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Rompendo o silêncio : homofobia e heterossexismo nas trajetórias de vida de mulheres

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Rompendo o silêncio : homofobia e heterossexismo nas trajetórias de vida de mulheres

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Título Rompendo o silêncio : homofobia e heterossexismo nas trajetórias de vida de mulheres
Autor Monteiro, Luciana Fogaça
Orientador Nardi, Henrique Caetano
Data 2009
Nível Mestrado
Instituição Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional.
Assunto Discriminação
Diversidade sexual
Homossexualidade feminina
Mulher : Psicologia
Subjetividade
Violência
[en] Brazil without homophobia national program
[en] Homophobia
[en] Women
Resumo Esta pesquisa busca compreender os modos de subjetivação de mulheres com práticas homoeróticas que apresentaram denúncias relacionadas à homofobia. Ela parte de uma intervenção realizada pela ONG Nuances - grupo pela livre expressão sexual conveniada ao Programa Brasil Sem Homofobia. Através de entrevistas baseadas na abordagem biográfica, busquei verificar a forma como elas constroem uma experiência de si, no cruzamento entre a sustentação da matriz heterossexista e a emergência de políticas governamentais de combate a discriminação. O material permitiu compreender que elas percebem a discriminação e o preconceito como resultado de uma extrapolação dos limites das convenções de gênero. Desta forma, elas acreditam que a homossexualidade masculina e mulheres que possuem estilos "mais masculinos" estão mais propensos/as a sofrer discriminações, por acreditarem que são mais visíveis. Assim, a perspectiva de uma maior "aceitação" das relações homoeróticas entre mulheres é percebida na articulação entre estilos mais próximos dos padrões de femininos, bem como por uma apropriação do homoerotismo feminino por parte do fetiche masculino. Outro achado foi à evocação de saberes psi nos conflitos familiares. Quanto às estratégias de enfrentamento, foram encontradas tanto formas de manter identidades discretas quanto modos mais combativos, baseados no que chamo de subjetivação militante. De modo geral, estas mulheres consideram os tempos atuais melhores, relacionando-os mais a atuação do movimento social do que aos aparelhos de proteção e políticas públicas estatais. Este fato pode ter algumas razões: a própria estratégia de enfrentamento formulada pelo Brasil Sem Homofobia (fomento a atores do movimento) e a timidez governamental em adotar estratégias de visibilidade de massa, provavelmente provocada pela oposição que o tema da diversidade sexual enfrenta frente a bancadas religiosas.
Abstract This research seeks to understand the modes of subjectivation of women with homoerotic practices that have filed complaints related to homophobia. This research had its starting point in an intervention conducted by the NGO Nuances - group for free sexual expression, convening the BRAZIL WITHOUT HOMOPHOBIA Program. Through interviews based on the biographical approach, I tried to see how these women construct a self-experience, at the junction between the prevailing heterosexist matrix and the emergence of government policies to combat discrimination. The material allowed to find that they understand discrimination and prejudice as a result of an extrapolation of the limits of gender conventions. Following this logic, they believe that male homosexuality and women who have more "masculine" styles are more likely to be discriminated against, on the basis that they are "more visible". The prospect of greater "acceptance" of homoerotic relationships between women is perceived by these women, and it is related to standard female performances, as well as an appropriation of female homoeroticism by the male fetish. Another finding was the evocation of psychological knowledge in family disputes. The coping strategies were found both in ways that maintain discrete identities as in more openly-combative styles, based on what I call "militant subjectivity". In general, these women consider the actual times better to homosexuals, relating this fact more to the work of social movement than to the apparatus of protection and state public policies. This fact may have some reasons: the coping strategy formulated by Brasil Sem Homofobia (encouraging the movement actors) and government timidity in adopting strategies of mass visibility, probably caused by the opposition that sexual diversity is facing by religious political parties.
Tipo Dissertação
URI http://hdl.handle.net/10183/17831
Arquivos Descrição Formato
000724296.pdf (1.130Mb) Texto completo Adobe PDF Visualizar/abrir

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