração e o sentido destas transformações precisam de tempo para serem elaboradas, este tempo é único e não pode ser abreviado. Com a imposição destas mudanças, o jovem é levado a esta travessia adolescente, na qual vários conflitos infantis são reeditados. Neste trabalho enfatizo o estádio do espelho para Lacan, os transbordamentos das pulsões no corpo, o Acting out e a Passagem ao Ato. Como o corpo está em evidência, é a ele que o jovem muitas vezes acaba recorrendo para se expressar. Ele busca seus limites através deste corpo, e neste momento, podem aparecer as marcas corporais, os cortes na pele para expressar algo que não consegue ser dito em palavras. O presente estudo foi, portanto, desenvolvido com inspiração em casos de autoagressões feitas por adolescentes com estrutura de base neurótica, onde destaco o acompanhamento psicoterapêutico de uma paciente de 12 anos. Para o entendimento destes jovens que utilizam a pele para se expressar, enfatizo o estádio de espelho para Lacan, os transbordamentos das pulsões no corpo, o Acting out e a Passagem ao Ato. Como muitas vezes as famílias buscam uma terapia medicamentosa para esta manifestação, para poder dialogar com a psiquiatria, abordo um pouco da visão psiquiátrica sobre esta “patologia” e o que algumas pesquisas recentes concluiriam. A adolescência em suas manifestações, não pode ser calada ou banida, ela precisa ser entendida, ouvida e falada.
Tipo Trabalho de conclusão de especialização
URI http://hdl.handle.net/10183/168631
Arquivos Descrição Formato
001046581.pdf (225.3Kb) Texto parcial Adobe PDF Visualizar/abrir

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