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Na esteira do galpão: catando leituras no território cotidiano da reciclagem do lixo de Porto Alegre/RS

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Na esteira do galpão: catando leituras no território cotidiano da reciclagem do lixo de Porto Alegre/RS

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Título Na esteira do galpão: catando leituras no território cotidiano da reciclagem do lixo de Porto Alegre/RS
Autor Rosado, Rosa Maris
Orientador Heidrich, Álvaro Luiz
Co-orientador Reigota, Marcos Antonio do Santos
Data 2009
Nível Doutorado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Geociências. Programa de Pós-Graduação em Geografia.
Assunto Espaço social
Geografia física
Porto Alegre (RS)
Resíduos sólidos
Territorialidade
[es] Basura
[es] Cartoneras
[es] Cotidiano
[es] Habitus
[es] Red
[es] Representaciones
[es] Territorio
Resumo O estudo das leituras acerca do galpão de reciclagem do Loteamento Cavalhada-Porto Alegre- RS, interpretado a partir das narrativas compostas da experiência vivida junto às catadoras de materiais recicláveis neste espaço, é o desafio proposto na pesquisa. O cotidiano assume centralidade no diálogo entre os conceitos empregados nas distintas leituras que surgem na "esteira" da experiência do galpão: rede, território, jogo e representações. Partindo de um olhar para as redes sociais que dele emergem, percebe-se a complexa teia de relações que se estabelece a partir deste espaço. A leitura da rede revela que os significados do galpão não estão restritos a sua funcionalidade instrumental, enquanto "equipamento público de geração de renda". A articulação com nós externos da rede apontam para o estabelecimento de um território dinâmico e fluido. Assim, catando as diferentes abordagens do território extrai-se a leitura do galpão como "território cotidiano da reciclagem do lixo", espaço apropriado pelas catadoras e catalisador de identidades. A dinamicidade desse território é percebida no jogo, que possibilita aos atores ampliar informações e conhecimentos acerca do campo do lixo e seguirem sua luta por reconhecimento social. Na leitura das representações sociais de ambiente, percebe-se a adoção de táticas com relação aos constrangimentos e pressões a que são submetidas as catadoras nas suas práticas cotidianas na catação de lixo. A conotação pejorativa que o termo lixo carrega adverte para a ressignificação desse, no espaço do galpão, que é relevante no fortalecimento da identidade territorial (ou o habitus catador) do grupo. As representações de lixo são, assim, vistas como via de acesso ao habitus catador e, por conseguinte, ao campo do lixo. Por meio das leituras realizadas, considera-se que as identidades são transformadas nesta experiência, afinal ao buscar novas articulações, novas redes, constituindo novas territorialidades, "no reciclar das relações", esse grupo social se mantém vivo e ativo no jogo do lixo.
Resumen El estudio de las distintas lecturas de un galpón de reciclaje de basura del Loteo Cavalhada- Porto Alegre-RS, interpretado a partir de las narraciones de la experiencia compartida con las cartoneras en este espacio, es el desafío propuesto en esta investigación. La cotidianeidad asume posición central en el diálogo entre los conceptos empleados en las diferentes lecturas que emanan de esa experiencia: red, territorio, juego y representaciones. A partir de una mirada a las redes sociales que emergen en el galpón, se percibe la compleja trama de relaciones que se establece en este espacio. La lectura de la red revela que las significaciones del galpón no se limita a su funcionalidad instrumental como "equipamiento público de generación de ingresos". La articulación con nexos fuera del galpón hace este territorio más dinámico y fluído. "Hurgando" en los diferentes enfoques del territorio surge una lectura de ese espacio como "territorio cotidiano del reciclaje de basura", espacio apropiado por las cartoneras y catalizador de identidades. La dinámica de este territorio es percibida en el juego que hace posible a los atores involucrados aumentar la información y los conocimientos con respecto a el campo de la basura y seguir su lucha por reconocimiento social. En la lectura de las representaciones sociales sobre medio ambiente se percibe la adopción de tácticas en relación a los condicionamentos y presiones a que están sujetas las cartoneras en sus prácticas diarias con la basura. La connotación peyorativa de la palabra basura advierte sobre su resignificación en el espacio del galpón, relavante en el fortalecimiento de la identidad territoral de las cartoneras. Las representaciones sociales de la basura son vistas pues, como vía de acceso a habitus cartonero y, por lo tanto, al campo de la basura. A partir de las lecturas realizadas, se considera que las identidades se transforman en esta experiencia, a fin de buscar nuevas articulaciones y nuevas redes, constituyendo nuevas territorialidades, "para reciclar relaciones", haciendo que el grupo social siga vivo y activo en el juego de la basura.
Tipo Tese
URI http://hdl.handle.net/10183/17408
Arquivos Descrição Formato
000716714.pdf (8.329Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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