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Qualidade das obturações de canal radicular realizadas por alunos das disciplinas de pré-clínica e clínica da Faculdade de Odontologia da UFRGS

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Qualidade das obturações de canal radicular realizadas por alunos das disciplinas de pré-clínica e clínica da Faculdade de Odontologia da UFRGS

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Estatísticas

Título Qualidade das obturações de canal radicular realizadas por alunos das disciplinas de pré-clínica e clínica da Faculdade de Odontologia da UFRGS
Autor Capitanio, Bárbara Luzia
Orientador Soares, Renata Grazziotin
Data 2017
Nível Especialização
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia. Curso de Especialização em Endodontia.
Assunto Canais radiculares : Obturacao
Endodontia
[en] Dental Students
[en] Endodontics
[en] Procedural errors
[en] Root canal obturation
Resumo Objetivo: Avaliar a qualidade das obturações de canal radicular realizadas por alunos da Pré-clínica da UFRGS (tratamento em dentes humanos extraídos), comparando-se com a qualidade das obturações realizadas por alunos das Clínicas Odontológicas (tratamentos em pacientes). Materiais e Métodos: Dois avaliadores analisaram 951 radiografias de obturação endodôntica: 673 obturações da pré-clínica e 278 das clínicas. A qualidade das obturações avaliada quanto ao comprimento, densidade, conicidade e presença de erros operatórios (perfuração, grande extravasamento de material obturador, transporte apical, falso canal, degrau e fratura de instrumento). Após, foi dado um escore para a qualidade da obturação: 0=péssimo, 1=ruim, 2=aceitável, 3=bom e 4=ótimo. Para comparar a proporção de avaliações positivas nas três variáveis (comprimento da obturação, densidade e conicidade), por grupo dentário, foram realizados testes de comparação entre proporções (Teste Exato de Fisher). Para verificar qual das três variáveis influenciou mais no escore final, foi realizada Análise de Regressão Logística. Resultados: Na Pré-clinica, dos 1.531 canais avaliados, 662 (43,2%) não apresentaram nenhum erro operatório. 75,41% dos canais estavam subobturados. Transporte apical foi o erro mais observado (10,12%). O grupo dentário que mais apresentou comprimento inadequado (sub e sobreobturação) foi dos pré-molares (63.3%). Na Clínica, dos 440 canais obturados, 140 (31,8%) não apresentaram nenhum erro operatório. Dos 228 (51,81%) canais que apresentaram comprimento inadequado, 180 (78,95%) estavam subobturados. Os grupos dentários que mais apresentaram comprimento inadequado (subobturação) foram os incisivos inferiores e os molares inferiores. Transporte apical ocorreu mais nos molares inferiores: de 141 dentes, 18 (12,8%) apresentaram. A avaliação por escore foi: para a pré-clínica, dos 1.531 canais, 401 (26,19%) foram considerados ótimos, 271 (17,7%) bons, 279 (18,22%) aceitáveis, 446 (29,13%) ruins e 134 (8,75%) péssimos. E, na clínica, dos 440 canais, 90 (20,45%) foram considerados ótimos, 99 (22,5%) bons, 92 (20,9%) aceitáveis, 105 (23,86%) ruins e 54 (12,27%) péssimos. A análise estatística, considerando as três principais variáveis (comprimento, densidade e conicidade), mostrou que, tanto na pré-clínica quanto na clínica, houve diferença entre as proporções de canais que apresentaram as três variáveis adequadas comparando-se com a proporção de canais que apresentaram pelo menos um dos quesitos inadequado. A análise de regressão logística mostrou que essas três variáveis impactaram significativamente para o escore ser classificado como ruim ou péssimo (p < 0,01), sendo que, o comprimento da obturação inadequado é o que dá a maior chance de o escore ser classificado como ruim ou péssimo. Conclusão: Nos dois níveis do curso, existe grande porcentagem de inadequações nas obturações, mas observa-se que há maior dificuldade de tratamento/obturação durante o atendimento de pacientes, comparando-se com dentes extraídos. Os resultados sugerem uma maior dificuldade de tratamento de dentes posteriores (principalmente molares) enfrentada por alunos de graduação em Odontologia quando chegam à fase Clínica. A subobturação foi um dos grandes problemas observados, em geral.
Abstract Aim: To assess the quality of the root canal fillings performed by dental students from UFRGS-School of Dentistry (treatment of human extracted teeth) comparing it with the quality of fillings performed by Pre-clinical and Clinical undergrad students (treatments in patients). Materials and Methods: Two examiners analyzed 951 radiographs of root canal obturation: 673 performed in the Pre-clinic setting and 278 in the Clinic setting. The quality of the fillings was based on the following parameters: length, density and taper of the obturation, and presence of procedural errors (perforation, large obturator material extravasation, transportation, false canal, ledge and instrument fracture). After that, a score was given for the quality of the obturation: 0 = very poor, 1 = poor, 2 = acceptable, 3 = good and 4 = very good. To compare the proportion of positive evaluations in the three variables (length, density and taper), by dental setting, comparative tests were performed between proportions (Fisher's exact test). To verify what of the three variables had more influence on the final score, a Logistic Regression Analysis was performed. Results: At the Pre-clinic, from the 1,531 analyzed root canals, 662 (43.2%) did not present any procedural error. 75.41% of the canals were underfilled. Transportation was the most observed error (10.12%). The pre molars group presented the most inadequate length (under and overfilling) (63.3%). In the Clinic setting, from the 440 filled canals, 140 (31.8%) did not present any procedural error. From the 228 (51.81%) canals that presented inadequate length, 180 (78.95%) were underfilled. The dental groups that presented the most inadequate length (underfilling) were the mandibular incisors and the mandibular molars. Transportation occurred more in the mandibular molars: of 141 teeth, 18 (12.8%) presented. The evaluators' opinion score was: for the preclinical, from the 1,531 canals, 401 (26.19%) were considered very good, 271 (17.7%) good, 279 (18.22%) acceptable, 446 (29.13%) poor and 134 (8.75%) very poor. From the 440 root canals, 90 (20.45%) were considered very good, 99 (22.5%) good, 92 (20.9%) acceptable, 105 (23.86%) poor and 54 12.27%) very poor. Statistical analysis, considering the three main variables (length, density and taper), showed that, in both pre-clinical and clinical, there was a difference between the proportions of canals that presented the three adequate variables when compared to the proportion of canals which presented at least one of the inadequate items. Logistic regression analysis showed that these three variables had a significant impact on the score being classified as poor or very poor (p <0.01), and inadequate obturation length is what gives the highest chance of the score being classified as poor or very poor. Conclusion: For dental students from both levels, pre-clinical and clinical settings, there was a large percentage of inadequacies in the root canal fillings. Moreover, it was observed that there is a greater difficulty of treatment/obturation during the treatment of patients, compared to extracted teeth. The results suggest that there is greater difficulty in the treatment of posterior teeth (mainly in molars) faced by dental undergraduate students when they reach the clinical setting. Overall, underfilling was one of the major problems observed in this study.
Tipo Trabalho de conclusão de especialização
URI http://hdl.handle.net/10183/168831
Arquivos Descrição Formato
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